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LOC.: Com foco em amenizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde vai repassar aos municípios brasileiros R$ 650 milhões para aquisição de medicamentos para a saúde mental. Os repasses serão feitos em parcela única ao Fundo Municipal e os valores destinados a cada localidade foram definidos com base no número de habitantes e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
A verba federal irá financiar a aquisição de medicamentos para saúde mental ofertados pelo SUS no âmbito do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Atualmente, por intermédio desse componente, são ofertados 22 medicamentos, previstos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename.
O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Helio Angotti Neto, explica que o repasse de recursos é uma medida preventiva para o enfrentamento da quarta onda da pandemia.
TEC./SONORA: Helio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos.
“Já estamos nos preparando para o enfrentamento da quarta onda da pandemia, como é conhecida. É um adoecimento mental da sociedade, quando uma série de doenças provocadas pelas mudanças bruscas e o medo a da Covid-19 geram consequências na saúde mental.”
LOC.: Segundo o Ministério da Saúde, todos os municípios do país serão contemplados com os recursos.
Para o especialista em Direito Constitucional, Renato Araújo, o Ministério da Saúde demorou em tomar medidas de auxílio à saúde mental. Na avaliação de Araújo, o cenário da pandemia poderia ser outro se o governo tivesse adotado ações preventivas no início da crise.
TEC./SONORA: Renato Araújo, especialista em Direito Constitucional.
“O Governo Federal, em especial o Ministério da Saúde, tem adotado agora, de forma tardia, medidas e procedimentos de contenção à pandemia. Toda medida de enfrentamento à pandemia é bem-vinda, todavia se essas medidas tivessem sido adotadas no início, sem ceticismo, é possível que esse cenário de mortos fosse menor.”
LOC.: Os municípios terão de prestar contas dos medicamentos adquiridos com o repasse feito pelo Ministério da Saúde, através do Relatório Anual de Gestão. Os gestores devem apresentar o relatório no Conselho de Saúde até 30 de março do ano que vem.