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LOC: Ampliar os investimentos e avançar com projetos nos estados que ainda não fizeram concessões estão entre os desafios para o Brasil alcançar as metas de universalização do saneamento até 2033.
A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Para o diretor de Relações Institucionais da entidade, Roberto Muniz, os próximos anos devem evidenciar diferenças entre os estados que avançaram na implementação do Marco Legal do Saneamento e aqueles que ainda precisam ampliar os projetos.
SONORA – ROBERTO MUNIZ
“Nós vamos ter a oportunidade, em 2033, fazer essa comparação, os estados que fizeram o dever de casa e os estados que não fizeram o dever de casa. Então, o marco legal, ele não é a certeza, mas ele não é um trilho, ele é uma trilha em relação à universalização.”
LOC: O Marco Legal estabelece como meta que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% seja atendida com coleta e tratamento de esgoto. Atualmente, 2 mil 720 municípios têm prestadoras privadas de saneamento, o equivalente a quase 49% das cidades brasileiras.
Entre os desafios para ampliar os investimentos estão as taxas de juros elevadas, a segurança regulatória e a sustentabilidade financeira dos contratos. Para a diretora-presidente da ABCON, Christianne Dias, o desafio também passa pela execução dos contratos já firmados.
ABRE ASPAS: “Hoje, a questão que nos reúne é saber como garantir as condições para que os contratos sejam executados e se convertam em atendimento para a população.” FECHA ASPAS
LOC: A expectativa apresentada pelo setor é de um novo ciclo de investimentos e implementação de projetos a partir de 2027. Segundo dados apresentados pela CNI, o Brasil investe atualmente cerca de 2% do Produto Interno Bruto em infraestrutura, enquanto o patamar considerado necessário pela entidade é de pelo menos 4%. Quase 70% dos recursos investidos hoje têm origem no setor privado.
Reportagem, Juline Pogorzelski.