31/01/2026 12:00h

Obra em Campinas do Sul elimina uso de balsa, reduz custos logísticos e fortalece o escoamento da produção agropecuária

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Após mais de 50 anos de espera, a nova ponte da Barragem do Passo Fundo, em Campinas do Sul (RS), começa a transformar a mobilidade e a logística da região. A estrutura elimina a dependência da balsa, reduz custos no deslocamento diário e fortalece o escoamento da produção agropecuária, beneficiando diretamente 34 municípios e cerca de 300 mil pessoas. O empreendimento recebeu cerca de R$ 14,9 milhões em investimentos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR). Em contrapartida, o estado pagou R$ 7,7 milhões, totalizando um investimento de mais de R$ 22,9 milhões.

Com a entrega da ponte, moradores da região deixaram de depender da balsa para a travessia, que cobrava valores elevados, assegurando mais agilidade, segurança e redução de custos no deslocamento diário. A nova ligação também reaproxima regiões e melhora o escoamento da produção agropecuária, especialmente no transporte de aves e suínos.

“Ver os resultados dessas obras e os depoimentos da população beneficiada aumenta a satisfação e a motivação de toda a equipe. A construção dessa ponte impacta diretamente a vida das pessoas, melhora a logística, amplia a renda e facilita o acesso a serviços essenciais. Resultados como esse, em Campinas do Sul, mostram como a dedicação técnica dos servidores se transforma em benefícios concretos para a população”, afirmou o secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Daniel Fortunato.

Crescimento da atividade econômica

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul foi responsável pela contrapartida de R$ 7,7 milhões, necessária para a conclusão do empreendimento, que já está 100% operacional. A obra fortalece a logística regional e contribui para o crescimento da atividade econômica local, com destaque para a cadeia produtiva avícola, que apresenta crescimento anual médio de 20% — o equivalente a cerca de 4 milhões de frangos por ano — gerando renda e oportunidades de trabalho.

Para quem utiliza o trajeto diariamente, os benefícios são imediatos. O caminhoneiro César Antônio Carbolim, que atua no escoamento da produção, relata a mudança na rotina. “Essa ponte foi um sonho que se tornou realidade. Eu gastava cerca de R$ 220 com balsa para ir e voltar. Agora não pago mais nada. Para nós, isso é sucesso”, afirmou.

O prefeito de Campinas do Sul, Paulo Battisti, destacou a importância da parceria com o Governo Federal, por meio do MIDR, para a viabilização da obra. Segundo ele, a ponte encurtou distâncias, eliminou a dependência da balsa, aumentou a trafegabilidade e gerou economia para o município. “Temos cooperativas do agronegócio, especialmente na área de suínos, que chegam a economizar mais de R$ 300 mil por ano apenas com o fim do uso da balsa. Quando fazemos um balanço geral, percebemos o quanto essa obra representa em economia e desenvolvimento para Campinas do Sul e para toda a nossa comunidade, que aguardava por essa ponte há muitos anos. Hoje, essa realização se tornou possível graças aos investimentos do Governo Federal, por meio do MIDR”, afirmou Paulo Battisti.

Estrutura

A Ponte da Barragem do Passo Fundo possui 247,55 metros de comprimento e 10 metros de largura, com nove apoios e oito vãos. Cada vão conta com quatro vigas, totalizando 32, além de trechos de asfaltamento que garantem melhores condições de trafegabilidade nos acessos e sobre a ponte.

Com investimento conjunto do Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a ponte da Barragem do Passo Fundo consolida-se como uma obra estruturante para o desenvolvimento regional. Além de melhorar a mobilidade e reduzir custos logísticos, a nova ligação impulsiona a economia local, fortalece cadeias produtivas estratégicas e responde a uma demanda histórica da população, traduzindo investimento público em qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

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31/01/2026 10:00h

Especialistas do Inpe, da ANA e da Funceme apresentaram ferramentas que apoiam a antecipação de riscos, a tomada de decisões e o planejamento de ações de Proteção e Defesa Civil

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A primeira edição de 2026 do Bate-Papo com a Defesa Civil abordou como a Defesa Civil identifica riscos e se prepara antes que o desastre aconteça. Nesta edição, o tema foi discutido por especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O debate girou em torno dos produtos climáticos integrados utilizados em ações de Proteção e Defesa Civil - ferramentas fundamentais para antecipar riscos, apoiar a tomada de decisões e proteger vidas, especialmente em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes.

O objetivo da iniciativa foi apresentar os produtos desenvolvidos por cada instituição, demonstrar como esses dados são gerados e, principalmente, mostrar como podem ser utilizados na prática pelas defesas civis em todo o Brasil. O encontro virtual foi transmitido pelo canal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no YouTube e reuniu especialistas que explicaram como a elaboração de materiais e estudos sobre o clima contribui para a prevenção de desastres e para o planejamento de ações que fortalecem a gestão de riscos em nível nacional.

Com mediação da meteorologista Maytê Coutinho, do Departamento de Preparação e Resposta da Defesa Civil Nacional, o evento contou com a participação do pesquisador do Inpe, Fábio Rocha; da coordenadora de Articulação para Gestão de Eventos Climáticos Críticos da ANA, Andressa Daibert; e do diretor técnico da Funceme, Francisco Chagas Vasconcelos.

Fábio Rocha explicou que o Inpe oferece diversos produtos climáticos e meteorológicos à sociedade, como previsões numéricas em várias escalas: do curtíssimo prazo (nowcasting) às previsões sazonais e de mudanças climáticas, além de monitoramentos oceânicos. Segundo ele, o Inpe também atua com produtos voltados ao monitoramento e combate de focos de incêndio. Entre os destaques, está o desenvolvimento do Modelo para Previsão dos Oceanos, Superfícies Terrestres e Atmosfera (MONAN), que busca integrar todas as escalas de previsão. “É um projeto ambicioso que conta com a participação de diversos institutos nacionais, colaborações internacionais, universidades e parceiros. É uma construção conjunta para gerar produtos cada vez melhores para a sociedade”, afirmou.

Representando a ANA, Andressa Daibert falou sobre a atuação da Agência no monitoramento de eventos hidrológicos críticos, como secas e inundações. Ela explicou que, nesse contexto, a ANA tem a atribuição de prevenir e mitigar os efeitos desses eventos, em articulação com o sistema nacional de Proteção e Defesa Civil. “Temos uma Sala de Situação para monitoramento de crises, onde são produzidos boletins e sistemas de informação como o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, a Hidrotelemetria, o Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR) e o Monitor de Secas”, detalhou. Andressa também destacou a coordenação de salas de crise específicas para bacias e sistemas hídricos, reunindo diferentes setores para apoiar a tomada de decisões em momentos críticos.

Francisco Chagas Vasconcelos destacou a forte interação da Funceme com a Defesa Civil estadual e com diversas defesas civis municipais do Ceará. A fundação fornece informações em escalas de nowcasting, previsões numéricas de tempo e climáticas, que auxiliam na tomada de decisões, principalmente em relação a déficits hídricos, tanto para ações emergenciais quanto para o planejamento estratégico do estado. “Estamos avançando em ações voltadas às áreas queimadas, em parceria com a Defesa Civil estadual e a Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças do Clima do Ceará. Também desenvolvemos painéis interativos com monitoramento das condições oceânicas, especialmente do Pacífico e do Atlântico, que apresentam índices sobre o aquecimento ou resfriamento anômalo das águas, traduzidos em imagens e gráficos de fácil compreensão”, explicou.

O Bate-Papo com a Defesa Civil é uma série de encontros virtuais e mensais promovida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e transmitida ao vivo pelo canal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no YouTube. Cada edição traz especialistas para explicar temas ligados à gestão de riscos e desastres, com o objetivo de fortalecer a prevenção, a preparação e a resposta em todo o país.

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30/01/2026 17:30h

Acesso ao microcrédito produtivo orientado promove profissionalização, segurança jurídica e protagonismo das mulheres

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O aroma do angu de milho com galinha caipira exalava da cozinha enquanto Maria do Socorro Conceição Silva, de 50 anos, preparava quiabo e arroz com pequi. Morando com três filhos na comunidade rural Renascer Palmares, em Sobradinho, no Distrito Federal, Maria começou a se dedicar ao cultivo de frutas e legumes. Ela passou a vender pratos típicos da culinária goiana enquanto sonhava em se tornar uma produtora de orgânicos certificada. “Eu plantava e via que o que eu produzia dava muito. Por exemplo, eu não consumia a mandioca toda, acabava estragando. Foi quando percebi que dava para comercializar a minha produção, só que eu tinha que investir um pouco e me aperfeiçoar”, relata.

Ao longo dos anos, a agricultora criou estratégias para vender o excedente de frutos e legumes, com promoções nas redes sociais, entregas de carro pela comunidade e encomendas por telefone. O trabalho era ainda mais intenso porque Maria Conceição tinha que regar toda a horta carregando baldes pela chácara de um hectare, o equivalente a 10 mil metros quadrados.

O cenário começou a mudar em 2025, por meio do Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A oportunidade veio em março, em uma reunião organizada pela Associação dos Produtores Agroecológicos da Comunidade que Sustenta o Extrativismo Renascer Palmares (CSE Repal). Na ocasião, estavam reunidos representantes da Caixa Econômica Federal, da agência de microfinanças Cactvs e da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Após as articulações iniciais, os agentes de microfinanças realizaram reuniões gerais com as famílias, seguidas de atendimentos individualizados para avaliação de cada projeto produtivo. Maria Conceição viu seu sonho ganhar fôlego: “Quando apareceu o empréstimo, eu falei: ‘vou investir!’”.

Com a aprovação de seu cadastro, a produtora rural decidiu que usaria o recurso de R$ 12 mil do microcrédito na construção de um sistema de irrigação. Com esse objetivo, ela adquiriu conexões, canos, bombas, telas e insumos para adubação. Também interligou a um poço artesiano duas caixas d'água, garantindo maior vazão nos sistemas de gotejamento e nos aspersores.

Cerca de dois meses após a liberação do financiamento de Maria Conceição, o projeto ganhou uma nova escala com a adesão de seu filho Yan Lemos Silva, 25, que também contratou um microcrédito no valor de R$ 12 mil. O recurso adicional possibilitou a instalação de um painel para automatizar o sistema de irrigação, que passou a funcionar com horário e volume de água programados. “Nós fizemos orçamentos com três empresas. Uma delas, que vendeu o material, incluía a mão de obra”, explica a agricultora.

O sistema de irrigação ficou pronto no mês passado e deixou Maria Conceição mais otimista. “O difícil é começar. Depois que você começa, você consegue. O empréstimo não é um bicho de sete cabeças, é uma luzinha que vem lá do fundo do poço”, ilustra. “Eu sou a chefe da família, e esse dinheiro veio para ajudar a investir naquele sonho que eu tinha de fazer acontecer”, completa.

Perfil de quem contrata o microcrédito

Dos agricultores familiares que acessaram o programa de microcrédito do MIDR, em parceria com a Caixa, 58% são mulheres. Desde março de 2025, foram assinados 2.722 contratos de financiamento, o que representa a mobilização de R$ 35,45 milhões em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Dos contratos firmados, 79% se referem a operações de crédito no setor da pecuária, e 21% à agricultura.

Articulação na comunidade

A chegada do microcrédito à comunidade Renascer Palmares contou com a articulação da secretária-geral da CSE Repal, Rita de Cássia Borges Corrêa. Liderança comunitária com atuação em diversas frentes no DF, Rita é também vice-coordenadora do Polo de Agricultura Irrigada do DF, espaço no qual teve contato com os agentes de microfinanças da Cactvs. Ela mobilizou a agenda dos agentes e viabilizou reuniões não apenas no Renascer Palmares, mas também nos assentamentos Três Conquistas e Roseli Nunes.

Atualmente, 102 famílias vivem na comunidade Renascer Palmares. Segundo Rita, o programa de microcrédito já causou impacto no cotidiano dos moradores. “Você vê mudanças acontecendo dentro da comunidade. O pessoal está produzindo, está mais seguro, mais confiante. Principalmente as mulheres, que foram a maioria que acessaram. É um recurso que veio para elas”, afirma.

Para além do incremento da renda, a líder comunitária avalia que o microcrédito tem um papel estruturante para territórios em processo de regularização fundiária. A comunidade Renascer Palmares ainda aguarda o reconhecimento formal como assentamento pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o que exige comprovação de produção rural.

“Uma das coisas que o Incra cobra é a produção. E como você vai produzir se não tem dinheiro, se não tem insumo, se não tem acesso ao crédito?”, questiona. Com os contratos firmados, os agricultores passaram a ter documentação bancária, notas fiscais e registros que comprovam a atividade produtiva.

Sensível à realidade dos assentamentos, Rita ressalta que o MPO vai além do financiamento de insumos ou infraestrutura. “No meu caso e no de outras pessoas da comunidade, ele é muito mais do que geração de renda. Ele é identidade”, resume. Para a secretária-geral da CSE Repal, o modelo diferenciado voltado à agricultura familiar garante autonomia para investir de acordo com as necessidades de cada produção e oferece condições compatíveis com a realidade do campo. “Se eu tivesse que definir o microcrédito em uma palavra, seria autonomia financeira e liberdade”, conclui.

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30/01/2026 16:30h

Estão na lista municípios dos estados do Ceará, Piauí e Tocantins

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta sexta-feira (30), a situação de emergência em quatro cidades afetadas por desastres nos estados do Ceará, Piauí e Tocantins. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira mais detalhes abaixo:

Passam por um período de estiagem os municípios de Araripe e Pereiro, no Ceará. Por outro lado, a cidade de Bom Jesus, no Piauí, foi castigada por fortes chuvas, enquanto Palmas, capital de Tocantins, obteve o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de vendaval.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Como solicitar recursos 

Os municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Defesa Civil Nacional avalia os planos de trabalho enviados e, após a aprovação, publica portaria no DOU com os valores a serem liberados. 

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Com informações do MIDR

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29/01/2026 19:50h

Estão na lista municípios de Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quinta-feira (29), a situação de emergência em cinco cidades afetadas por desastres nos estados de Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira mais detalhes abaixo:

Passam por um período de estiagem os municípios de Ouro Branco, em Alagoas, e Pombal, na Paraíba. Já Caiçara do Norte, no Rio Grande do Norte, enfrenta a seca, que é um período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.

Por outro lado, as cidades de Pescador, em Minas Gerais, e São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, foram castigadas por fortes chuvas.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Como solicitar recursos 

Os municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Defesa Civil Nacional avalia os planos de trabalho enviados e, após a aprovação, publica portaria no DOU com os valores a serem liberados. 

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Com informações do MIDR

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29/01/2026 04:50h

Conectividade viabilizou atendimento rápido ao princípio de infarto

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Entre as mais de 1.040 Unidades Básicas de Saúde (UBS) com pontos de banda larga gratuita instalados, sendo 191 em territórios indígenas, um atendimento de urgência se destacou em 2025. O princípio de infarto do cacique Boe Bororo Aridio Apo só obteve socorro rápido porque havia internet na UBS da aldeia indígena de Piebágas, em Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso. 

A UBS de Piebágas é uma das 60 unidades de saúde conectadas em Mato Grosso via programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações (MCom). O sinal chega por satélite, com antenas instaladas pela Telebras, levando conectividade a regiões onde o acesso à comunicação ainda é um desafio. Além de Piebágas, a aldeia Arareal já conta com o serviço.

O cacique explica que a internet fez a diferença na celeridade do atendimento: “Além de pedir o carro mais rápido, já deixou a equipe da UPA esperando. E não precisamos passar pela Casai, que é fora da cidade”. 

Esposa de Aridio, a costureira Eliete Aruaruabororo reforça que a internet mudou a rotina da comunidade indígena. “É impossível pensar em saúde indígena sem internet. Dependemos dela para falar com médicos e enfermeiros. Nossa reserva fica longe de Rondonópolis, onde estão os atendimentos mais complexos. Aqui não conseguimos fazer ligação telefônica, mas com o wi-fi conseguimos falar pelo WhatsApp e pedir ajuda rapidamente”, disse. 

Aridio Apo pontuou ainda a necessidade de conectividade para além da saúde.  
“Quando a pessoa quer, por exemplo, quer fazer um curso à distância, tem que ter uma internet que não fique oscilando. A gente se comunica com as outras aldeias: ‘como que tá?’, ‘como tá passando?’. Porque a gente tem parente em todas as
aldeias. Então a gente vive através da comunicação também.”

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o caso evidencia o impacto direto da conectividade na vida das pessoas. “A internet transforma a realidade de comunidades isoladas. A agilidade no socorro ao senhor Aridio mostra como a saúde precisa estar conectada. Nosso compromisso é mapear áreas sem acesso adequado e levar inclusão digital a todas essas unidades”, afirmou.

O MCom avalia que a chegada do 5G deverá ampliar ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias à distância.
 

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28/01/2026 18:30h

Recursos serão usados em ações de resposta em cidades de Minas Gerais, Pará e Maranhão

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou, nesta quarta-feira (28), o repasse de R$ 3,6 milhões para ações de resposta no estado do Acre e em mais dez municípios afetados por desastres. Receberão recursos cidades de Minas Gerais, Pará e Maranhão. As portarias com a liberação do valor foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira abaixo:

Os recursos foram autorizados a partir de critérios técnicos que levam em conta a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as necessidades apresentadas nos planos de trabalho enviados pelas prefeituras.

Como solicitar recursos

Estados e municípios que tiverem o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar apoio ao MIDR. As solicitações são feitas pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Após análise e aprovação da equipe técnica da Defesa Civil Nacional, os repasses são formalizados em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

As informações são do MIDR

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28/01/2026 17:30h

Estão na lista municípios dos estados da Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quarta-feira (28), a situação de emergência em cinco cidades afetadas por desastres nos estados da Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira mais detalhes abaixo:

Foram castigados por fortes chuvas os municípios de Cotriguaçu, no Mato Grosso; Cândido Godói, no Rio Grande do Sul, e Ibicaré, em Santa Catarina.

Por outro lado, passam por um período de estiagem as cidades de Marcionílio Souza, na Bahia, e São João do Cariri, na Paraíba.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Como solicitar recursos 

Os municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Defesa Civil Nacional avalia os planos de trabalho enviados e, após a aprovação, publica portaria no DOU com os valores a serem liberados. 

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Com informações do MIDR

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27/01/2026 17:00h

Estão na lista municípios dos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta terça-feira (27), a situação de emergência em 10 cidades afetadas por desastres nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira mais detalhes abaixo:

Passam por um período de estiagem os municípios de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia; Deputado Irapuan Pinheiro, Jaguaribara e Salitre, no Ceará, e Bernardino Batista, na Paraíba. Já a cidade de Serra Negra do Norte, no Rio Grande do Norte, enfrenta a seca, que é um período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.

Por outro lado, Capinópolis, em Minas Gerais; Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e São João Batista, em Santa Catarina, foram castigadas por fortes chuvas, enquanto Mário Campos, em Minas Gerais, foi atingida por alagamentos.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Como solicitar recursos 

Os municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Defesa Civil Nacional avalia os planos de trabalho enviados e, após a aprovação, publica portaria no DOU com os valores a serem liberados. 

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

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26/01/2026 18:30h

Recursos serão usados em ações de resposta em cidades do Acre, Maranhão, Bahia, Pará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou, nesta segunda-feira (26), o repasse de R$ 3 milhões para ações de resposta em nove municípios afetados por desastres.

Receberão recursos as cidades de Epitaciolândia, no Acre, Nova Olinda do Maranhão, no Maranhão, Santa Maria da Vitória e Macaúbas, na Bahia, Cumaru do Norte e Garrafão do Norte, no Pará, Joaíma e Laranjal, em Minas Gerais, e Floriano Peixoto, no Rio Grande do Sul.

As portarias com a liberação dos recursos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira:

Os recursos foram autorizados a partir de critérios técnicos que levam em conta a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as necessidades apresentadas nos planos de trabalho enviados pelas prefeituras.

Como solicitar recursos

Estados e municípios que tiverem o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar apoio ao MIDR. As solicitações são feitas pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Após análise e aprovação da equipe técnica da Defesa Civil Nacional, os repasses são formalizados em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

As informações são do MIDR

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