
Voltar
LOC.: O presidente Lula afirmou que a ‘taxa das blusinhas’ vai ser extinta nesta semana, após um acordo firmado com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.
A cobrança de 20% sobre compras internacionais feitas por pessoas físicas de até US$ 50 está suspensa desde de maio por uma Medida Provisória. Se não for votada pelo Congresso Nacional até o dia 8 de setembro, a tarifa volta a incidir sobre as mercadorias.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria indica que a taxa contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e para a redução em R$ 4,5 bilhões da importação de produtos ao Brasil.
Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, da Federação das Associações Comerciais paulistas e da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, há um temor de que, sem esse mecanismo, o setor produtivo nacional não seja capaz de enfrentar a concorrência internacional.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança. Porém, se o governo não quer que volte a cobrança para atender o seu público, eventualmente o seu eleitorado, então dê o mesmo direito para as empresas brasileiras também poderem vender os seus produtos de 50 dólares para baixo, ou seja, 250 reais, com a mesma isenção de impostos. O que nós pedimos é isonomia.”
LOC.: Cotait Neto também critica o momento em que a discussão é feita. Para ele, o período eleitoral dificulta a análise racional sobre o tema. Presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, Igor Baldez também defende que sejam dados meios para a indústria e varejo nacionais competirem.
TEC./SONORA: Igor Baldez, presidente da ACIERJ
“Os altos impostos pagos pela indústria nacional e as altas cargas cobradas na contratação dos colaboradores aqui no nosso país já tornam isso uma dificuldade real. Então, acho que, nesse caso, ou se cobra a taxa de importação sobre os produtos internacionais ou o governo dá uma isenção sobre os produtos nacionais para que ocorra a concorrência leal.”
LOC.: A expectativa é que a matéria seja analisada durante o esforço concentrado da próxima semana, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A comissão mista que vai discutir o texto, no entanto, ainda não tem presidência ou relator.
Reportagem, Álvaro Couto