
Voltar
LOC: Brasileiros com acesso ao saneamento básico têm, em média, dois anos a mais de escolaridade do que aqueles que vivem sem os serviços.
Dados do IBGE de 2024, reunidos pelo Instituto Trata Brasil, mostram que a média é de 9 anos e meio de educação formal entre quem tem acesso ao saneamento, contra 7 anos e meio entre quem não tem.
A diferença aparece em todas as regiões do país. O maior intervalo é registrado no Sudeste, com 2 anos e 2 meses de diferença, aproximadamente. No Centro-Oeste, são cerca de dois anos; no Nordeste, um ano e nove meses; no Sul, um ano e sete meses; e, no Norte, pouco mais de um ano.
A relação entre saneamento e educação também passa pela saúde. Crianças e adolescentes sem acesso adequado à água tratada e à coleta de esgoto ficam mais expostos a doenças de veiculação hídrica, como diarreia e hepatite A, que podem provocar faltas às aulas e contribuir para a evasão escolar.
Os reflexos podem chegar à vida adulta. Outro estudo do Instituto Trata Brasil aponta que jovens que tiveram acesso ao saneamento durante a infância e a adolescência podem alcançar renda até 46,1% maior ao longo da vida em comparação com aqueles que cresceram sem os serviços.
O Marco Legal do Saneamento estabelece como meta para 2033 atender 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. A ampliação desses serviços, além dos impactos na saúde, está associada à redução das desigualdades na educação e na renda.
Reportagem, Juline Pogorzelski.