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LOC.: Pauta-bomba aprovada em comissão do Senado pode gerar um impacto de 25 bilhões e 900 milhões de reais aos cofres municipais, segundo estimativa da Confederação Nacional de Municípios, a CNM. Nesta terça-feira (11), a Comissão de Assuntos Econômicos aprovou um projeto de lei que estabelece um novo piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas no valor de 13 mil 662 reais para jornada de 20 horas semanais. A proposta segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais.
O texto prevê a implantação gradual do novo piso em três etapas: 40% do valor no primeiro exercício financeiro após a publicação da lei; 70% no segundo exercício; e 100% no terceiro.
O projeto também prevê reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, para a rede privada e eleva para 50% os adicionais por trabalho noturno e horas extras. Atualmente, o piso das categorias é de 3 mil 636 reais para uma jornada de 20 horas semanais.
Na avaliação da CNM, caso seja aprovado, o novo piso deve agravar a situação financeira das administrações municipais, que já enfrentam dificuldades orçamentárias, e colocar em risco a sustentabilidade das contas locais.
Pelo texto, a União deverá compensar estados, Distrito Federal e municípios pelo aumento das despesas com pessoal por meio do Fundo Nacional de Saúde. No entanto, para a CNM, essa previsão não elimina o impacto financeiro sobre os municípios.
A entidade argumenta que o fundo não representa uma nova fonte de receita, mas um instrumento de gestão financeira do SUS, responsável pela operacionalização de recursos federais previstos no Orçamento da União.
Segundo a CNM, o fundo também não possui capacidade própria de arrecadação para custear novas despesas permanentes, especialmente aquelas relacionadas a pagamento de pessoal.
Reportagem, Paloma Custódio