Economia - Economia·05 de novembro de 2024

Rombo nas contas públicas é desafio para prefeitos que assumem em 2025

Só em relação aos governos regionais, o rombo chega a R$ 435 milhões, em agosto de 2024

Por Renata Lu
Ouvir · 00:02:05

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O setor público consolidado, que é composto por União, estados, municípios e estatais – registrou um déficit de R$ 21,4 bilhões em agosto. Os dados constam no último relatório de estatísticas fiscais divulgado pelo Banco Central. Só em relação aos governos regionais, o rombo chega a R$ 435 milhões. 

Em meio a esse cenário e com novos prefeitos assumindo a partir de janeiro de 2025, é lançado um desafio para os gestores locais, segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima. Para ele, enxugar a máquina pública é uma das medidas que precisam ser tomadas. 

“O déficit geralmente se apresenta na forma de um crescimento de despesas obrigatórias, principalmente em anos eleitorais, com as despesas de pessoal. Claro que há limitações para isso, segundo a lei, mas muito provavelmente o que acontece é uma inflação da máquina pública a fim de conseguir cabos eleitorais para os prefeitos que estão tentando se reeleger. Quem entrar, ou mesmo aqueles que se reelegeram, a primeira coisa que vão fazer vai ser enxugar a máquina pública a fim de ter de volta sua capacidade de investimento”, considera. 

God Bless Bitcoin: novo documentário explica o possível impacto da criptomoeda no sistema financeiro global

Reforma Tributária: prefeitos eleitos começam 2025 com os desafios da transição

Na avaliação do professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Vladimir Maciel, normalmente, o primeiro ano de mandato dos gestores eleitos costuma ser desafiador. 

"Os prefeitos vão ter pouca margem de manobra para cumprir promessas de campanha. Os primeiros dois anos de mandato vão ser de ajuste fiscal, caso eles queiram entregar alguma obra mais no fim do mandato, alguma coisa de maior monta, porque nos dois primeiros anos não vai ter de onde tirar", destaca. 

Situação crítica em 2023

Em 2023, os municípios brasileiros também se encontravam em situação delicada em relação ao cenário fiscal. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 51% das cidades estavam com o caixa no vermelho ao fim do primeiro semestre do ano passado.  

À época, o cenário era pior nos municípios de pequeno porte, dos quais 53% registravam déficit primário, isto é, despesas maiores do que as receitas. Nos de médio e grande porte, esse percentual era de 38%.  

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
CONTINUE LENDO

Mais sobre Economia

Ver editoria completa
Ibovespa22 de outubro de 2026

Ibovespa recua 1,15% com queda da Vale e cenário externo negativo

Principal índice da Bolsa brasileira fecha aos 204.120 pontos, pressionado pelo minério de ferro, pelas tensões no Oriente Médio e pela cautela eleitoral

Obras22 de outubro de 2026

TCU aponta dez obras rodoviárias prioritárias que precisam de recursos para conclusão até 2027

Levantamento indica necessidade de cerca de R$ 525 milhões para finalizar empreendimentos; acesso a Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, concentra a maior parcela

ApexBrasil22 de outubro de 2026

SIAL Paris: empresas brasileiras ampliam busca por mercados externos em meio a tarifas dos Estados Unidos

Das 156 companhias brasileiras presentes na feira, 74 foram afetadas pelas medidas comerciais norte-americanas; ApexBrasil atua na promoção dos produtos nacionais e na diversificação dos destinos das exportações

t-page