Saúde - Vacina·12 de maio de 2021

Saúde interrompe vacinação de gestantes com AstraZeneca

Ministério da Saúde atendeu à orientação da Anvisa e suspendeu a vacinação de gestantes com AstraZeneca até que se investigue o óbito de uma grávida imunizada com o produto

Por Alan Rios
Ouvir · 00:02:03

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O Ministério da Saúde suspendeu a vacinação de gestantes no país com o imunizante da AstraZeneca contra a Covid-19. A interrupção da aplicação de doses neste grupo, com esse produto, ocorre após a morte de uma grávida que foi vacinada, mas ainda não há evidência de que a causa do óbito esteja relacionada ao imunizante. 

A recomendação da suspensão veio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ressaltou que a medida é uma precaução e tem como base a “insuficiência de dados relacionados à segurança de uso por gestantes disponíveis até o momento”. O órgão também pontua que mantém a recomendação de continuidade da vacinação com o imunizante da AstraZeneca para os outros grupos, já que os benefícios superam os riscos até o momento.

A própria fabricante da vacina de Oxford/AstraZeneca notificou a Anvisa sobre a “suspeita de evento adverso grave”, quando uma gestante de 35 anos imunizada com o produto morreu devido à trombose. A agência avaliou que, apesar de grave e potencialmente fatal, a ocorrência é extremamente rara.

Em coletiva realizada pelo Ministério da Saúde, o professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Imunologia do Incor, Jorge Kalil, pontuou que ainda não está claro que a vacina tenha sido a causa da trombose. “Estamos examinando detalhes de todo o prontuário para que a gente chegue a uma conclusão e esclareça a todos. Por isso mesmo que estamos esperando exames para orientarmos de uma forma tranquila.”

Estudos e ações

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Francieli Fantinato, descreveu os próximos passos do governo, ressaltando que o óbito ainda está sendo estudado e os benefícios da vacina de Oxford para a população brasileira já são claros. 

“Aconteceu esse evento raro, então é uma cautela que o programa nacional de imunizações tem, até o fechamento do caso, até verificar e avaliar o cenário epidemiológico em relação a essa vacina. E destaco aqui a importância que essa vacina tem para o Programa Nacional de Imunizações, para a população brasileira que está dentro dos grupos prioritários. É uma vacina autorizada pela Anvisa, com uma eficácia que atende o PNI.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, abriu a fala lamentando o falecimento da gestante e seguiu detalhando os procedimentos da pasta. “Gostaria de reiterar a confiança do ministério na segurança e na eficácia dessas vacinas. Todo programa de imunização é coordenado por uma equipe técnica e uma câmara dos especialistas mais renomados em imunização no Brasil. Tomamos conhecimento desse caso através da nossa equipe de vigilância e nos reunimos para a tomada de decisão”, afirmou.

Covid-19: MS receberá 8,2 milhões de doses da vacina até sexta

CPI da Covid vai focar na compra de vacinas em audiências nesta semana

Vacina em pó é aposta da UFPR contra Covid-19

Queiroga também esclareceu que grávidas que não têm comorbidades não deverão ser imunizadas neste momento, e que aquelas que já tomaram a primeira dose devem aguardar um novo comunicado da pasta. Uma nota técnica deverá ser divulgada até o fim da semana. 

“A decisão do ministério é circunscrever a vacinação das gestantes apenas àquelas que têm comorbidades e restringir, neste momento, por uma questão de cautela a dois imunizantes, à vacina da Pfizer e à vacina CoronaVac”, disse Marcelo Queiroga. Também há expectativa de um comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a imunização de gestantes. 

A vacinação de grávidas no Brasil começou após uma percepção do Ministério da Saúde de um aumento do número de mortes por Covid-19 dentro deste grupo, o que resultou em um cenário em que os benefícios superavam os riscos da imunização, segundo os especialistas da pasta.

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Alan Rios

Alan Rios é jornalista e escritor formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Atuou na assessoria de comunicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e na redação no Correio Braziliense, onde foi repórter na Revista do Correio, na editoria de cidades e de política local, do veículo. É autor do livro "Os porquês da Educação Domiciliar no Brasil" e coautor da obra "Educomunicação - Sua Imagem Está na Tela".

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre Vacina

Ver editoria completa
t-page