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TERMO DE USO E PARCERIA

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a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

15/09/2021 21:00h

Conselho Nacional de Secretários de Saúde pede suspensão da vacina em adolescentes para priorizar reforço da imunização da população idosa

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O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) enviou, na segunda-feira (13), um ofício ao Ministério da Saúde em que pede prioridade para a vacinação da terceira dose em todo País, devido ao aumento no número de casos graves entre pessoas idosas já vacinadas. O Conass também pede a suspensão da imunização de adolescentes sem comorbidades.

O documento solicita que além de idosos acima de 70 anos, a população acima de 60 anos, em especial a que vive em instituições de longa permanência e imunossuprimidos, sejam incluídos com urgência no calendário de vacinação da dose reforço, reduzindo de 6 para 5 meses o intervalo em relação à última vacina aplicada, “visando dar prioridade à estratégia de mitigação da persistência de internações e óbitos em todo o País”.

Além disso, o Conselho pede ao Ministério da Saúde autorização imediata para que os estados utilizem o esquema de vacinação heterólogo para aplicação da segunda dose, sistema permitido pela pasta até então apenas para terceira dose. O motivo seria a indisponibilidade da vacina Astrazeneca em algumas unidades federativas, impossibilitando, assim, a vacinação homóloga. Confira aqui o documento na íntegra.

O ministério informou em nota que recomenda a intercambialidade de vacinas Covid-19 apenas para grávidas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e devem completar o esquema vacinal, e também em casos excepcionais como “quando não for possível administrar a segunda dose com imunizante do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência do imunizante no País. Cabe esclarecer que não há falta de nenhum imunizante no Brasil atualmente.”

A pasta anunciou a necessidade da terceira dose em agosto, porém, informou que ainda não enviou para nenhum estado doses destinadas para este fim. Os locais que já deram início à imunização o fazem por conta própria, e isso influencia na falta de vacinas para aplicação da segunda dose. “Foi recomendado o início da vacinação da dose de reforço apenas quando 100% da população adulta, acima de 18 anos, estiver vacinada. Como ainda não foram enviados lotes para aplicação da terceira dose, a pasta não possui dados em relação a quais estados já deram início à imunização, mas acredito que, em breve, estaremos contabilizando”, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde por telefone. Em relação aos demais requerimentos feitos pelo Conass, a pasta disse que estão sob análise técnica.

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde divulgou nota nesta quarta-feira esclarecendo que o pedido de priorização à dose de reforço de todos idosos com 60 anos ou mais não exclui a vacinação da população com menos de 18 anos, mas que ela deve "priorizar neste momento aqueles com comorbidade, deficiência permanente e vulneráveis como os privados de liberdade e em situação de rua. Havendo quantitativo de doses suficientes para atender a estas prioridades, deve imediatamente ser iniciada a vacinação dos demais adolescentes”.

Terceira Dose Estados

O portal Brasil61.com apurou com as Secretarias Estaduais de Saúde a situação dos estados em relação à vacinação da 3ª dose. Confira:

As Secretarias de Saúde de Alagoas, Distrito Federal, Piauí e Rio Grande do Norte informaram por nota que ainda não deram início à vacinação da dose de reforço porque aguardam as doses enviadas pelo Governo Federal.

No Amazonas, a vacinação começou na capital nesta quarta-feira pela manhã, e os contemplados foram os idosos da Fundação de Apoio ao Idoso Doutor Thomas. A secretária Municipal de Saúde de Manaus, Shádia Fraxe, informou uma estimativa de quantas pessoas receberão a terceira dose. “Nós temos uma média de 300 idosos que vivem nessas casas de longa permanência e um público estimado, de 70 anos ou mais, de 68 mil idosos”. O estado possui 27,50% da população totalmente vacinada (com segunda dose e dose única, a depender do fabricante).

Vacinação no País

O Brasil possui 139.273.434 vacinados com a 1ª dose, que representam 65,29% da população. 75.579.345 é o número de pessoas totalmente imunizadas, 35,43% da população brasileira. O número de doses aplicadas ao todo é de 214.852.779.
Covid no Brasil

O País registrou 731 mortes nas últimas 24h e 13.406 novos casos confirmados, ao todo são 587.797 óbitos, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.108.417.

Taxa de Letalidade por Estado 

  • Rio de Janeiro - 5,54%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,22%
  • Pernambuco - 3,19%
  • Maranhão - 2,87%
  • Pará - 2,82%
  • Goiás - 2,74%
  • Alagoas - 2,59%
  • Ceará - 2,58%
  • Paraná - 2,58%
  • Minas Gerais - 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,55%
  • Mato Grosso - 2,55%
  • Rondônia - 2,46%
  • Rio Grande do Sul - 2,43%
  • Piauí - 2,19%
  • Bahia - 2,17%
  • Sergipe - 2,16%
  • Espírito Santo - 2,16%
  • Distrito Federal - 2,12%
  • Paraíba - 2,12%
  • Acre - 2,07%
  • Rio Grande do Norte - 1,99%
  • Tocantins -1,68%
  • Santa Catarina - 1,63%
  • Amapá - 1,60%
  • Roraima - 1,55%
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14/09/2021 20:35h

Primeiros resultados com o imunizante foram promissores, aponta uma das pesquisadoras responsáveis pela pesquisa

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Uma vacina em spray nasal contra a Covid-19 desenvolvida por pesquisadores brasileiros já está em fase de testes em animais. A informação é de Daniela Santoro, professora de imunobiologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e uma das responsáveis pela pesquisa.
 
O spray se diferencia dos imunizantes em uso no Brasil porque sua aplicação seria pelo nariz e não intramuscular. A ideia dos pesquisadores é induzir a produção de um anticorpo do tipo IgA (Imunoglobulina A) nas mucosas, como a boca e o nariz — por onde ocorre o contágio. Se der certo, o organismo seria capaz de impedir ou reduzir consideravelmente os efeitos de uma infecção pelo novo coronavírus.
 
Daniela explica que os primeiros resultados do estudo são promissores.  “A gente está fazendo testes em animais, e a gente vê que depois que a gente aplica esse spray nasal nos animais, no caso os camundongos, eles produzem essa resposta imune de anticorpos locais. Esse é o objetivo da vacina e é isso que a gente está testando”, pontua. 

Vantagem

A facilidade de aplicação é tida como a vantagem principal da vacina em spray. Dessa forma, não seria necessário ir ao posto de saúde para receber o imunizante. Seria possível receber a vacina na farmácia ou mesmo fazer uma autoaplicação, seguindo, é claro, as orientações dos responsáveis pelo estudo.
 
No longo prazo, e com uma produção em massa, a imunização via spray poderia sair mais barata do que uma dose das vacinas em uso. Os estudos ainda vão responder algumas questões, como a quantidade de aplicações e o intervalo entre elas, além da eficácia em seres humanos.
 
A imunobiologista diz que se as próximas etapas do estudo derem certo, os pesquisadores pretendem submeter toda a documentação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o começo do ano que vem. O desejo é que a vacina esteja disponível até o fim de 2022.

Eficácia

Os pesquisadores já descobriram que além de induzir uma resposta de anticorpos do tipo IgA, a vacina em forma de spray gera uma resposta celular por meio dos linfócitos T. A professora da Unifesp esclarece porque isso é importante. “Quando o vírus infecta uma célula, por exemplo, do epitélio pulmonar, esse linfócito é capaz de reconhecer essa célula que está infectada e matar. Então, a ideia da nossa vacina é induzir anticorpos e células T, linfócitos específicos para o vírus”, detalha. 

Tecnologia

A vacina em spray também é diferente das demais por causa da tecnologia empregada. A CoronaVac, por exemplo, foi construída a partir do vírus inativado. Já a vacina da AstraZeneca utiliza um adenovírus (outro tipo de vírus) modificado. Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: proteger o corpo de uma infecção. O spray nasal é um imunizante de “terceira geração”, pois usa pedaços do vírus, tecnologia semelhante à empregada na vacina da Hepatite B.
 
Quando os estudos começaram, os pesquisadores utilizaram pedaços do vírus inicial, chamado de vírus de Wuhan. Com o surgimento das variantes do novo coronavírus, como a delta e a gama, eles ampliaram a estratégia. “O que a gente está elaborando agora é justamente fazer pedaços do vírus com a sequência dessas variantes. Digamos assim: agora a gente fez uma formulação que tem um pedaço do vírus da cepa original, mas também tem um pedaço do vírus da variante. Ainda precisamos testar se essa ideia realmente vai funcionar”, diz a pesquisadora. 
 
Além da Unifesp, a pesquisa conta com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

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Covid-19 no Brasil

O Brasil registrou 13.406 casos e 731 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 587.797. 
 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, é de 518. Ainda segundo o Ministério da Saúde, 20,1 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 323 mil estão em acompanhamento. 
 
A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,52%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,52%
  • São Paulo – 3,43%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,18%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Alagoas – 2,59%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Mato Grosso do Sul – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,17%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,60%
  • Roraima – 1,55%          

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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13/09/2021 22:15h

Oftalmologia, cardiologia e neurologia foram os procedimentos não emergenciais que mais deixaram de ser feitos entre março e dezembro de 2020 por conta da pandemia

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Cerca de 27 milhões de procedimentos de saúde, que não são considerados emergência, deixaram de ser realizados entre março e dezembro de 2020 por conta da pandemia de Covid-19. O levantamento foi realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que constatou a redução de, pelo menos, 16 milhões de exames de diagnóstico, 8 milhões de procedimentos clínicos, 1,2 milhão de pequenas cirurgias e 210 mil transplantes de órgãos, tecidos e células.

As áreas mais afetadas entre março e dezembro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, foram as consultas e exames em Citopatologia (-51%), neurologia (-40%), anatomopatologia (-39%), cardiologia (-38%), oftalmologia (-34%) e medicina clínica (-33%).

Já os procedimentos que tiveram maior redução foram os de oftalmologia (-6,2 milhões), seguidos por radiologia e diagnóstico de imagem (-5,3 milhões), médico-clínico (-2,8 milhões) e radioterapia (-2,5 milhões).

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Exames preventivos contra o câncer, por exemplo, também estão entre os que sofreram queda no período. A mamografia bilateral para rastreamento – que descobre precocemente o câncer de mama – teve queda de 3,2 milhões, entre março e dezembro de 2019, para 1,7 milhão no mesmo período de 2020.

De acordo com o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizetti Giamberardino, ainda vai levar tempo para que os atendimentos eletivos sejam normalizados. “Vai ser necessário, além de 2022, para nós recuperarmos todos esses atendimentos, todo acompanhamento e monitoramento das doenças prevalentes, toda realização de diagnósticos em câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial”, explica.

Ainda segundo Donizetti a população deve procurar atendimento médico, mas seguindo todas as medidas sanitárias recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “A retomada dos serviços médicos deve acontecer, os cidadãos não devem mais protelar seus sintomas, suas queixas e procurar serviços médicos, mas devem, sim, cumprir todas as medidas de cautela para a proteção contra a Covid-19”, destaca. 

Segundo o Ministério da Saúde, no primeiro semestre deste ano foram realizadas 3,7 milhões de cirurgias eletivas, com aumento em relação ao mesmo período de 2020, que apresentou 3,4 milhões desses procedimentos.

Covid-19 

O Brasil soma 21.006.424 casos de Covid-19 e 587.066 mortes em decorrência da doença. Deste total, 215 foram registrados nas últimas 24 horas. Os dados são do balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda (13).  

O número de pessoas recuperadas ultrapassa 20.076.733, o que representa 95,6% do total de casos. Existem, ainda, 342.625 pessoas sob acompanhamento e 3.437 óbitos estão em investigação, que são os casos em que exames de diagnóstico são feitos após a morte do paciente.

O estado do Rio de Janeiro segue superando a média nacional com a maior taxa de letalidade do País (5,51%). Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados  

  • Rio de Janeiro – 5,51%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Alagoas – 2,59%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,57%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,17%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,13%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,62%
  • Amapá – 1,60%
  • Roraima – 1,55%      

Entre os municípios, São Luiz do Paraitinga (SP) tem a maior taxa de letalidade nacional, apresentando 31,33%. Em seguida vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar, que registra 16,11%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 16,09%.

Trinta municípios têm taxas de letalidade em 0%, ou seja, não houve nenhum óbito pela doença confirmado até o momento. Entre eles estão Mateiros (TO), Campo Azul (MG) e Pedra Preta (RN).

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid
 

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13/09/2021 18:30h

Com apoio da Unicef, projeto mobiliza jovens de 22 municípios do Pará e Amazonas. Encontros resultaram em campanha de comunicação, com spots para emissoras de rádio locais

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O Instituto Peabiru, em parceria técnica com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), iniciou a segunda edição do Te Sai Covid. O projeto mobiliza grupos de jovens a partir de 12 anos, de 22 municípios do Pará e Amazonas, na promoção de cuidados básicos de higiene e enfrentamento à epidemia do novo coronavírus na região Norte.

Os resultados desses encontros apoiaram a construção de uma campanha de comunicação. Quatro spots de rádio fazem parte desta campanha e visam incentivar a população, especialmente adolescentes e jovens, a adotarem as medidas de prevenção, tais como uso de máscara, lavagem correta de mãos, distanciamento social, evitar aglomerações e outros.

COMUNICADOR: Baixe e utilize o segundo spot da campanha Te Sai Covid! 

Em carta (imagem abaixo), Cláudio Melo pede o apoio das emissoras de rádio dos municípios contemplados na mobilização, ao divulgar voluntariamente os spots nas programações.

   

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11/09/2021 04:00h

Pesquisa da Coalizão COVID-19 Brasil, que integra estratégia da OMS para o enfrentamento à Long COVID, mostra que o número de mortalidade geral pós-alta, em 6 meses, chega a 7%

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Dados do Ministério da Saúde revelam que, até o momento, cerca de 20 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus já se recuperam da Covid-19. O problema é que boa parte desses pacientes ainda sofre com as sequelas da doença, mesmo no pós-alta, como explica o médico intensivista e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento, Regis Rosa.

“Os pacientes frequentemente apresentam fraqueza muscular, cansaço e, eventualmente, até dor crônica. Os pacientes que tiveram ventilação mecânica podem apresentar lesões na traqueia, redução da sua capacidade física, alteração de memória e também redução da velocidade de raciocínio”, destaca.

O especialista é o representante brasileiro no grupo de trabalho formado pela OMS para o enfrentamento da Long COVID e reabilitação dos pacientes. Um dos estudos elaborados pelo grupo é o Coalisão VII. Dados parciais da pesquisa apontam que o número de mortalidade geral pós-alta, em 6 meses, chega a 7%.

Quando se trata de pacientes que precisaram de ventilação mecânica, esse número é de 24%. A reospitalização geral, no mesmo período, é de 17%, enquanto a de pacientes que necessitaram de ventilação mecânica chega a 40%.

Regis Rosa afirma, ainda, que, tanto pacientes graves quanto de casos leves ou moderados estão sujeitos às sequelas duradouras. Esses problemas, segundo ele, causam prejuízos à saúde física, mental e até social das vítimas, como é o caso de quem não consegue retornar ao trabalho ou aos estudos.

“Eles precisam ser avaliados por um médico, por uma equipe interdisciplinar, para que se faça um diagnóstico e, a partir disso, se estabeleça um plano de reabilitação. Porque grande parte dessas sequelas, tanto em pacientes graves quanto não graves, são reversíveis. Quanto mais rápido o paciente tiver acesso a medidas de reabilitação, mais rápido ele vai recuperar a qualidade de vida”, considera.

O estudo é um dos nove desenvolvidos pela aliança formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

Entre as principais sequelas da Covid-19, algumas estão relacionadas à parte psicológica das vítimas. É comum que pacientes que passaram por todos os transtornos provocados pela doença sofram, por exemplo, com ansiedade ou depressão. Os dados parciais da coalizão mostram que casos de ansiedade, seis meses após alta médica, atingem 22% dos pacientes. Já o estresse pós-traumático acomete 11%.

Covid-19 afeta sistema renal das vítimas

Câncer: entenda o diagnóstico

Camila de Oliveira, 31 anos, foi diagnosticada com Covid-19 em outubro de 2020. Ela mora na França e, por lá, nessa mesma época, a pandemia estava no auge da segunda onda e o governo local decretava lockdown. O distanciamento social levou a estudante a ter problemas psicológicos.

“A gente fica angustiada, porque surge um cansaço. Eu não saí da cama e fiquei com medo de não conseguir mais respirar, de ninguém poder me socorrer. Com isso, a gente fica apreensivo, se perguntando se vai ficar em estado grave, se vai parar de respirar durante a noite e não ter ninguém para ajudar”, relata.

Segundo o médico Fabrício da Silva, especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, os problemas psicológicos relacionados à pandemia não são exclusividade de pessoas que foram infectadas pelo coronavírus.

“Isso não é exclusivo ao paciente que foi acometido pela Covid-19, mas aos familiares que acompanharam de perto internações ou que eventualmente perderam um ente querido. Já temos um tema do transtorno do estresse pós-traumático. O paciente que tem uma internação prolongada em UTI tem depois dificuldade com o sono, transtorno de ansiedade, e que necessitam de um apoio profissional de psicólogo ou de psiquiatras”, pontua.

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09/09/2021 03:00h

Segundo especialista, trata-se de um problema que pode exigir mais da rede de atendimento de hemodiálise

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Conhecida por afetar, principalmente, o sistema respiratório das vítimas, a Covid-19 é uma doença que também pode comprometer o funcionamento dos mais variados órgãos humanos, inclusive dos rins. A organização das Nações Unidas (ONU) apresentou informes acerca da proliferação da variante Delta pelo mundo e fez alertas para o peso das sequelas no sistema renal das vítimas.

O médico nefrologista Milton Kalil, do Hospital Moinhos de Vento, explica que as alterações no funcionamento dos rins não estão relacionadas de forma exclusiva às consequências provocadas pela variante Delta. Ou seja, qualquer dos tipos de coronavírus pode causar esse problema. Ainda segundo o especialista, trata-se de um problema que pode exigir mais da rede de atendimento de hemodiálise.

“Principalmente aqueles pacientes mais graves, que precisam de internação, de UTI, e têm uma demanda muito grande metabólica, ou seja, sob muita medicação, muito soro, muito antibiótico. Isso acaba gerando uma demanda na qual o rim fica incapaz de conseguir concertar essa demanda exigida. Muitos desses pacientes da UTI acabam precisando fazer hemodiálise”, afirma.

A preocupação voltada para a variante Delta, neste caso, está relacionada à propagação mais rápida do vírus. Sendo assim, quanto mais pessoas forem infectadas com este tipo, maior poderá ser o número de pessoas com problemas renais e, possivelmente, de tratamentos de hemodiálise.

Maria das Graças da Silva, 54, mora no Distrito Federal e trabalha como auxiliar odontológica. Ela conta que foi diagnosticada com Covid-19 em março de 2021, e que, incialmente, não sofreu tanto com os sintomas, mas depois de alguns dias começaram a surgir calafrios e febre. Ela chegou a ser entubada.

O quadro de Maria não exigiu que fosse feito procedimentos de hemodiálise, no entanto, os exames provaram que houve alteração no sistema renal. “Só vim descobrir no Hospital de Taguatinga. Depois que eu melhorei, saí do oxigênio, comecei a fazer os exames para ver, foi quando detectaram. Eu tomei três bolsas de sangue”, relata.

Para Fabricio da Silva, médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, a correlação direta sobre sequelas renais e, necessariamente, o tratamento de hemodiálise, ainda não pode ser estabelecido, uma vez que o grau de comprometimento é variável.

“Qualquer forma mais grave da Covid-19 pode causar esse tipo de alteração da função renal. Na maioria dos casos não é um grau de comprometimento significativo, que evolui para necessidade de terapia dialítica” considera o médico.  

Covid-19: pandemia altera rotina clínica de 60% dos diabéticos

Covid-19: Boa Vista do Gurupi (MA) tem a maior taxa de letalidade do estado e a terceira maior do País

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revela que, entre os pacientes internados com Covid-19, 71,2% deles apresentavam lesão renal aguda (LRA). Fatores como histórico de hipertensão, por exemplo, estão associados a essa condição nos rins.

Covid-19 como fator e agravo do sistema renal

O nefrologista Milton Kalil lembra que a Covid-19 pode provocar prejuízos aos rins de pacientes assintomáticos e com quadros leves a moderados. O médico pontua, ainda, que boa parte dos pacientes recupera a função renal e não precisa passar por hemodiálise. No entanto, o funcionamento dos órgãos não terá a mesma eficiência, pelo menos por um tempo.

“Não recuperam totalmente a função. Ficam com um pouquinho de escape de proteína na urina, às vezes um pouquinho de sangue, indicando que ficou uma sequela no aparelho urinário, assim como fica no sistema cerebral” destaca o especialista.

As pessoas que convivem com doença renal crônica pertencem aos grupos vulneráveis para a Covid-19. Esses pacientes precisam ter um cuidado maior com o vírus.  Neste caso, quanto pior for o quadro de doença renal crônica apresentado anteriormente, mais grave pode ser a infecção por Covid-19.

“Um estudo mostrou que um terço dos pacientes com doença renal crônica que já faziam hemodiálise e que necessitaram internação por Covid-19 morreram. A maioria destes pacientes apresentavam outras doenças crônicas como diabetes e hipertensão associada a doença renal”, alerta Kalil.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, os rins são responsáveis pelo equilíbrio da química interna dos corpos e atuam na eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração. Os órgãos também servem para regular a formação de sangue e dos ossos, a pressão sanguínea e controlar o balanço químico e de líquidos do corpo.

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04/09/2021 18:50h

Município no norte de Minas Gerais vacinou 33,1% dos moradores com a dose única ou segunda dose

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Miravânia, no norte de Minas Gerais, está com a quarta maior taxa de letalidade por Covid-19 entre todos os municípios do País. A cidade que tem quase cinco mil moradores, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta letalidade de 20%. A informação está na atualização mais recente sobre o novo coronavírus, divulgada pelo Ministério da Saúde, na noite desta sexta-feira (3).
 
Segundo o órgão, a população vacinável de Miravânia é composta por 3.607 pessoas. Dessas, 2.371 tomaram a primeira dose, o equivalente a 65,7% do público-alvo. Outros 1.196 moradores (33,1%) já receberam as duas doses ou a dose única (no caso da vacina da Janssen).
 
O município do norte de Minas conta com dois postos de saúde e duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), do DataSus. Com o objetivo de entender os motivos que levaram a um índice de letalidade alto e como está a imunização na cidade, a reportagem do portal Brasil61.com tentou contato com a prefeitura, a secretaria de Saúde de Miravânia e com seus respectivos responsáveis, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno. 

Dados gerais
Entre quinta-feira e sexta-feira, o Brasil registrou 25.565 casos e 756 óbitos por Covid-19. Ao todo, mais de 20,8 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 582.670. 
 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, é de 621. O indicador está abaixo de 700 há 8 dias. Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 19,8 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 498 mil estão em acompanhamento. 
 
O Rio de Janeiro é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,55%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 

Rio de Janeiro anuncia terceira dose da vacinação

Terceira dose da vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada 8 meses após a segunda, diz especialista
 
Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,55%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Alagoas – 2,58%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,57%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Mato Grosso – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,54%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,19%
  • Espírito Santo – 2,17%
  • Bahia – 2,17%
  • Sergipe – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,13%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,06%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,62%
  • Amapá – 1,60%
  • Roraima – 1,57%          

 
No recorte por municípios, Janduís (RN) tem a maior taxa de letalidade do País. Em seguida vêm São Luiz do Paraitinga (SP), com 31,33%; Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), que registra 20%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 16,12%. 
 
Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles estão Bonito de Minas (MG), Crixás do Tocantins (TO), Flor do Sertão (SC), Milagres do Maranhão (MA) e Novo Tiradentes (RS). 
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid
 

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01/09/2021 14:00h

O estado prevê iniciar a imunização contra a Covid-19 no início do mês de setembro

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Após o Ministério da Saúde confirmar, na última quarta-feira (25), a necessidade da terceira dose da vacina contra a Covid-19, estados já se mobilizam para iniciar a imunização. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou, por nota, que a vacinação começará em setembro para idosos acima de 90 anos, para idosos que vivem em asilos, e também para imunossuprimidos, ou seja, pessoas que possuem sistema imunológico com baixa atividade. O esquema de vacinação será heterólogo, o que significa que a vacina usada não será a mesma das doses anteriores, como foi recomendado pelo Ministério da Saúde.

O carioca Miguel Felice, de 94 anos, recebeu com alegria a notícia da dose de reforço. “Que venha depressa! Isso [a vacina] me traz alegria, fico feliz em saber que vou tomar outra vacina, para mim foi uma tranquilidade. Estou até emocionado, obrigado pela terceira dose.”

A cidade do Rio de Janeiro já divulgou o cronograma de vacinação que inicia no dia 1º de setembro, paralelamente à vacinação de adolescentes. Do dia 1º ao dia 10, idosos que vivem em instituições de longa permanência receberão a terceira dose, a partir do dia 13 de setembro a vacinação segue até outubro, confira abaixo os calendários:

O município de Resende saiu na frente e deu início a imunização ainda no dia 30 de agosto. Os idosos residentes do Asilo Nicolino Gulhot receberam a dose de reforço nesta segunda-feira. A Secretaria Municipal informou que a dose utilizada foi a Pfizer e aguarda a chegada novas remessas de vacinas para divulgar informações sobre os próximos grupos que serão contemplados com a terceira dose.

Terceira dose em outros estados

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a vacinação de reforço está prevista para o início do mês de setembro, mas enfatiza que o cronograma só será divulgado posteriormente porque depende da disponibilidade de doses enviadas pelo Governo Federal. “De acordo com a NOTA TÉCNICA Nº 27/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, a administração de dose de reforço de vacinas contra a Covid-19 contemplará os idosos que deverão ser imunizados 6 meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), independente do imunizante aplicado”, afirmou a pasta.

O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a vacinação seguirá o esquema heterólogo da seguinte forma, "quem tomou Coronavac seu reforço vai ser ou com Astrazeneca ou com Janssen ou com Pfizer. Quem tomou Astrazeneca o reforço poderá ser dado ou por Coronavac ou com Pfizer."

Posso tomar doses diferentes da vacina para Covid-19?

Covid-19: saiba como é feita a logística de distribuição de vacinas no País

O Rio Grande do Sul deve iniciar a nova etapa de vacinação ainda na primeira quinzena de setembro, no dia 15. O estado estima que 1 milhão de idosos acima de 70 anos, e pessoas com alto grau de imunossupressão, receberão a dose de reforço. “Estão incluídos na nova vacinação: pacientes com imunodeficiência primária grave, em quimioterapia para câncer, transplantados com uso de drogas imunossupressoras, portadores de HIV com uma contagem de células CD4 abaixo de 200 por milímetro cúbico, usuários do corticóide prednisona ou equivalente em doses acima de 20m por dia por mais de duas semanas, usuários de drogas modificadoras da resposta imune, pacientes em hemodiálise, pacientes com doenças reumatológicas, auto inflamatórias e intestinais inflamatórias graves". Detalhou a Secretaria de Saúde por nota.

Na Paraíba ainda não foi definido o início da vacinação, apenas o público-alvo, ou seja, idosos maiores de 70 anos. “A Paraíba segue rigorosamente as orientações do Programa Nacional de Imunização (PNI), por isso ainda aguardamos informações detalhadas a respeito da aplicação da dose de reforço”. Informou a Secretaria de Saúde da Paraíba.

Porque doses de vacinas diferentes?

O infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, esclarece que o intercâmbio de vacinas heterólogas é seguro e pode ser ainda mais eficaz, de acordo com estudos. “Esquemas alternativos podem se traduzir por respostas imunes mais robustas, em função de um estímulo no sistema imunológico por mais uma via diferente através dessas vacinas de plataformas diferentes”.

Em relação às reações que a vacina pode provocar, o infectologista disse que são semelhantes aos que se sente quando a imunização é feita por doses iguais e garante “não há porque temer efeitos colaterais mais importantes”.

Ele também afirma que estudos com a vacina da Pfizer e Astrazeneca não demonstraram respostas inferiores em relação aos esquemas de vacinação homólogos. “Temos a necessidade de revacinação de boa parte da população, mais imunossuprimida ou idosa, e essas vacinas de plataforma de RNA mensageiro, como a Pfizer, se mostraram mais imunogênicas, ou seja, com uma resposta imune melhor, então ela tem sido a opção para esse grupo que vai receber a dose de reforço."

Em nota publicada na última quarta-feira (25), o Ministério da Saúde afirmou que a dose reforço vale para “quem tomou qualquer vacina contra a Covid-19 no Brasil e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. Na falta desse imunizante, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou Astrazeneca”. O ministério também definiu que a dose de reforço para idosos acima de 70 anos precisa ter um intervalo de 6 meses desde a última dose (segunda dose ou dose única em casa da vacina Janssen). Para imunossuprimidos o intervalo deve ser de pelo menos 28 dias.

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31/08/2021 11:01h

Mobilização de grupos de adolescentes a partir de 12 anos trabalha na promoção de cuidados básicos de higiene e enfrentamento à epidemia nas cidades; encontros resultaram em campanha de comunicação, com spots para emissoras de rádio locais.

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O Instituto Peabiru, em parceria técnica com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), iniciou a segunda edição do Te Sai Covid. O projeto mobiliza grupos de jovens a partir de 12 anos, de 22 municípios do Pará e Amazonas, na promoção de cuidados básicos de higiene e enfrentamento à epidemia do novo coronavírus na região Norte.

Ne estado do Amazonas, o Te Sai Covid contempla 10 municípios: Manaus, Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva, Barreirinha, Autazes e Presidente Figueiredo. 

No Pará, participam do projeto grupos da sociedade civil dos municípios de Alenquer, Almeirim, Curuá, Faro, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Terra Santa, Santarém, Gurupá e Belém.    

Desde fevereiro de 2021, aproximadamente 400 adolescentes e jovens participaram de diálogos virtuais que discutiram a percepção desses agentes em relação à pandemia, as medidas de prevenção e de que forma poderiam incentivar amigos, familiares e comunidade a se protegerem da doença.

A proposta de trabalho do Te Sai Covid passa pelo trabalho de mobilização entre vários setores da sociedade, em parceria com as secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

Segundo Cláudio Melo, gerente de projetos do Instituto Peabiru, a proposta de implantação de um núcleo de enfrentamento à Covid-19 possui ênfase na prevenção e controle da doença a partir do conhecimento local e do contexto vivido pelas comunidades, na mobilização e engajamento dos jovens como agentes de mudança e demais setores da sociedade civil, como as lideranças comunitárias e coletivos. 

“O combate à Covid-19 depende da união de forças de vários setores da sociedade e de estratégias efetivas, como o Te Sai Covid, auxiliam as pessoas para mudanças de comportamentos de hábitos básicos de higiene e proteção contra o novo coronavírus”, acrescenta. 

Os resultados desses encontros apoiaram a construção de uma campanha de comunicação. Quatro spots de rádio fazem parte desta campanha e visam incentivar a população, especialmente adolescentes e jovens, a adotarem as medidas de prevenção, tais como uso de máscara, lavagem correta de mãos, distanciamento social, evitar aglomerações e outros.

Em carta (imagem abaixo), Cláudio Melo pede o apoio das emissoras de rádio dos municípios contemplados na mobilização, ao divulgar voluntariamente os spots nas programações.

 

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Covid
31/08/2021 10:25h

Órgão destaca medidas sanitárias efetuadas desde janeiro de 2020 a maio de 2021

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou nesta segunda-feira (30) um relatório sobre as ações adotadas durante a pandemia da Covid-19 no Brasil. O documento traz o panorama da implementação de medidas sanitárias efetuadas desde 1º de janeiro de 2020 até o dia 15 de maio deste ano, totalizando 500 dias. 

A publicação está organizada por temas, com o conteúdo dividido em cinco capítulos e dois anexos. O relatório traz números que mostram o volume de ações que a Anvisa adotou e implementou, informações sobre governança interna, ações gerais de combate à pandemia e destaques a temas específicos. 

Covid-19: média móvel de mortes chega ao menor patamar em 2021; Rio de Janeiro têm a maior taxa de letalidade do país

Terceira dose da vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada 8 meses após a segunda, diz especialista

Entre as ações de destaque, a Anvisa autorizou 78 estudos clínicos de medicamentos para o tratamento da Covid-19. O órgão também deu sinal verde para o uso emergencial de três vacinas em menos de 10 dias. Foram também 29 mil abordagens em voos nacionais, internacionais e aeromédicos, incluindo inspeções para verificar a segurança da saúde e o uso de máscaras, por exemplo. 

Para ver essas e outras medidas, acesse a íntegra do Relatório no site gov.br/anvisa
 

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