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LOC.: No dia 1º de maio, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor. O tratado amplia o acesso a mercados, reduz tarifas e deve impactar diretamente as exportações brasileiras.
O tema foi debatido no Podcast do Associativismo do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, com destaque para a necessidade de adaptação das empresas, principalmente as de pequeno e médio porte.
O secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, destacou que o acordo vai além da redução de tarifas e cria novas regras para o comércio internacional. Ele reforçou, ainda, o papel da liderança da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) na preparação de micro e pequenas empresas para competir no comércio internacional.
TEC./SONORA: secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen
“As grandes empresas estão no seu caminho. As pequenas e médias precisam encontrar o seu caminho. E aí entra a Associação Comercial de São Paulo com todo o aparato das associações comerciais do Brasil e com a liderança da Associação Comercial de São Paulo, através do seu presidente Alfredo Cotait, para que nós possamos fazer o quê? A preparação de novos atores para o comércio global a partir da pequena e média empresa.”
LOC.: Com a desoneração de cerca de 92% das exportações, os produtos brasileiros passam a ter mais competitividade no mercado europeu, além da tarifa zero aplicada a mais de 500 categorias de bens de capital.
No agronegócio, os efeitos já começam a aparecer na uva e no mel. No caso da uva, a alíquota foi zerada. Já as exportações de mel podem crescer de 4 mil para até 44 mil toneladas, segundo Paulo Bornhausen.
Além das oportunidades, o acordo também traz desafios. Para acessar o mercado europeu, o Brasil precisa cumprir critérios de sustentabilidade previstos no Pacto Ecológico Europeu
A expectativa é de que o acordo fortaleça a presença do Brasil no comércio global nos próximos anos.
Reportagem, Bianca Mingote.