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LOC.: No ar desde 2025, o painel Gasto Brasil foi lançado nacionalmente na terça-feira, dia 11, na Câmara dos Deputados. Mas, o evento organizado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, idealizadora do serviço, e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, não foi meramente simbólico.
Até a semana passada, era possível visualizar as despesas primárias da União, Distrito Federal, estados e municípios, a parte que competia à cada uma das esferas administrativas, pelos respectivos poderes, e ainda o referente às diferentes naturezas de gastos, como a previdência.
Agora, a ferramenta também passou a mostrar o montante pago por cada um dos entes desde 2018 e a taxa de comprometimento dos recursos em relação ao orçamento anual aprovado, por exemplo.
Para Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil, mais importante que todos os dados presentes é a facilitação do acesso que o painel proporciona.
TEC./SONORA: Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil
“Qual é a nossa grande preocupação? Trazer uma ferramenta que qualquer um pode olhar e analisar, com o mesmo conceito. Ele não precisa ser economista, não precisa ser advogado, ele não precisa ser nada. Ele precisa simplesmente olhar não só para um número, olhar para um gráfico e dizer assim: ‘está subindo e algo está errado’. É a plataforma ser user friendly, no sentido que você possa mostrar e demonstrar isso para todos.”
LOC.: O próximo passo é sistematizar uma inteligência artificial que permita a realização de pesquisas dentro da plataforma e até o cruzamento de informações para gerar comparativos e detalhes customizados para a necessidade de cada usuário.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais paulistas (FACESP), acredita que uma das necessidades que o painel já indica é a revisão estrutural dos gastos públicos.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
"O que nós queremos com essa iniciativa é alertar os parlamentares da importância de uma reforma administrativa urgente, principalmente considerando que em 2027 inicia-se uma nova gestão ou a continuação desta, mas de modo que a gente tem que iniciar a gestão com a reforma administrativa, senão vamos ter problemas na sequência do futuro do Brasil.”
LOC.: O acesso à plataforma é gratuito. A ferramenta permite consultas rápidas, visualização de dados e comparações entre diferentes regiões do país. Para saber mais, acesse: www.gastobrasil.com.br.
Reportagem, Álvaro Couto.