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LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, entregou a parlamentares, na última segunda-feira, uma nota pública pela rejeição ou tratamento isonômico em relação à isenção da chamada “Taxa das Blusinhas”.
O documento pede ao Congresso Nacional para derrubar a MP e restabelecer o regime aprovado pelo Legislativo e sancionado pela presidência da República. Caso o Congresso mantenha a isenção aos produtos importados, o setor produtivo solicita que a desoneração seja estendida, em igualdade de condições, à mercadoria idêntica vendida pelo comércio brasileiro.
O conteúdo da carta foi lido no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, dia 1°, pela deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP).
TEC./SONORA: Adriana Ventura, deputada federal (NOVO-SP)
“O que a CACB pede é tratamento igual, não proteção. Se o governo entende que a compra de até US$ 50 merece desoneração, que estenda o mesmo benefício à mesma mercadoria vendida pelo comércio nacional. Aprovada, a medida consagrará uma distorção inaceitável: o Estado brasileiro cobrando do seu próprio empreendedor o imposto que dispensa da mercadoria idêntica vendida de fora do país.”
LOC.: A entidade representa mais de 2.300 associações comerciais e de 2 milhões de empreendedores. Sem esse mecanismo, Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de SP, teme que o setor produtivo nacional não seja capaz de enfrentar a concorrência internacional e pede por uma contramedida que reequilibre o mercado.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança.”
LOC.: Diante das reações e pressões do setor produtivo, parlamentares governistas prometeram inserir no relatório um dispositivo que permita a compensação à indústria e varejo nacionais. A ideia é determinar a reavaliação da medida periodicamente pelo Ministério da Fazenda para constatar os impactos e, em caso de prejuízos consideráveis, disponibilizar formas de ressarcimento.
A previsão é que o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) fosse lido na comissão na segunda-feira. No entanto, após impasses e dois adiamentos, uma nova sessão do colegiado foi marcada para a manhã desta quarta-feira (2) para que o parecer seja discutido.
Se não for votada até o dia 8 de setembro, a Medida Provisória, que zera a alíquota de importação para compras de até 50 dólares em plataformas de e-commerce, perde a validade e a taxa de 20% sobre o preço do produto volta a ser cobrada.
Reportagem, Álvaro Couto.