Foto: Marquezan Araújo/Brasil 61
Foto: Marquezan Araújo/Brasil 61

Nova política para minerais críticos cria fundo de até R$ 2 bilhões da União

Medida também prevê crédito fiscal, incentivos à pesquisa e regras para ampliar o processamento dos recursos no país

ÚLTIMAS SOBRE ECONOMIA


A nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) estabelece medidas para ampliar o processamento desses recursos no Brasil e estimular investimentos em pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação e mineração urbana. A lei foi sancionada no último dia 16 de setembro.

Entre as medidas está a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que poderá contar com participação da União de até R$ 2 bilhões. O mecanismo também poderá receber recursos de estados, municípios e entes privados e tem o objetivo de reduzir riscos e ampliar os investimentos no setor.

A política pretende aumentar a agregação de valor dos minerais no país e estimular sua utilização no desenvolvimento industrial e tecnológico. Os projetos poderão ter acesso a financiamento e incentivos fiscais, mas deverão cumprir exigências como investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), contrapartidas socioambientais e utilização de produtos e mão de obra locais.

Conselho Nacional 

A legislação criou o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. O órgão vai coordenar e acompanhar a política e terá representantes do governo federal, estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior.

Entre as atribuições do CIMCE estão elaborar o Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, analisar e habilitar projetos considerados prioritários e atualizar a lista de minerais críticos e estratégicos. O conselho também poderá participar da análise de determinadas mudanças de controle societário relacionadas a ativos minerais.

VEJA MAIS:

A criação do CIMCE não altera as competências da Agência Nacional de Mineração (ANM), que mantém suas funções de regulação, fiscalização e outorga.

Crédito Fiscal

A PNMCE também cria o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE). As empresas poderão obter crédito fiscal de até 20% dos gastos com beneficiamento, transformação e mineração urbana. O limite será de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034, e os projetos precisarão ser habilitados pelo CIMCE.

Pesquisa e Rastreabilidade

A política prevê ainda uma rede nacional para aproximar empresas do setor de universidades, startups e instituições de pesquisa. Também serão criados mecanismos para acompanhar a origem dos minerais e etapas como licenciamento ambiental, outorga, transporte e reciclagem, inclusive na mineração urbana.

O CIMCE terá três instâncias: Pleno, Comitê Executivo e Secretaria-Executiva. O Pleno será responsável pelas diretrizes estratégicas; o Comitê Executivo, pela análise, classificação e priorização de projetos; e a Secretaria-Executiva dará suporte técnico e administrativo às atividades do conselho.

Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC.: A nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos prevê medidas para ampliar o processamento desses recursos no Brasil. A lei, sancionada no último dia 16 de setembro, também cria um Fundo Garantidor para o setor, que poderá ter participação da União de até DOIS BILHÕES DE REAIS. 

O fundo também poderá receber recursos de estados, municípios e empresas privadas. A proposta é reduzir riscos e facilitar investimentos na atividade mineral. A política prevê ainda incentivos para pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação e mineração urbana.

Os projetos que receberem os benefícios terão que cumprir exigências, como investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, além de contrapartidas socioambientais e uso de produtos e mão de obra locais.

Outra novidade é a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. O conselho vai coordenar e acompanhar a política, elaborar o Plano Nacional para o setor e analisar projetos considerados prioritários. Também poderá atualizar a lista de minerais críticos e estratégicos.

Vale destacar que a legislação mantém as competências da Agência Nacional de Mineração, a ANM, nas áreas de regulação, fiscalização e outorga. A lei também cria um programa de beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos. 

As empresas poderão ter crédito fiscal de até VINTE POR CENTO dos gastos com beneficiamento, transformação e mineração urbana. O limite será de UM BILHÃO DE REAIS por ano entre 2030 e 2034.

A política prevê ainda uma rede nacional para aproximar empresas, universidades e instituições de pesquisa, além de mecanismos para acompanhar a origem e o transporte dos minerais, o licenciamento ambiental e a reciclagem, inclusive na mineração urbana.

Reportagem, Marquezan Araújo