27/05/2022 15:58h

Dormir a quantidade de horas necessárias é fundamental. Neste episódio, o Dr. George do lago, dará mais detalhes sobre o assunto

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O número de horas de sono é necessidade individual. Ou seja: cada pessoa apresenta um perfil que precisa ser conhecido para então ser praticado durante a noite. Dormir varia em diversas situações. Uma mesma pessoa não vai dormir igual durante toda a vida: crianças tem necessidades diferentes do adulto e do idoso, por exemplo. E por que somos orientados a dormir 8h por noite?

A resposta é bem simples: a grande maioria da população se encaixa nesse perfil e necessita dessa quantidade de horas para executar bem as funções do corpo e ter disposição para as atividades diurnas. Porém, há quem precise de menos de 6h30 de sono diárias e a estas pessoas chamamos de dormidoras curtas. No outro extremo, há quem precise de 9h ou mais de sono, que são as chamadas de dormidoras longas.

O grande problema de padronizar o tempo dormindo é ignorar os casos que são diferentes da maioria. Com isso, o dormidor curto tem expectativa de mais horas de sono do que realmente precisa, gerando ansiedade enquanto está na cama. Já os dormidores longos podem sempre dever horas de sono quando se comparam com a população geral. Conhecer o próprio padrão de sono é fundamental para respeitar um ritmo do próprio corpo. A pessoa que não dorme suficiente apresenta cansaço, irritabilidade, dificuldade de atenção e memória no dia seguinte, aumentando risco de acidentes de trabalho e trânsito, pior performance nos estudos e na execução de tarefas que exigem concentração. 

Como saber então quantas horas de sono eu preciso? O ideal é sempre conversar com seu médico para uma avaliação mais ampla e orientação precisa para o seu caso. De forma simples, se você nos fins de semana dorme muito mais que durante a semana, iniciando o sono no horário habitual, há uma chance grande de você dormir menos do que precisa durante a semana. Infelizmente, dormir pouco é um dos principais problemas do sono atuais e com impactos negativos na saúde.

Dormir é uma necessidade fisiológica assim como comer ou beber água. Numa sociedade em que somos estimulados a produzir cada vez mais, dormir bem virou luxo. Conheça seu corpo e reavalie seus hábitos e prioridade. Sono de qualidade não pode ser negociado. Pense nisso!

 

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25/05/2022 11:29h

Você sabia que a privação de sono tem relação com o ganho de peso e outras doenças? Neste episódio, O Dr. George Pinheiro dará mais detalhes sobre o assunto

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Depois de uma noite inteira acordado, o que você gostaria de comer? Certamente não seria uma salada. Em situação de privação do sono, a ciência já demonstrou que nosso corpo prefere alimentos mais calóricos como os carboidratos e com menor poder nutritivo. Isso acontece porque o sono é um importante aliado do nosso metabolismo corporal. Nessa situação, não dormir bem desregula esse mecanismo e impacta no peso.

Muitas pessoas se dedicam a uma alimentação saudável e à prática de exercícios regulares. Mas esquecem ou ignoram completamente a importância do sono nesse processo. Enquanto dormimos, são produzidos e liberados hormônios que vão atuar em funções específicas do nosso corpo. Como exemplo, o apetite e a sensação de saciedade são regulados pelo sono.

A grelina é uma substância que coordena o nosso apetite, enquanto a leptina é responsável pela saciedade. Ambas são liberadas enquanto dormimos. Qualquer situação que comprometa a qualidade de sono, pode desregular a liberação desses dois hormônios.

Dessa forma, quem tem insônia, apneia obstrutiva do sono ou qualquer outro transtorno enquanto dorme, tem chance aumentada de problemas metabólicos como alteração da glicemia, do colesterol e até no controle do peso corporal. Ou seja, quando não dormimos bem temos mais fome e menor sensação de saciedade Estudos científicos mostram que pessoas que dormem pouco apresentam maior ganho de peso. Muito se deve ao fato de que o sono regula nosso apetite, logo não dormir bem faz com que você consuma mais carboidrato que são alimentos mais calóricos e daí que vem a obesidade.

A obesidade aumenta o risco para a apneia obstrutiva do sono, que é caracterizada por pausas recorrentes na respiração enquanto dormimos, seguidas de episódios de redução na oxigenação do sangue e fragmentação do sono. Hoje sabemos a ocorrência de apneia obstrutiva do sono em obesos é muito maior do que na população geral. Para suspeitar dessa doença, basta ficar atento aos seguintes sinais e sintomas: roncos seguidos por pausas na respiração, sono fragmentado, dor de cabeça, cansaço ao acordar, sonolência excessiva durante o dia, dificuldade de atenção e memória, fadiga crônica, por exemplo. 

Para uma saúde integral, é preciso focar no tripé: alimentação saudável, exercício físico regular e sono de qualidade. Enquanto dormimos, não há um desligamento do corpo, pelo contrário! Muitas ações são executadas predominantemente neste momento, como o controle do apetite e saciedade. Não podemos deixar para segundo plano uma função primordial para nosso corpo: o sono!

 

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23/05/2022 17:13h

Algumas pessoas, incluindo crianças, têm lacrimejamento constante, todos os dias. O que é isso? Nesse episódio, o Dr. Fabrício Witzel dará mais detalhes sobre o assunto

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A nossa lágrima é produzida a todo momento pela glândula lacrimal principal e por outras pequenas glândulas pequenas, acessórias, distribuídas por todo o olho. Essa lágrima segue o caminho natural em direção a dois pontos localizados no canto de dentro dos olhos chamados de pontos lacrimais, que seriam como se fossem os ralos. Mas algumas pessoas apresentam anormalidades desta via lacrimal. Quando esta anatomia é afetada por algum motivo, há a tendência de sobrar mais lágrima dentro do olho e, dependendo da quantidade, parte da lágrima acaba escorrendo pelo rosto.

É muito comum no consultório examinarmos crianças que os pais percebem logo ao nascimento que o filho apresenta um lacrimejamento constante, um olho ou os dois parecem sempre molhados. É a chamada obstrução congênita da via lacrimal. Geralmente o canal lacrimal da criança apresenta um estreitamento, um entupimento na parte que está dentro do nariz. Nas crianças geralmente há resolução total do quadro até um ano de idade. Nas crianças mais velhas que permanecem com este lacrimejamento, realizamos um procedimento sob sedação que se chama sondagem da via lacrimal, em que passamos um pequeno instrumento tubular metálico dentro da via lacrimal da criança para que ocorra a abertura, para passagem normal da lágrima. Para aquelas em que essa sondagem não funcionou, outro procedimento mais complexo é oferecido, que é a colocação da sonda de Crawford, que nada mais é que um tubo de silicone que deixamos durante algumas semanas dentro da via lacrimal da criança para que exista uma modelagem desta via, com definitiva abertura.

Tanto as crianças mas principalmente os adultos, podem ter infecções graves da via lacrimal quando ela está entupida, chamada de dacriocistite. Como a lágrima não consegue ir pelo seu caminho natural, ela acaba se acumulando e serve como base para o crescimento de bactérias. Essas bactérias provocam a formação de pus na via lacrimal, com muita dor pelo aumento de pressão nesta região. Alguns destes pacientes precisam de internação e drenagem por cirurgia para resolução dos casos.

Por isso, quando o assunto é lacrimejamento, procure seu oftalmologista para que possamos realizar a avaliação e tomada da melhor conduta de forma a resolver o problema antes que complicações graves aconteçam. 

 

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20/05/2022 17:17h

Seu remédio da pressão alta está muito caro? Será que você consegue esses remédios mais barato ou pelo SUS? Neste episódio, a Dra. Tatiana Torres dará mais detalhes sobre o assunto

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O sucesso do tratamento da pressão arterial depende da mudança do estilo de vida incluindo: Atividade física regular, controle do peso, dieta balanceada, manejo do estresse, parar de fumar e é claro uso adequado de medicações.

O uso adequado das medicações é algo essencial no tratamento, mas não é seguido por todos! Alguns, por exemplo, esquecem os horários da medicação, outros param de tomar por efeitos colaterais e há ainda aqueles em que o preço da medicação está pesando no bolso e por isso não conseguem seguir o tratamento como gostariam.

Existem diversos tipos de medicamentos para pressão arterial que agem em pontos diferentes do organismo. São diversos nomes comerciais, com as mais diversas dosagens e intervalos de tomadas. Alguns desses medicamentos, não todos infelizmente, são disponíveis sem uma marca própria. São os medicamentos genéricos, que de fato, possuem a mesma eficácia e segurança dos medicamentos de marca.

Os medicamentos para serem considerados genéricos passam pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É a Anvisa que testa se há o mesmo princípio ativo, a mesma dose para aquela forma de apresentação, além da biodisponibilidade e bioequivalência, ou seja, testa se, na prática o medicamento genérico é o mesmo remédio da marca.

Alguns desses medicamentos genéricos estão disponíveis para dispensação pelo SUS em UBS, AMAS e hospitais públicos, por isso é possível sim manter um tratamento adequado sem gastar nada! Para isso aconselho você a procurar mais informações nas unidades de saúde próximas a sua casa. Além dos genéricos disponíveis no SUS, o governo federal criou o programa Farmácia Popular. Trata-se de uma parceria com farmácias cadastradas no programa que realizam distribuição de medicamentos, ampliando o acesso a população. 

Se estiver com dificuldades financeiras e a conta da farmácia está pesando no orçamento mensal, não deixe de fazer o tratamento por conta!!  Converse com seu médico!  É ele que irá avaliar a possibilidade de substituição ou modificação do seu tratamento para um genérico equivalente sem custo.

 

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19/05/2022 11:33h

Neste episódio o Dr. Bruno Halpern dará mais detalhes sobre o assunto

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A obesidade está associada a uma redução da expectativa de vida. O aumento de doenças cardiovasculares como infarto, derrame e aumento de outras doenças cardíacas como insuficiência cardíaca estão associadas ao aumento da mortalidade. 

Além disso, a obesidade está associada ao câncer! Pelo menos 13 tipo de câncer tem relação com o excesso de peso, como câncer de mama e endométrio. Não só a incidência mas também a agressividade do câncer é muito maior em pessoas portadoras de obesidade. 

A obesidade também está associada  ao Diabetes tipo 2, Hipertensão, Esteatose Hepática, apnéia do sono, osteoartrose, doenças psiquiátricas, asma e doenças auto-imunes, dentre outras

Com uma boa estratégia de perda de peso, é possível reduzir o aparecimento e a gravidade de algumas doenças. 

 

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18/05/2022 17:20h

Nesta edição do Dr. Ajuda, o Dr. Douglas Calderoni dará mais detalhes sobre o assunto

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Às vezes, temos a sensação de que nossa memória já não é mais a mesma, que estamos mais lentos que o habitual. Algumas pessoas atribuem isso a “velhice”. Mas você sabia que isso pode ser decorrente de uma série de comportamentos prejudiciais que temos e que isso pode melhorar muito? 

É possível melhorar o foco e se distrair menos com algumas mudanças no seu dia a dia.

8 dicas importantes:

  1. Cuide da sua alimentação: Ficar muito tempo em jejum atrapalha muito quem busca concentração. Isso porque o nosso cérebro requer uma grande quantidade de energia para funcionar bem.
  2. Ouça música: Fones de ouvido podem ser um recurso excelente para manter o foco. Além de reduzir o ruído ambiente, ouvir música pode trazer bem-estar. Mas cuidado com a escolha da música, ela deve ser uma que não te envolva demais e nem que leve seu pensamento para outro lugar, evite músicas depressivas. É importante que você não se envolva demais com a trilha sonora, apenas relaxe com ela.
  3. Mantenha o ambiente organizado: Um dos grandes problemas que atrapalham a concentração é o acúmulo de papeis em cima da mesa, objetos desnecessários, muitas abas abertas no navegador da internet, tarefas começadas e não concluídas. 
  4. Evite distrações: Elimine objetos e estímulos que possam te distrair. 
  5. Divida sua jornada: O cérebro humano consegue se fixar num único assunto, em média 50 ou 60 minutos. Depois desse período, a atenção inevitavelmente diminui.
  6. Faça uma coisa de cada vez e faça até o fim.  Quando fazemos várias coisas ao mesmo tempo e começamos um projeto antes de terminar o outro, dizemos ao cérebro que ele está certo em mudar o foco de uma coisa para outra
  7. Controle os pensamentos: Procure não se ater a pensamentos negativos como “Não vai dar tempo”, “Tenho muitas coisas para fazer” 
  8. Aprenda a meditar. Meditação pode ser extremamente eficaz para melhorar a concentração. Há diversos aplicativos de celular e vídeos no Youtube que ensinam a meditar. 5 a 10 minutos entre uma tarefa e outra de meditação já pode ser eficaz para aumentar o foco.

     
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Dr. Ajuda
14/05/2022 03:08h

Você conhece alguém que tem hepatite B? Você sabe quais são os sintomas e formas de transmissão dessa doença? Neste episódio, o Dr. Mário Guimarães dará mais detalhes sobre o assunto

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A Hepatite B é uma inflamação causada por um vírus chamado Vírus da Hepatite B. Uma vez que esse vírus entra na sua circulação ele chega ao fígado onde começa a infecção. O seu sistema imunológico, que é o seu sistema de defesa, é então acionado e se inicia uma inflamação que é o que caracteriza a fase inicial da doença, a fase da Hepatite Aguda.

Os sintomas mais comuns são enjoo, vômitos e cansaço, mas isso pode estar presentes em diversos problemas de saúde, ou seja, não dá para suspeitar de hepatite por esses sintomas.

Nos casos em que a inflamação do fígado é mais importante você pode apresentar sintomas mais sugestivos como: icterícia (cor amarelada da pele mais facilmente percebida vendo o branco dos olhos), urina cor de coca cola que é o que chamamos de colúria e fezes mais claras. 

O grande problema é que de cada 10 pessoas contaminadas apenas 1 tem sintomas. As outras 9 pessoas não sentem nada! Não sentindo nada e tendo o vírus ativo no corpo, elas transmitem esse vírus para outras pessoas sem saber.

Na fase crônica, permanecem com o vírus ativo e se multiplicando e começam a ter sinais laboratoriais que indicam sofrimento do fígado.

A hepatite crônica é totalmente assintomática!  Se nada for feito e a doença pode levar a Cirrose ou mesmo Câncer do Fígado (Hepatocarcinoma). Nem todos sabem, mas a Hepatite B é uma das principais causas de Câncer de fígado.   Essa evolução silenciosa e com grande potencial de gravidade, sem sintomas para maioria das pessoas é um dos grandes problemas da Hepatite crônica.

Tanto na fase aguda quanto na crônica, o diagnóstico é feito por meio de exame de sangue chamado Sorologia.

Quando você deve suspeitar que pode ter sido contaminado pelo vírus? A resposta é: Toda vez que você foi exposto a sangue e fluidos corporais que podem ter o vírus. Quando isso ocorre?

4 principais vias de transmissão:

  1. relação sexual desprotegida. Atenção para uma dúvida frequente: sexo oral e anal também transmite. 

  2. compartilhamento de agulhas e seringas entre usuários de drogas injetáveis

  3. Cabelereiros, manicures, centros de colocação de piercing e tatuagem que não esterilizam corretamente os alicates, tesouras ou agulhas.

  4. Você deve questionar se o local que irá prestar o serviço segue as recomendações de esterilização. Lembrando que a fervura desses objetos não mata o vírus B! E que esse vírus pode permanecer vivo em uma gota de sangue seca por até 7 dias! Por isso fique atento!

  5. A quarta via de transmissão é a da mãe para o filho durante o parto ou na amamentação. Portanto, é muito importante que toda grávida seja investigada para a hepatite B para diminuir essa chance de transmissão. Aqui cabe um esclarecimento: A chance de transmissão por aleitamento é considerada muito baixa, porém deve-se ter o cuidado com a possibilidade de rachaduras no mamilo e com a possibilidade de sangramento. 

 E como prevenir? A primeira delas é evitar a exposição usando camisinha nas   relações sexuais e tendo atenção com o uso de instrumentos usados em muitas pessoas e que podem te perfurar ou cortar. A segunda e mais importante delas é a vacinação!

 

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13/05/2022 14:58h

Quais as doenças causadas pelo frio? Neste episódio o Dr. Jose Atta dará mais detalhes sobre o assunto

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Existe sim uma maior incidência de quadros respiratórios agudos nos meses de inverno e primavera, mas não porque o tempo frio predispõe a doenças virais, mas sim porque aumenta a circulação de vírus nessa época, já que as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambiente fechados, em maior contato com outras pessoas e mais expostas a doenças de transmissão por contato pessoal. 

 

Além disso, o frio pode desencadear crises de asma. Ar frio é um dos estímulos para fechamento das vias aéreas, e as crises asmáticas costumam aparecer mais nessa época de mais frio.

Assim como a asma, crises de rinite também pode aparecer mais nessa época, também por causa da exposição ao ar frio e seco, e os sintomas respiratórios altos se tornam mais evidentes, podendo ser confundidos com resfriados ou gripes. Por causa desse aumento da circulação de vírus nos meses de inverno, há um consequente aumento da mortalidade por gripe nesses meses, nas populações mais suscetíveis: idosos, crianças recém-nascidas, pessoas com algumas doenças crônicas. Por isso as campanhas de vacinação acontecem logo antes do inverno, tanto no Brasil quanto em outros países. 

Apesar de não haver uma relação nítida entre aparecimento de gripe e exposição ao frio, sabemos que nos meses de inverno as pessoas morrem mais, principalmente de causas cardiovasculares e de causas respiratórias.

Dentre as causas respiratórias, as infecções desencadeando crises de asma e de bronquite crônica são as maiores causadoras desse excesso de mortalidade, assim como o aumento dos níveis de poluição atmosférica.

As causas do aumento da mortalidade cardiovascular são parecidas, e tem muito a ver com aumento dos níveis de poluição, como já bem demonstrado em pesquisas conduzidas no laboratório de poluição experimental da faculdade de medicina da USP.

Além de problemas cardiovasculares e respiratórios, o frio também está associado a problemas de pele, principalmente descamação e prurido. Isso se deve provavelmente à secura da pele causada pelo tempo mais seco, mas principalmente pelo fato de se tomar banhos quentes, demorados e com sabonete, que diminuem a proteção natural da pele. O banho quente e prolongado resseca muito a pele, assim como a aplicação indiscriminada de sabonete por todo o corpo, o que contribui para a diminuição dessa proteção natural. Algumas doenças dermatológicas ficam mais evidentes nos meses de frio, como por exemplo a dermatite atópica.

Resumindo:

  1. Frio não causa gripe (gripe é doença causada por vírus)
  2. Aumenta sim a incidência de gripe nos meses de inverno, por causa das aglomerações e ambientes fechados
  3. Previne-se gripes e resfriados lavando as mãos frequentemente (e não colocando cachecol)
  4. Aumenta os casos de asma, rinite e bronquite crônica nos meses de inverno
  5. Há um excesso de mortalidade associado às quedas de temperatura, tanto por mortes cardiovasculares quanto por mortes respiratórias.
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10/05/2022 18:20h

Você já teve dor de garganta alguma vez na vida? Sabe quando suspeitar de Amigdalite? Neste episódio, o Dr. Bruno Pina dará mais detalhes sobre o assunto

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As amígdalas ficam localizadas na orofaringe, logo no fim da língua, no fundo da boca. Elas são responsáveis pela produção de linfócitos (células de defesa do nosso organismo), ou seja, elas guardam uma espécie de arquivo imunológico e ajudam a promover estratégias de defesa. Justamente por funcionarem como uma barreira, essas estruturas são muito suscetíveis a processos infecciosos. Quando isso ocorre, as amígdalas se inflamam, ficam inchadas, doloridas e dificultam a passagem dos alimentos para o aparelho digestivo.

O sintoma mais comum da amigdalite é a dor de garganta, principalmente na hora de engolir.

Porém existem outros sintomas comuns, entre eles:

  • Amígdalas vermelhas e inchadas.
  • Revestimento ou manchas brancas e amarelas nas amígdalas.
  • Dificuldade de engolir.
  • Febre.
  • Aumento de gânglios no pescoço (ínguas).
  • Voz rouca.
  • Mau hálito (bafo).
  • Nos casos mais graves pode ocorrer até mesmo faltar de ar e dificuldade para abrir a boca

Nos bebês e nas crianças pequenas, os sintomas podem incluir:

  • Excesso de baba, por conta da dificuldade e dor na hora de engolir.
  • Recusa na hora de comer.
  • Agitação incomum.

Amigdalite: causa 

Os vírus estão implicados em cerca de 50% a 70% das inflamações, especialmente os que causam também gripes e resfriados, como o adenovírus. Entre as bactérias, os principais agentes envolvidos são os estafilococos e o estreptococo. Esses microrganismos costumam ser transmitidos de uma pessoa para outra através de tosse, espirro e contaminação das mãos e objetos por secreções respiratórias. Alguns fatores, como mudanças bruscas de temperatura, convivência com fumantes, exposição contínua ao ar-condicionado e, sobretudo, situações de queda na imunidade podem predispor o indivíduo a desenvolver uma amigdalite. 

Amigdalite: diagnóstico

O diagnóstico é clínico e depende basicamente da história do paciente e do exame da garganta. alguns exames podem ser necessários, como o teste rápido para a pesquisa da bactéria na secreção da garganta e mesmo a cultura, na qual o material colhido é posto em meios próprios para avaliar o crescimento de bactérias.

Amigdalite: tratamentos 

Se a amigdalite é causada por um vírus, o médico não vai recomendar antibiótico. Se a amigdalite for causada por uma bactéria, o tratamento é feito por antibióticos e remédios sintomáticos para dor e febre. 

A retirada das amígdalas é indicada quando a recorrência da amigdalite é muito alta, geralmente maior do que quatro vezes por ano. Apesar de ser um problema corriqueiro na infância, a amigdalite precisa de um bom diagnóstico e de um tratamento adequado.

 

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07/05/2022 19:44h

Você já sentiu no calcanhar? E já ouviu falar de fascite plantar? Neste episódio, o Dr.Mauro Dinato dá mais detalhes sobre o assunto

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A fáscia plantar é um espesso ligamento de tecido fibroso e pouco elástico que recobre a musculatura da sola do pé e vai desde o osso calcâneo até a base dos dedos dos pés. Ela tem a função sustentar o arco do pé e assim absorver e distribuir a energia do impacto do pé quando caminhamos, corremos e saltamos.

 

Certo, mas quais são as causas da fascite plantar?

Ainda não se conhece a causa exata da fascite plantar. na maioria dos casos, a dor é provocada pelo estiramento excessivo ou pequeno rasgo da fáscia plantar causado principalmente pela repetição de microtraumatismos nessa estrutura.

Apesar de não estar totalmente estabelecida a causa desse problema a medicina conhece os grupos de maior risco para o problema. 

Então o que você deve notar? 

  1. Idade: a fascite plantar é mais comum entre as idades de 40 e 60 anos.
  2. Você faz atividade física?  Como está o seu treino? Atividades que colocam muito estresse no calcanhar, como corrida de longa distância, podem contribuir para o aparecimento de fascite plantar. Além disso para quem pratica atividade, treino excessivo, aumento abrupto na distância, da intensidade de corrida ou caminhada, tênis de corrida inadequado, superfície de solo rígida também podem contribuir para a fascite. Mas é importante você saber que ficar sem atividade física, ou seja ser sedentário, também aumenta o seu risco de ter fascite plantar.
  3. Como é o seu pé e a sua pisada?  A forma do seu pé também influencia. Os mais associados a esse problema são o pé plano também conhecido como pé chato e o pé cavo, que é o pé contrário ao chato, o que tem o arco muito pronunciado. Você deve reparar também como você pisa. Quem pisa com o pé para fora que é o que chamamos de pisada supinada também tem maior risco.
  4. Você fica muito tempo em pé? Ficar muito tempo em pé também é um fator de risco e afeta alguns profissionais que passam a maior parte do tempo em pé ou caminhando, como professores.
  5. Como está o seu peso?  A obesidade aumenta a pressão exercida no calcanhar e na superfície plantar do arco do pé aumentando a chance de ter fascite.

Tratamento

O tratamento inicial deve ser sempre com medidas conservadoras para alívio da dor, modificação de hábitos tentando evitar o impacto excessivo, uso de calçados apropriados, exercícios de alongamento e fortalecimento através de fisioterapia. Em alguns casos pode ser recomendado uso de terapia de ondas de choque, uso de órteses especificas, acupuntura, infiltração com corticoide dentre outros tratamentos mais novos. Fazendo isso próximo de 80% dos pacientes tem melhora do quadro. Para aqueles sem melhora após 6 a 12 meses pode ser indicada eventualmente cirurgia.

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Brasil 61