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O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais registrou alta de 0,66% em julho. Com esse resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 4,46%, em junho, para 5,08% em julho, indicando aceleração dos preços dos aluguéis residenciais no país.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o comportamento do mercado continua sendo influenciado pela relação entre oferta e demanda. Os juros elevados mantêm o crédito imobiliário mais restrito, o que sustenta a procura por imóveis para locação. Ao mesmo tempo, a desaceleração da inflação e a moderação dos principais indexadores reduziram a intensidade dos reajustes, embora a demanda permaneça aquecida em diversas capitais.
Pelo lado da oferta, o estoque habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida cresceu 20,6% em 12 meses. No entanto, como grande parte desses imóveis será ocupada pelos próprios compradores, o impacto sobre a oferta de imóveis para aluguel deve ocorrer de forma gradual. Além disso, parte do estoque residencial continua sendo destinada à locação temporária, reduzindo a disponibilidade de imóveis para aluguel tradicional.
Em julho, todas as capitais pesquisadas registraram alta nos aluguéis. Porto Alegre teve a maior variação, de 1,14%, seguida por Belo Horizonte, com 0,62%, Rio de Janeiro, com 0,49%, e São Paulo, que voltou a registrar alta, de 0,45%. A próxima divulgação do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, com os dados de agosto, está prevista para 8 de setembro de 2026.
Reportagem, Viviane Bessa.