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LOC.: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que vai encaminhar três propostas consideradas prioritárias para análise das comissões, entre elas a que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.
No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, não é razoável levar o tema à votação em meio ao período eleitoral. A entidade defende que uma eventual mudança nas regras trabalhistas deve ser discutida com base em critérios técnicos e com a participação dos diferentes setores envolvidos.
Segundo o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, uma decisão dessa dimensão deve considerar os impactos econômicos, sociais e produtivos da medida, sem a influência do calendário eleitoral e da polarização política.
TEC./SONORA: Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI
“O Brasil possui uma economia diversificada, e as relações de trabalho não são iguais em todos os setores. A realidade da indústria é diferente da realidade do comércio, da saúde, dos serviços, da agricultura ou de tantas outras atividades. Existem diferentes jornadas, modelos de operação, níveis de produtividade e necessidades específicas que precisam ser considerados.”
LOC.: Furlan defende a ampliação do debate, com a participação dos diferentes setores envolvidos e uma análise detalhada dos possíveis efeitos sobre emprego, produtividade, custos, competitividade e organização da produção.
TEC./SONORA: Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI
“O objetivo deve ser encontrar uma solução equilibrada e sustentável para o país. Uma mudança estrutural das relações de trabalho não pode ser transformada em instrumento de disputa eleitoral. Deve ser resultado de um debate técnico, responsável e plural, capaz de considerar a complexidade e a diversidade do mundo do trabalho brasileiro.”
LOC.: Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até 267 bilhões de reais por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas.
Projeções da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.
Reportagem, Paloma Custódio