Economia - SUS·30 de outubro de 2020

Guedes rechaça intenção do Governo Federal em privatizar o SUS

Na comissão do Congresso que discute ações contra o coronavírus, o ministro também disse que a economia brasileira começar a reagir à pandemia

Por Paulo Oliveira
Ouvir · 00:02:12

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29) que o governo federal nunca teve a intenção de privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Na manhã da última quarta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro havia publicado um decreto que permitia que o Ministério da Economia fizesse estudos sobre a inclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI). 

A declaração de Guedes foi dada na comissão mista do Congresso Nacional que discute as ações de combate ao novo coronavírus. Diante da repercussão negativa da publicação, Bolsonaro revogou o decreto no mesmo dia. Mesmo assim, os integrantes quiseram ouvir explicações de Paulo Guedes sobre a possível privatização do SUS.

Guedes disse que "jamais esteve sob análise privatizar o SUS” e que “seria uma insanidade falar isso”. Ele explicou que os decreto visava apenas promover a realização de estudos para que a iniciativa privada pudesse concluir obras inacabadas de UBSs e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 

“Isso deve ter sido uma dessas inúmeras decisões que nós tomamos por dia, que chegam aqui. As coisas que são decisivas vão para o Congresso são examinadas. Uma privatização do SUS teria que ir para o Congresso e o Supremo também teria que opinar”, explicou o titular da pasta. 

Prorrogado prazo de inscrição no Cadastro Único para beneficiários do BPC

Retorno às aulas: R$ 454 milhões são repassados aos municípios para combater a Covid-19

O ministro também aproveitou a presença no Congresso para ressaltar que o governo federal tem se esforçado para diminuir os impactos econômicos da pandemia no setor produtivo, na geração de empregos e na concessão de benefícios sociais. De acordo com ele, a concessão do auxílio emergencial possibilitou o aumento da renda de boa parte das famílias brasileiras. 

“Uma família, por exemplo, com dois ou três membros, que viviam com R$ 200, com [o auxílio] cada um passou a receber R$ 600. Então, a família passou a ganhar R$ 1,8 mil.”

Retomada

No entanto, Paulo Guedes disse que os programas sociais precisam ser reduzidos, conforme os casos da Covid-19 desaceleram. Além disso, ele afirmou que a economia brasileira e a geração de empregos começam a dar sinais de recuperação. 

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Paulo Oliveira

Paulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre SUS

Ver editoria completa
Brasil Saúde04 de novembro de 2026

SUS terá histórico clínico integrado e ampliação de serviços digitais

Nova política do Ministério da Saúde prevê uso prioritário do CPF nos sistemas, fortalecimento da telessaúde e maior proteção de dados dos pacientes

Brasil Saúde01 de novembro de 2026

Teste para detecção precoce do câncer do colo do útero chega a 26 estados; veja como acessar pelo SUS

Exame molecular DNA-HPV identifica infecções associadas à doença antes do surgimento de lesões; estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas no país

Ministério da Saúde24 de outubro de 2026

Ministério da Saúde inicia oferta de nove medicamentos oncológicos pelo SUS

Novos tratamentos contemplam 13 indicações de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes; expansão prevê 23 medicamentos até o fim do ano

t-page