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LOC: O Brasil vem aumentando os investimentos em saneamento básico, mas ainda precisa acelerar o ritmo para alcançar a universalização dos serviços.
Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento, a ABCON, divulgado na segunda-feira (10) revelou que o setor registrou investimentos de cerca de R$ 29,1 bilhões em 2024.
Pelo Marco Legal do Saneamento, até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto. Estimativas apontam que serão necessários entre 600 e 900 bilhões de reais para atingir essas metas.
Segundo Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria, isso exigiria praticamente dobrar o atual ritmo de investimentos no setor.
TEC./SONORA: Carlos Lebelein, consultor da LMDM
“Estimam que entre R$ 600 e até R$ 900 bilhões são necessários para a gente encontrar essa meta em 2033. Isso daria uma taxa que, hoje, seria quase duas vezes a taxa de investimento em valores do que é feito normalmente. Então, seria mais que dobrar os investimentos que, hoje, são feitos anualmente para encontrar essa meta. Mas, não encontrar essa meta em 2033, de maneira nenhuma significa um fracasso ou algo que a gente possa desabonar os avanços que foram feitos no setor.”
LOC: As dificuldades são maiores no esgotamento sanitário. Enquanto o acesso à água está mais próximo da universalização, a coleta e o tratamento de esgoto ainda apresentam uma distância maior em relação à meta. Além disso, existem diferenças importantes entre regiões e municípios brasileiros.
Desde a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento, em 2020, novos projetos e concessões vêm ampliando os investimentos privados e alcançando mais municípios. E os efeitos da expansão do saneamento vão além do acesso à água e ao esgoto.
Um estudo da ABCON, estima que os investimentos necessários para universalizar os serviços podem acrescentar 1 trilhão e 400 bilhões de reais ao Produto Interno Bruto até 2033 e gerar mais de 1 milhão e 500 mil postos de trabalho no período.
Para a associação, o desafio agora é manter os investimentos em níveis elevados nos próximos anos e ampliar os serviços principalmente nas localidades que ainda apresentam os maiores déficits de saneamento.
Reportagem, Juline Pogorzelski.