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LOC.: O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, afirmou que os estados têm enfrentado dificuldades na compra internacional de produtos de saúde.
A alta demanda no mercado nacional fez com que as gestões estaduais buscassem alternativas em países que são pioneiros na exportação de insumos de saúde, como China, Índia e nações membras da União Europeia.
Como um dos principais entraves, Lula destaca a forte concorrência de diversos países na compra de medicamentos e materiais hospitalares.
TEC./SONORA: Carlos Lula, presidente do Conass.
“A compra internacional de produtos de saúde não é uma constante no Brasil. A pandemia nos levou com tudo para o mercado exterior. Foram tentadas compras na China, compras na Europa, na Índia. Parte delas fracassaram porque havia uma guerra internacional. Parte das compras, por exemplo, tiveram que parar em Miami e o governo dos Estados Unidos solicitou.”
LOC.: As compras internacionais são feitas por meio de licitações e são divididas em quatro grupos principais: medicamentos, suprimentos médicos, equipamentos de tecnologia médica e produtos de proteção individual. Os principais produtos importados pelo Brasil neste momento são os de tecnologia médica e de proteção individual.
Na avaliação da professora de economia da PUC-SP e especialista em conjuntura econômica nacional internacional e globalização, Márcia Flaire Pedroza, além da concorrência internacional, a burocracia da importação é outro fator que dificulta a aquisição de insumos e medicamentos de fora do Brasil.
TEC./SONORA: Márcia Flaire Pedroza, professora.
“Talvez o Ministério da Saúde podia assumir essas aquisições dos estados, em um grupo único, maior, o que propicia obviamente uma melhor negociação. Também o Itamaraty precisaria atuar junto às Câmaras de Comércio Internacional para facilitar o acompanhamento dessas compras e tentar reduzir, nessas negociações, as burocracias existentes principalmente referentes às importações.”
LOC.: Em meio a reclamações de estados e municípios da falta de medicamentos e insumos, o Ministério da Saúde anunciou uma cotação junto à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para compra emergencial no mercado internacional. A pasta também iniciou uma requisição administrativa para possibilitar o atendimento emergencial das demandas de estados e municípios.