Saúde - Dengue·12 de fevereiro de 2024

Fiocruz deve entregar 600 mil testes de dengue para o Ministério da Saúde em 2024

Infectologista destaca importância do diagnóstico precoce para tratamento eficaz da dengue

Por Landara Lima
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Foto: Carlos André Lemos/Bio-Manguinhos/Fiocruz

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A Fiocruz vai dobrar a produção de testes de dengue a pedido do Ministério da Saúde. Segundo a instituição, além dos 300 mil testes que iriam ser entregues ao longo do ano, outros 300 mil testes emergenciais vão ser ofertados ainda nos primeiros meses de 2024. Os primeiros devem ser entregues nas próximas semanas.

Os testes oferecidos pela Fiocruz são do tipo RT-PCR, feito por biologia molecular. As análises permitem confirmar a infecção e identificar o sorotipo circulante de dengue (1, 2, 3 e 4), além de zika e chikungunya. Existem outros dois tipos de testos, o exame de antígeno NS-1 e a sorologia.

Os testes contra a dengue estão disponíveis em unidades básicas de saúde, hospitais de campanha e laboratórios. Desde maio de 2023, o teste também é oferecido em farmácias. No entanto, o exame precisa ser feito por um profissional da saúde. Não é necessário ter pedido médico para o exame nem estar em jejum.

Conforme a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), o número de exames de dengue realizados na rede privada aumentou 101% na comparação entre as semanas de 31 de dezembro de 2023 a 6 de janeiro de 2024  e a semana de 21 a 27 de janeiro de 2024 (última atualização dos dados).

Quais são os sintomas da dengue

A dengue é uma doença infecciosa que pode ser assintomática (sem sintomas) ou pode apresentar quadros mais graves.  A infectologista Larissa Tiberto destaca os principais sinais da doença. 

“Os sinais e sintomas da dengue são: febre, dores de cabeça, dores abdominais, náusea, vômitos e diarreia, dores articulares e dor no fundo dos olhos. A orientação é que, em caso de suspeita de dengue, procure imediatamente um serviço de saúde, pois a automedicação é extremamente perigosa”, orienta.

A auxiliar de saúde bucal Fabiana Gonçalves, de 45 anos, moradora de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, foi diagnosticada com dengue no início de fevereiro. Ela conta que por ter lúpus — uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, articulações, etc. — a intensidade dos sintomas foram piores.

“Comecei tendo calafrios, febre, muita dor no corpo, moleza, indisposição. Os sintomas foram só piorando. Eu fui para a UBS do Guará, lá eles me atenderam. Fizemos o teste da dengue, que deu positivo. Minhas plaquetas estavam 30.000, então já fui internada. Com a medicação já fui melhorando. Mas a dengue é horrível, é a pior doença que eu já tive. Os sintomas debilitam a gente. A gente fica muito mal, não consegue fazer nada”, comenta.

Por apresentar características clínicas iniciais parecidas com as da gripe e resfriado, o diagnóstico e o tratamento da dengue devem ser feitos o mais rápido possível para evitar complicações graves, como explica a infectologista Larissa Tiberto.

“A importância do diagnóstico precoce é realizar o tratamento de forma precoce, ingerindo muita água e sintomáticos, como analgésico para dor e antitérmico para febre. É extremamente contra indicado o uso de anti-inflamatórios, pois ele pode propiciar a dengue hemorrágica”, destaca. 

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