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LOC.: A cobrança de imposto sobre compras internacionais de baixo valor já apresenta impactos na economia brasileira. A chamada “taxa das blusinhas”, aplicada a encomendas de até CINQUENTA DÓLARES, reduziu em QUATRO BILHÕES E MEIO DE REAIS o volume de produtos importados no país.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a medida também contribuiu para preservar mais de CENTO E TRINTA E CINCO MIL empregos e quase VINTE BILHÕES DE REAIS na economia nacional. A tributação passou a valer em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
Segundo a entidade, o objetivo da cobrança é equilibrar a concorrência entre produtos importados e nacionais. O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, afirma que a medida busca fortalecer a indústria brasileira.
TEC./SONORA: Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI
“O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda. Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade.”
LOC.: Os dados mostram que o número de encomendas internacionais caiu. Em 2024, foram cerca de cento e setenta e nove milhões de remessas. Já em 2025, o total recuou para aproximadamente CENTO E CINQUENTA E NOVE MILHÕES — uma queda de DEZ VÍRGULA NOVE POR CENTO.
A CNI estima que, sem o imposto, o país teria recebido mais de DUZENTOS E CINCO MILHÕES de pacotes no período. O valor médio das compras ficou em NOVENTA E SEIS REAIS E OITENTA E OITO CENTAVOS.
A arrecadação federal também aumentou, ao passar de UM BILHÃO E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS em 2024 para TRÊS BILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS em 2025.
Para Marcio Guerra, a medida segue uma lógica adotada em outros países.
TEC./SONORA: Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI
"Isso acontece no mundo todo. Em países da Europa, criam condições de isonomia tributária, não para proteger os seus produtos, mas para que se tenha o princípio da competitividade e de igualdade de competição."
LOC.: Antes da mudança, compras de até CINQUENTA DÓLARES entre pessoas físicas eram isentas de imposto, mas, segundo a CNI, a regra era frequentemente burlada. Com o Remessa Conforme, o controle passou a ser feito no momento da compra, com cobrança antecipada de tributos e maior fiscalização.
Reportagem, Marquezan Araújo