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LOC.: O artigo que permite aos estados criar uma contribuição sobre bens primários e semielaborados, como soja, minério de ferro e petróleo, será um dos pontos polêmicos do texto que o relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga, terá de resolver. O senador pretende entregar seu relatório à Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, no próximo dia 20.
O tributo, incluído de última hora no texto da reforma aprovado pela Câmara dos Deputados, opõe governadores e o setor produtivo, em especial a agropecuária e as indústrias de mineração e de petróleo, que denunciam o aumento da carga tributária. Mestre em direito tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Eduardo Natal diz que o imposto contraria os princípios básicos da reforma, como a simplificação do atual modelo.
TEC./SONORA: Eduardo Natal, mestre em direito tributário
"A questão da tributação dos semielaborados e primários pelos estados contraria a lógica dos tributos que estão sendo criados para simplificar o sistema."
LOC.: A bancada do agro no Congresso Nacional articula um acordo para barrar o imposto da versão final do texto. Ex-ministra de Agricultura, a senadora Tereza Cristina do PP do Mato Grosso do Sul, já se posicionou.
TEC./SONORA: senadora Tereza Cristina (PP-MS)
"É um dos pontos polêmicos da reforma. Nós estamos discutindo ele, tem várias versões e a gente quer chegar a um texto que contemple o agro. Nós não podemos aumentar o tributo sobre o agro porque ele afeta diretamente o consumidor final, que são todos os brasileiros."
LOC.: Antes prevista para a próxima quarta-feira (4), a entrega do relatório da reforma no Senado foi adiada para o dia 20. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, pretende pautar o texto para votação até o fim do mês de outubro. Se aprovado com alterações, o projeto volta para discussão na Câmara dos Deputados.
Reportagem, Felipe Moura.