FPM - Economia·17 de novembro de 2023

FPM: municípios recebem R$ 1,5 bilhão nesta segunda-feira (20)

Os valores representam uma redução de 1% em relação a outubro de 2023. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo é de 10%

Por Lívia Braz
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Os municípios brasileiros recebem, nesta segunda-feira (20), um total de R$ 1,579 bilhão referente ao segundo decêndio de novembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A quantia 1% menor que a do mesmo período de outubro deste ano, quando foram repassados R$ 1,590 bilhão. Mas, na comparação com o mesmo período de 2022, a redução é de 10%.

Comparativo:

  • 2º decêndio nov/2023 - R$ 1.579.064.169,16 

  • 2º decêndio out/2023 - R$ 1.590.169.580,31

  • 2º decêndio nov/2022 - R$ 1.756.708.246,42

Mesmo apresentando queda, o FPM é de fundamental importância para manter as contas municipais em dia. É com esse repasse, que cidades de menor porte — menos de 50 mil habitantes — pagam os funcionários, compram a merenda escolar e quitam as dívidas com fornecedores.

A pequena cidade de Guarani d’Oeste, em São Paulo, tem menos de dois mil habitantes e o FPM é de fundamental importância para as contas públicas, como explica o prefeito Nilson Timporim.

“Ele rege o bem ou o mal-estar do municípios. Se o FPM for ruim o município não consegue sobreviver, pagar em dia a saúde, remédios —  tudo. O município para.” 

Segundo o assessor de orçamento César Lima, essa queda é reflexo de um cenário maior da arrecadação nacional.

“Temos alguns fatores que estão impedindo essa queda. De maneira geral, as receitas têm caído, tanto que o déficit das contas do governo deve se concretizar em R$ 140 bilhões neste ano.” 

Municípios bloqueados 

Todos os municípios brasileiros — 5.568 cidades — têm direito a receber o FPM a cada dez dias, previsto em lei. Mas quando existem dívidas dessas cidades com a União, esses repasses podem ser bloqueados. Assim, os municípios que estão na lista do SIAFI ficam impedidos de receber repasses federais, até que as dívidas ou pendências burocráticas sejam resolvidas. 

Esses bloqueios podem acontecer por diversas razões, entre elas a ausência de pagamento da contribuição ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e com a inscrição da dívida ativa, falta de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops), entre outras. 

Municípios bloqueados

Veja se sua cidade está na lista:

  •  ADELÂNDIA (GO)
  •  ÁGUA LIMPA (GO)
  •  ALAGOINHA (PB)
  •  ALTO BOA VISTA (MT)
  •  ANISIO DE ABREU (PI)
  •  APARECIDA DE GOIÂNIA (GO)
  •  ARAGUAPAZ (GO)
  •  AXIXÁ DE TOCANTINS (TO)
  •  BALNEÁRIO PINHAL (RS)
  •  BANDEIRANTES (MS)
  •  BELFORD ROXO (RJ)
  •  BONFIM DO PIAUÍ (PI)
  •  CABO FRIO (RJ)
  •  CANGUARETAMA (RN)
  •  CARAPEBUS (RJ)
  •  CARIRA (SE)
  •  CARMÓPOLIS (SE)
  •  CAROEBE (RR)
  •  COMENDADOR LEVY GASPARIAN (RJ)
  •  CUIABÁ (MT)
  •  DOIS IRMÃOS DAS MISSÕES (RS)
  •  DUAS BARRAS (RJ)
  •  ESPERANTINA (TO)
  •  IRAUCUBA (CE)
  •  ITABI (SE)
  •  ITIÚBA (BA)
  •  LUCENA (PB)
  •  MADEIRO (PI)
  •  MALHADOR (SE)
  •  MARAGOGI (AL)
  •  MOJUÍ DOS CAMPOS (PA)
  •  NAZARÉ DO PIAUÍ (PI)
  •  NOVA GUARITA (MT)
  •  NOVA SANTA RITA (RS)
  •  OLHOS D’ÁGUA (MG)
  •  PEDRINHAS (SE)
  •  POCONÉ (MT)
  •  RIACHÃO DO DANTAS (SE)
  •  RIBEIRÃO PIRES (SP)
  •  ROSÁRIO DO CATETE (SE)
  •  SANTA LUZIA (MG)
  •  SANTA MARIA (RS)
  •  SANTO ANTONIO DO LEVERGER (MT)
  •  SÃO MIGUEL DO ALEIXO (SE)
  •  SENA MADUREIRA (AC)
  •  SERIDÓ (PB)
  •  TUCUNDUVA (RS)
  •  UBIRETAMA (RS)
  •  VILA BOA (GO)
  •  VITÓRIA DAS MISSÕES (RS) 
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SOBRE

Lívia Braz

Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2007, é repórter do Brasil 61 desde 2022. Ao longo de 18] anos de carreira, atuou nas redações da Record TV e na assessoria de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), cobrando fatos relevantes da história do pais, como posses presidenciais e eventos jurídicos, como o julgamento do Mensalão no STF.

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