01/11/2022 19:50h

Presidente comentou sobre manifestações pelo país, fortalecimento da direita e defesa das liberdades econômica, religiosa e de opinião

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Mais de 40 horas após o resultado das eleições de 30 de outubro, o presidente Jair Bolsonaro fez o primeiro pronunciamento, no Palácio da Alvorada, em Brasília. Em um breve discurso, de pouco mais de dois minutos e sem espaço para perguntas da imprensa, Bolsonaro iniciou a fala agradecendo os cerca de 58 milhões de votos recebidos no último domingo (30). Na sequência, comentou sobre as manifestações que ocorrem em rodovias de 22 estados e do Distrito Federal. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, até a manhã desta terça-feira (1º), eram 267 pontos ativos de manifestação.

“Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser o da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cercamento de ir e vir”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro destacou ainda em seu discurso que sempre atuou dentro do que é permitido pela Constituição e que a cumprirá até o final do mandato, negou ser antidemocrático e a favor da censura da mídia e das redes sociais. O presidente defendeu também as liberdades econômica, religiosa, de opinião e a honestidade, e chamou atenção para o fortalecimento da direita no cenário político brasileiro, com o grande número de parlamentares eleitos no último pleito.

“A direita surgiu de verdade em nosso país. Nossa robusta representação no Congresso mostra a força dos nossos valores: Deus, pátria, família e liberdade. Formamos diversas lideranças pelo Brasil. Nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso”, disse Bolsonaro. 

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Após o pronunciamento do presidente, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que dará início à transição de governo. “O presidente Jair Bolsonaro autorizou, quando for provocado, com base na lei, a iniciarmos o processo de transição. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, segundo ela, em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira(3) será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país", disse.

No último domingo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República ao derrotar, em segundo turno, Jair Bolsonaro (PL). Lula foi eleito com 50,90% dos votos (60.345.999), contra 49,10% de Bolsonaro (58.206.354). 
 

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27/10/2022 04:00h

Pesquisa compara crescimento com agosto de 2021. Setores como energia, indústria de base tecnológica, academias de ginástica e agronegócio puxam esses números

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O número de pequenos negócios com redução de faturamento diminuiu nos últimos quatro meses. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Sebrae, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, em agosto cerca de quatro a cada dez empresas (38%) apresentaram aumento de faturamento, em relação ao mesmo mês de 2021. Além disso, 25% mantiveram o nível e 28% disseram ter perdido faturamento. 

Gerente de uma agropecuária em Juiz de Fora, Minas Gerais, Ana Aline conta que nos primeiros meses de 2022 o faturamento da loja ainda era afetado pela pandemia, mas hoje já sente uma pequena melhora. 

“No segundo semestre a gente sentiu que as coisas já começaram a melhorar, voltar talvez num patamar pré-pandemia. No setor pet, a gente sentiu um crescimento do primeiro semestre para o segundo com um início de uma melhoria, ainda está um pouco estável, porém a gente sente o início de um crescimento.” 

A empresa mineira exemplifica os dados da pesquisa mais recente: que os pequenos negócios recuperaram o faturamento e estão com um nível de receita, em média, 3% superior. Em abril, os números da última análise ainda registravam uma queda média de 7% na receita. Setores como energia, indústria de base tecnológica, academias de ginástica e agronegócio puxam esses números.

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Segundo o analista de competitividade do Sebrae nacional, Alberto Vallim, o que explica, em parte, o aumento do faturamento é o início de uma recuperação das perdas que aconteceram ao longo da pandemia. Mas existem outros fatores que precisam ser levados em conta.

“Nos últimos meses a gente teve um alívio de algumas condições que estavam pressionando as empresas no primeiro semestre, como aumento de custos muito forte. Houve também uma pequena melhoria agora e isso também ajudou tanto para as empresas organizarem suas finanças como também para a retomada do consumo”, explica o analista.

Reportagem, Lívia Braz.

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25/10/2022 16:15h

Segundo especialistas as visitas frequentes ao dentista aliadas a cuidados diários garantem mais saúde não só para a boca, como para todo o organismo

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Além de ter papel fundamental na mastigação e respiração, a boca é a maior cavidade do corpo a ter contato direto com o meio ambiente,. Por  isso, é a porta de entrada para bactérias e outros microrganismos que podem ser prejudiciais à saúde. Para garantir a prevenção da  saúde bucal, os cuidados devem começar ainda durante a gestação dos bebês, como explica a especialista em odontopediatria e ortodontia, Mara Cristina Mourão Marques. 

“É o que a gente chama hoje em dia de pré-natal odontológico. Durante a gestação a gente vai orientar a mãe  sobre todos os cuidados, fazer o tratamento dela e a partir daí, já orienta os cuidados que ela deverá ter com o bebezinho. A consulta do bebê deve ser feita até antes da erupção dos primeiros dentinhos”, explica a dentista. 

A orientação de limpeza já começa a valer desde o nascimento do bebê. Antes mesmo dos dentes erupcionarem, a boca precisa ser limpa. Para os bebês que só mamam no peito, basta uma limpeza com os dedos, na hora do banho, por exemplo. Já os que tomam leite artificial, precisam de uma limpeza mais cuidadosa. Usando uma fraldinha macia molhada com água filtrada, de 2 a 3 vezes ao dia, como orienta a dentista.

Com o nascimento dos dentes os cuidados precisam ser ainda maiores. Inicialmente, a escovação deve ser feita com dedeira de silicone, mais macia. Depois dos doze meses a escova é a mais indicada. E tem modelos específicos para cada idade, que variam de formato para uma escovação mais eficiente. 

A troca dos dentinhos de leite para os definitivos também requer atenção especial dos pais. Segundo a dentista, é comum que nasçam alguns dentes antes mesmo que os de leite caiam. Ela explica o que pode acontecer nesses casos.  

“Ele muda o eixo de erupção, não amolece o dente de leite e se os pais não observarem ele fica lá, um dentinho a mais. Se acontecer isso tem que levar no consultório para o profissional tirar o dente. Outra coisa muito importante nessa fase é o nascimento do primeiro molar permanente. É o dentinho que nasce nessa fase de 5 anos e meio até 6 anos e meio, ele nasce atrás do último dente de leite, então muitas vezes, passa despercebido”, acrescenta. 

Cuidados que já fazem parte da higiene dos brasileiros e fizeram o Brasil chegar a uma boa situação de saúde bucal. A orientação dos especialistas é que as visitas ao consultório devem acontecer a cada seis meses, mesma frequência que é indicada a aplicação do flúor.

“A saúde bucal infantil hoje está muito apoiada em pilares muito fortes. Existem muitos muitos estudos, muitas pessoas boas querendo investir, muitas orientações novas. É uma geração que chamamos de Cárie Zero. A gente percebe um cuidado maior dos pais em relação aos cuidados, à  prevenção, até o próprio acesso mais fácil à saúde bucal, pelos postos de saúde e consultórios”, explica a dentista. 

Acompanhe no vídeo abaixo a entrevista completa:

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18/10/2022 04:15h

A etapa da vida da mulher conhecida pela ausência de menstruação e infertilidade reserva mais que calor e queda nas taxas hormonais. Outras doenças podem surgir nesse período, como diabetes e osteoporose. Os cuidados para reduzir sintomas desconfortáveis e ter uma menopausa saudável devem começar ainda no período fértil

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Calorões, mudança de humor e falha na menstruação. A jornalista Renata Franco, hoje com 51 anos, começou a ter esses e outros sintomas aos 47. Procurou o ginecologista e confirmou que estava no climatério, período que antecede a menopausa. Durante um ano, ela teve que lidar com esses desconfortos. 

“Eu menstruava um mês sim, dois não ou até duas menstruações no mesmo mês. Logo começaram aqueles calores terríveis, principalmente na altura do seio e nas costas. Aquelas ondas de calor duravam uns 20 dias, depois ficavam cerca de 40 dias sem aparecer e então, voltava tudo de novo”, conta a jornalista. 

Menopausa é o nome que se dá à última menstruação e marca o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Além do fim do sangramento mensal, significa que o estoque de óvulos se esgotou no corpo, o que acontece, geralmente, entre os 45 e 55 anos. Mas uma mulher só pode afirmar que está na menopausa depois de um ano sem menstruar. 

Para a ginecologista Marina Lutterbach, o autocuidado precisa estar ainda mais presente nessa fase. “Tentar ter um estilo de vida mais saudável é fundamental. Principalmente pelo metabolismo estar mais lento. As visitas periódicas ao ginecologista e cardiologista, servem para os exames de rastreio de cânceres como mama, útero, pele, reto e tratamentos diversos como o aumento do colesterol e a identificação de doenças reumatológicas”. 

Doenças associadas 

A alteração hormonal que acontece durante a menopausa é a principal responsável pelas mudanças no organismo da mulher. Com a redução da produção do principal hormônio feminino, o estrogênio, não é só o sistema reprodutor que sofre, mas também os ossos, cérebro e sistema cardiovascular. Por isso, após a menopausa, doenças relacionadas a esses órgãos podem ser mais frequentes. A redução da densidade óssea pode causar osteoporose, aumentando o risco de fraturas, por exemplo. 

Diabetes, hipertensão e até mesmo depressão podem surgir ou se agravar nesse período. “Haverá uma diminuição brusca da produção de hormônios, de maneira geral, e, predominantemente, o estrogênio. Como nosso corpo funciona todo interligado, essa queda vai interferir não só nos ovários, como também no sistema cardiovascular, tecido ósseo, pele e até mesmo no globo ocular”, pontua a ginecologista.

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O avanço da ciência e da tecnologia no campo da saúde permite que os desconfortos  frequentes nessa fase da vida da mulher sejam amenizados. Muitas mulheres recorrem à terapia de substituição hormonal, popularmente conhecida como reposição hormonal, para equilibrar os níveis no organismo e aumentar o conforto da mulher. Mas essa terapia não é indicada para todo mundo. 

O que está acessível a todas e sempre apresenta resultados positivos é manter uma alimentação equilibrada, aumentar a ingestão de líquidos e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e café. Além disso, manter uma rotina de exercícios e buscar atividades alternativas que reduzem o estresse, como ioga e meditação. 

A servidora pública Ana Carolina Torelly, de 44 anos, ainda não tem sintomas de menopausa, mas há tempos se prepara para quando acontecer. “O que eu pretendo,  é fazer um acompanhamento médico, com constante dosagem de hormônio, manutenção de peso, alimentação saudável para entrar bem na menopausa.”
 
Reportagem, Lívia Braz

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11/10/2022 18:15h

Os casos de Covid-19 estão em queda e a cobertura vacinal contra a doença chegou a quase 80% em todo o país. Índices de síndrome respiratória aguda grave caem em setembro, segundo FioCruz

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A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a validade de 15 meses para os lotes da vacina Comirnaty (Pfizer/Wyeth) contra a Covid-19. O objetivo, segundo a Anvisa, é acelerar a oferta de vacinas para a população brasileira. A medida, publicada nessa segunda (10), vale para as doses já importadas e distribuídas pelo Ministério da Saúde (MS) com prazo de validade de 9 ou 12 meses impresso na embalagem da vacina, na apresentação adulto (tampa roxa). A nova validade também será aplicada para as próximas doses que forem importadas com essas mesmas características. Já o prazo de validade de 12 meses da vacina Comirnaty pediátrica, nas apresentações com tampa laranja e vinho, não foi alterado.

Setembro foi o segundo mês do ano com os menores registros semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), desde o começo da pandemia. É o que mostra o novo boletim InfoGripe, publicado pela Fiocruz (10). De acordo com o informativo, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, 21,4% dos casos de resultado positivo para vírus respiratórios foram de influenza A, 1,2% de influenza B, 11,2% de vírus sincicial respiratório e 41,6 % de SARS-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. 

O boletim observa o aumento da incidência do vírus influenza A na Bahia, no Goiás, em Minas Gerais, em São Paulo e no Distrito Federal. Já com relação à Covid-19, o número de casos também está em queda. Segundo dados do MS, houve uma redução de 19% na média móvel da primeira semana de outubro, em relação à quinzena anterior. 

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 78% da população já se vacinou com as duas doses ou dose única da vacina. Um estudo feito pela Fiocruz, em parceria com o Instituto de Saúde Global de Barcelona, aponta que pessoas que tomaram duas doses da CoronaVac e um reforço de vacina diferente ganharam proteção consideravelmente maior que os indivíduos que receberam três doses da mesma vacina.

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Para o médico e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher, a estratégia de usar diferentes imunizantes funciona bem não apenas para a Covid-19, mas também para outras doenças. 
“É muito importante a estratégia de misture-combine e ela está sendo usada hoje para várias vacinas, inclusive tentativa de vacina contra o HIV, vacina para Hepatite C, com essa estratégia de você utilizar vários componente antigênicos, então vacinas diferentes, para que isso fosse induzindo a produção de anticorpos para determinada doença. De maneira mais robusta, então a produção de anticorpos é mais robusta quando eu utilizo vacinas diferentes.”

A efetividade do reforço foi avaliada no estudo, em vacina de vírus inativado, que é o caso da CoronaVac, e no imunizante de RNA mensageiro, como é feita a vacina da Pfizer. A pesquisa concluiu que quem tomou as duas primeiras doses e o reforço de CoronaVac não ficou mais protegido do que já estava contra a forma sintomática da doença. Quem apresentou quadros graves de Covid-19 teve uma proteção moderada, de 74%. Além disso, essa proteção pareceu diminuir nos quatro meses seguintes.
Já quem recebeu o primeiro ciclo de CoronaVac e reforço da Pfizer ficou mais protegido. A efetividade atingiu 56,8% contra a forma sintomática e a proteção contra a forma mais grave da doença chegou a 86%. A análise mostrou ainda que a proteção pareceu perdurar por pelo menos quatro meses.

Reportagem, Lívia Braz

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01/10/2022 18:00h

A ação conjunta das Eleições 2022 será acompanhada, em tempo real, por representantes do TSE, polícias civis e militares, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério da Defesa, entre outros

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Neste domingo (2), as forças de segurança pública atuarão na Operação Eleições 2022, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi). A ideia é assegurar que as eleições ocorram de maneira pacífica nos 26 estados e no Distrito Federal.

O advogado Tiago Dâmaso já está com tudo pronto para participar das eleições em clima de tranquilidade. “Pretendo votar no domingo das eleições de manhã. Primeiro para evitar qualquer tipo de problema e acabar não conseguindo votar. E segundo, e mais importante, para poder ficar com o resto do dia livre para, se for o caso, tomar uma cerveja com os meus amigos ou qualquer coisa do tipo".

A ação conjunta das Eleições 2022 será acompanhada, em tempo real, por representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), polícias civis e militares, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), corpo de bombeiros militares, Ministério da Defesa, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), além das secretarias de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

O coronel Julian Pontes, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, é coordenador geral do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional. Ele explica que essas instituições podem contribuir de forma direta ou indireta para garantir as eleições. “Cito aqui o exemplo, a Secretaria de Defesa Civil, porque no dia nós podemos ter chuvas. Nós podemos ter alagamentos, falta de energia. É um trabalho que está sendo realizado a várias mãos, com a participação de todos os estados, de todas as agências, para que possamos então entregar um produto de qualidade”, afirma.

Além disso, o coronel afirma que estudaram as eleições de 2018, para poder melhor realizar o planejamento da operação. “É toda uma preocupação para que o cidadão possa realizar o seu direito ao voto de forma tranquila”, informa. 

Alguns dos impactos na segurança pública que poderão ser observados durante as eleições são crimes eleitorais, manifestações pacíficas ou violentas, bloqueio de vias, rixas, ameaças e atentados, temporais e alagamentos e quedas de energias em locais de votação e de apuração dos votos.

Entre as preocupações das autoridades está o deslocamento dos eleitores e eleitoras pelas estradas brasileiras, o que demanda uma atenção especial da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ação da PRF, iniciada na última quarta-feira (28), é voltada para a repressão a crimes eleitorais e a garantia da segurança do direito ao voto. A corporação, que é responsável pela segurança em mais de 75 mil quilômetros de rodovias e estradas federais em todos os estados brasileiros, deve assegurar a livre circulação nessas vias, bem como que os cidadãos tenham condições de chegar aos seus domicílios eleitorais em segurança.

Um desafio adicional para os agentes é a embriaguez ao volante. Até esta sexta-feira (30), das 27 unidades federativas do país, apenas 11 decretaram a Lei Seca eleitoral – que proíbe a comercialização e consumo de bebidas alcóolicas no dia da votação. São elas: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Roraima, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Tocantins. 

A adoção ou não da norma é decisão dos tribunais regionais eleitorais. No Distrito Federal, por exemplo, é a segunda eleição em que a medida não será adotada, assim como em 2018, quando, segundo o TRE local, não houve registro de ocorrência por bebida. No estado do Rio de Janeiro, a lei seca eleitoral não é aplicada desde 1996. 

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, entende que a postura dos tribunais eleitorais regionais é sensata. “A maior parte do Brasil há anos já não aplica essa regra sem sentido, como é o caso de São Paulo, onde está concentrado o maior número de eleitores do país. Somos um país democrático e os brasileiros podem e devem fazer suas próprias escolhas e se divertir dentro de seus limites, com moderação, como sempre defendemos”, afirmou o mandatário da entidade.

Por outro lado, o presidente do TRE-DF, Desembargador Roberval Belinati, deixou claro que a não aplicação da norma não pode se transformar em desordem. “Cuidado com o excesso de bebida. A Justiça Eleitoral não permitirá o voto de pessoa embriagada ou sob efeito de substância entorpecente. Qualquer desordem com o eleitor poderá ser interpretada como crime eleitoral, sujeitando-o até a prisão”, alertou o magistrado.

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Sem armas
Após terem proibido o porte de armas no perímetro de 100 metros das seções eleitorais e em outras localidades eleitorais, os ministros do TSE decidiram, nessa quinta-feira (29), pela proibição do transporte de armas e munições, em todo o território nacional, por parte de colecionadores, atiradores e caçadores, os CACs, no dia das eleições, nas 24 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores.

A nova resolução, de autoria do presidente da Justiça Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, foi aprovada por unanimidade. Na sessão que avaliou o tema, Moraes justificou a decisão. “No dia da eleição, no dia anterior e no dia posterior à eleição, principalmente pela grande aglomeração de pessoas, não se justifica essa, eu diria, licença geral para que pessoas possam transportar armas de grosso calibre”. 

Essa proibição foi sugerida à corte eleitoral pelos chefes de Polícia Civil de todos os estados da Federação em reunião com a presidência do TSE. Os agentes também orientaram pelo fechamento dos clubes de tiro, frequentados por caçadores, atiradores desportivos e colecionadores, no dia da votação, quando destacaram a importância da medida para evitar a circulação de armas de fogo durante o pleito eleitoral, como medida preventiva.

Polícia Federal e Forças Armadas
Nessa quarta-feira (28), a Polícia Federal (PF) realizou, no Estádio Nacional de Brasília, uma demonstração de drones que serão usados no primeiro turno das eleições. 

Na capital, serão utilizados três drones. Sem revelar o local exato e a quantidade por questão de segurança, a instituição garante que os equipamentos vão ser usados em pontos considerados estratégicos por todo o país. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), as aeronaves vão auxiliar na fiscalização de crimes eleitorais, como boca de urna, transporte ilegal de eleitores, compra de votos, entre outros. 

O Ministério da Defesa, por sua vez, informou o emprego das tropas e equipamentos para garantir a realização das Eleições 2022. Tradicionalmente, Marinha, Exército e Aeronáutica auxiliam o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em duas áreas distintas: logística e segurança, a partir das solicitações das sedes da Justiça Eleitoral nos estados.

Para 2022, cerca de 34 mil militares das Forças Armadas foram destacados para atuar nas durante as eleições de domingo. Além disso, serão empregadas 430 embarcações de pequeno porte, 18 navios, 3.000 viaturas, 62 blindados e 47 aeronaves, entre aviões e helicópteros.

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15/09/2022 04:00h

Auxílios emergenciais para taxistas, caminhoneiros e população de baixa renda também influenciaram esse mercado

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A confiança dos Pequenos Negócios atingiu o maior patamar desde novembro de 2013, de acordo com sondagem do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa mostra que, em agosto deste ano, a credibilidade dos comerciantes cresceu 2,7 pontos, atingindo a marca de 100,6 pontos. A ajuda dos pacotes do governo federal influenciou a melhoria do mercado de trabalho e a desaceleração dos preços, segundo especialistas.

O Índice de Confiança das micro e pequenas empresas é a compilação dos índices de confiança dos três principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação No Comércio, entre os profissionais que compram e vendem mercadorias, foi registrado o maior crescimento, de 5,4 pontos. 

Já o setor de Serviços, que envolve atividades como funcionalismo público e prestação de serviços, apesar do resultado positivo de 0,5 ponto no mês, tem dado sinais de perda de fôlego nos últimos meses. No setor da Indústria de Transformação, a exemplo de aço em ferramentas, a queda foi de 1,4 ponto pelo segundo mês consecutivo. 

Especialistas analisam que o resultado do Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas em agosto é reflexo da atual situação da economia, com melhora das perspectivas de curto prazo incentivado, inclusive, com a ajuda dos auxílios federais. 

“O que esperamos até final de agosto de 2022 é uma tendência de recuperação da economia por conta da melhora da renda dos trabalhadores, em especial da reativação da economia como um todo”, observa o Analista de Gestão Estratégica do Sebrae, Marco Aurélio Bedê. “E essa expectativa foi puxada pelos pequenos negócios do comércio, favorecido aí pela injeção de renda que o governo está fazendo na economia por meio de benefícios aos motoristas de táxi, caminhões e, em especial, pelo auxílio Brasil”, explica.

Mais emprego

Outro dado importante é de que, segundo o Ministério do Trabalho, em julho deste ano, sete em cada dez novas vagas de empregos foram criadas por micro e pequenas empresas. Foram mais de 1,1 milhão de empregos gerados, um crescimento de 72%. Os três setores com maior número de novos empregos são serviços, com quase 62 mil postos de trabalhos, seguido do Comércio, com pouco mais de 34, 400 vagas e na sequência a construção, com mais de 30.600 oportunidades de trabalhos. Profissional da construção civil desde os 12 anos, Edson Dias, 32, sentiu o reflexo da economia no setor. 

“Cresceu bastante este ano, a construção civil e estamos aí trabalhando firme”, aponta. “A economia valorizou para todo mundo, a mão de obra valorizou este ano, todo mundo está ganhando, o dono de material de construção a gente com a mão de obra, não tenho nada que reclamar, não”, diz. 

Estética

Entre os negócios que deram sinal de recuperação no mercado, neste primeiro semestre, após a crise da pandemia, foi o segmento de estética e beleza. Inclusive com recorde de abertura de CNPJ. Apesar da alta da inflação, com aumento dos custos de serviços como água, energia e produtos, os seis primeiros meses de 2022 registraram o maior número de formalizações nesse setor desde 2019. 

Segundo levantamento feito pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), só no primeiro semestre de 2022 foram 109,4 mil empresas do gênero de estética e beleza abertas, superando todos os semestres de 2021, 2020 e 2019.

Um dos motivos para o crescimento de estabelecimentos no ramo de beleza foi a facilidade para a abertura de empresas no país nos últimos tempos. Segundo dados da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, do Ministério da Economia, o prazo médio para a abertura de uma empresa no Brasil caiu para 23 horas ao final do segundo quadrimestre deste ano, ou seja, em agosto. É o menor tempo médio já registrado. 

Para facilitar a vida de quem empreende e está pensando em procurar crédito no mercado financeiro, o Sebrae disponibiliza opções de financiamento em diversos tipos de instituições. São créditos que atendem desde bancos tradicionais de atuação nacional ou regionais, até cooperativas de crédito e agências de fomento. 

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do Sebrae para apoiar os donos de pequenos negócios com informações úteis e qualificadas para uma melhor tomada de decisão pelo crédito. A nova versão do documento pode ser acessada pela internet no Portal do Sebrae: www.sebrae.com.br.

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18/08/2022 04:30h

A Caderneta de Vacinação é um documento importante, individual e que comprova a situação vacinal das crianças e adolescentes. É ofertada nos postos de saúde e devem ser levadas sempre que a criança e o adolescentes comparecem a Unidade de Saúde

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Em meio às incertezas e medos vividos durante a pandemia de Covid-19, muitos pais deixaram de vacinar seus filhos contra doenças imunopreveníveis. Mas a Andrea Bastos, de 40 anos, não faz parte desse grupo: mesmo no período de calamidade pública, fez questão de levar a Catarina, de 3 anos, a um posto de saúde em Brasília, para vaciná-la e, assim, deixar em dia a caderneta de vacinação da pequena. 

“Entre prós e contras, valia a pena vacinar, para que a Catarina estivesse protegida. Tínhamos muito medo também dela pegar Sarampo ou alguma doença assim, mas tomamos todos os cuidados e a levamos para vacinar, para que ficasse protegida e protegesse as pessoas ao nosso redor.” 

E para que pais e responsáveis de bebês, crianças e adolescentes de até 15 anos sigam o mesmo exemplo da Andrea, os postos de saúde do SUS de todo País vão se mobilizar, na primeira quinzena de agosto, na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação. 

É uma oportunidade para atualizar as cadernetas de vacinação, proteger as crianças e os adolescentes e controlar doenças como o sarampo, a meningite e outras.
Ofertada nos postos de saúde que realizam a vacinação, a caderneta comprova a situação vacinal e, para gestores, é uma ferramenta de grande importância para o acompanhamento da saúde infantil e do adolescente.

Com o documento que comprova a vacinação, os profissionais de saúde acompanham todo o histórico vacinal das crianças e adolescentes. Tudo para garantir um crescimento e vida saudável. 

Ligiane, ressalta a necessidade de manter a situação vacinal sempre atualizada. 

E reforça: manter as crianças e adolescentes vacinados é questão de saúde pública.

"O Programa Nacional de Imunizações (PNI), que este ano completa 49 anos, é uma das mais importantes intervenções para a prevenção, controle, eliminação e erradicação de doenças preveníveis por vacinação. No entanto, com a diminuição das coberturas vacinais há o risco do retorno de doenças já eliminadas, a exemplo da poliomielite.” 

Durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, os postos de saúde disponibilizarão as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, do PNI. 

Além da proteção contra a Poliomielite, serão administradas vacinas contra doenças como Sarampo, Caxumba, Rubéola, Hepatite A, Febre Amarela, HPV e outras. 

Para vacinar as crianças e adolescentes, compareça a um Posto de Vacinação com a caderneta de vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site www.gov.br/multivacinacao.

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16/08/2022 15:10h

Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá em cerca de 40 mil postos de vacinação em todo País

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Foi no município paraibano de Souza, em 1989, que ocorreu o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem, causador da Poliomielite. Desde então, após o Brasil adotar uma estratégia de rotina para intensificação da vacinação e campanhas de vacinação anuais contra a paralisia infantil, não há registros de circulação do poliovírus em território nacional.

No entanto, a queda nas taxas de vacinação infantil registrada nos últimos anos, no Brasil, reacendeu o alerta. Para Ethel, é preciso aumentar a cobertura vacinal contra a Pólio. 

"O Brasil tem um certificado de eliminação da Poliomielite. Mas, se nós tivermos o vírus circulando no mundo, a doença não está erradicada completamente. Então, temos a possibilidade de reintrodução do vírus."

Para manter as crianças longe desse perigo, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação vai mobilizar toda a sociedade para levar os menores de cinco anos aos postos de vacinação 

O grupo alvo da vacinação são as crianças menores de cinco anos de idade. A meta é vacinar contra a Poliomielite 95% desse público.

As vacinas contra a Poliomielite são as mesmas ofertadas pelo SUS ao longo do Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações, o PNI. 

Para vacinar as crianças menores de cinco anos de idade, compareça a um Posto de Vacinação com a Caderneta de Vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site: www.gov.br/multivacinacao.

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11/08/2022 15:45h

Voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação ocorrerá em cerca de 40 mil postos de vacinação em todo País. A intenção é manter o controle de doenças imunopreveníveis e atualizar as Cadernetas de Vacinação das crianças e adolescentes

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Os pais e responsáveis de bebês, crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade devem ficar atentos: a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação deste ano já começou. Ao todo, a mobilização vai envolver cerca de 40 mil postos de vacinação do SUS em todo País.

Para multivacinação, a intenção é proteger a população e aumentar a cobertura vacinal contra doenças que podem ser evitadas por vacinas - e atualizar a Caderneta de Vacinação. Para a campanha de poliomielite, a intenção é proteger a população menor de cinco anos de idade contra a paralisia infantil. O documento comprova a situação vacinal e, para gestores, é uma ferramenta de grande importância para o acompanhamento da saúde infantil.

Os postos vão ofertar as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações, o PNI. Além da proteção contra a Poliomielite, serão administradas vacinas contra doenças como o Sarampo, Caxumba, Rubéola, Hepatite A, Febre amarela e HPV. 
Ligiane, pede aos pais que façam parte dessa mobilização e levem os filhos para vacinar. 

"Reforço essa necessidade de busca, principalmente, durante todo o calendário de rotina vacinal da criança e do adolescente. É importante frisar também que é uma questão de saúde pública. Pois o sarampo, meningite,caxumba, dentre outras doenças afetam muito a saúde desses grupos etários  que também são importantes transmissores dessas doenças."

Para gestores e especialistas em saúde, é preciso proteger a população e impedir quedas da cobertura vacinal infantil. E reforçam: baixas coberturas  de vacinação favorecem o ressurgimento de doenças já eliminadas, a exemplo do que ocorreu com o Sarampo. 
Ethel explica mais:

"Estávamos sem casos de Sarampo no Brasil e voltou a circular. Com a circulação do vírus, tivemos casos nos últimos anos, inclusive óbitos - o que é algo muito grave. É fundamental termos altas coberturas vacinais, o que significa atingirmos um percentual grande da população para faixa etária indicada para cada vacina. Em geral, a meta de vacinação está entre 90 e 95% do público-alvo a ser vacinado."

Para vacinar as crianças e adolescentes, compareça a um Posto de Vacinação com a Caderneta de Vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site: www.gov.br/multivacinacao.

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Brasil 61