Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
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Projeto aprovado no Congresso flexibiliza regras fiscais para benefícios e repasses a municípios

Cidades com até 65 mil habitantes poderão receber transferências voluntárias mesmo em determinadas situações de inadimplência

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Já aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 74 de 2026 aguarda sanção presidencial. A matéria estabelece exceções a algumas regras fiscais com o intuito de permitir a execução de benefícios tributários e despesas previstas para este ano, desde que sejam observadas as condições previstas na legislação.

Entre as medidas estão incentivos voltados para áreas de livre comércio, produção de bens de capital e instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A proposta trata, ainda, de despesas relacionadas à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.

Pequenos municípios

Além disso, o texto flexibiliza as condições para que municípios endividados com até 65 mil habitantes recebam transferências voluntárias. Em algumas situações, pendências tributárias ou creditícias não poderão impedir o acesso a esses recursos. O intuito é evitar que haja interrupção de repasses para políticas públicas.

Para os benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção será possível quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento de 2026 ou quando houver uma medida de compensação. As iniciativas também deverão ser compatíveis com a meta de resultado primário do ano.

Despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações 

O texto aprovado pelo parlamento também inclui despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil e amplia benefícios destinados a ações de apoio a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio do Pronon e do Pronas.

Também estão incluídas propostas de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, para sociedades resseguradoras locais.

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Além disso, o texto alcança benefícios tributários concedidos em 2026 para áreas de livre comércio e para a produção de bens de capital. A aplicação dessas medidas fica condicionada à compatibilidade com a meta de resultado primário e às demais regras fiscais previstas para o exercício.

O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado na quinta-feira (3). O texto já havia sido analisado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação nas duas Casas, a proposta foi encaminhada para sanção presidencial.
 

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LOC.: O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Complementar SETENTA E QUATRO, de 2026. Agora, a proposta aguarda sanção presidencial. O texto altera regras fiscais para permitir a execução de alguns benefícios tributários e despesas previstas para este ano.

A matéria abre espaço para incentivos em áreas de livre comércio, na produção de bens de capital e na instalação de data centers no Brasil. Nesse último caso, a medida envolve o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata.

Outra alteração está relacionada aos pequenos municípios. Cidades endividadas com até SESSENTA E CINCO MIL habitantes poderão receber transferências voluntárias mesmo em determinadas situações de inadimplência. A medida flexibiliza exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e pode evitar a interrupção de repasses para políticas públicas.

O projeto também considera questões sobre a ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade, além de despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil.

A proposta amplia ainda benefícios para ações voltadas a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio dos programas Pronon e Pronas.

Também estão previstas desonerações de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para sociedades resseguradoras locais.

Para os benefícios que reduzam a arrecadação, as exceções dependem de que a perda de receita já tenha sido considerada no Orçamento ou de que exista uma medida de compensação. Além disso, é necessário que as iniciativas sejam compatíveis com a meta de resultado primário de 2026.

O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Senado no último dia 3 de setembro, depois de passar pela Câmara dos Deputados. Agora, segue para sanção presidencial.

Reportagem, Marquezan Araújo