Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Empresas de saneamento têm até 2032 para adotar contabilidade regulatória, aprova ANA

Norma aprovada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico estabelece regras para padronizar procedimentos contábeis e melhorar o acompanhamento econômico-financeiro dos prestadores de serviços

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As empresas de saneamento terão até 2032 para adotar práticas de contabilidade regulatória, conforme norma de referência aprovada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A medida estabelece critérios para padronizar os procedimentos contábeis dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário e melhorar o acompanhamento econômico-financeiro do setor.

A decisão foi tomada durante a 958ª Reunião Deliberativa Ordinária, realizada na sede da Agência, em Brasília.

Confira os objetivos da norma:

  • Padronizar os procedimentos contábeis regulatórios;
  • Permitir o acompanhamento da evolução do desempenho econômico-financeiro dos prestadores;
  • Aumentar a confiabilidade das informações financeiras;
  • Evitar distorções em processos de indenização.

A medida também prevê que as Entidades Reguladoras Infranacionais (ERIs) terão três anos, a partir da publicação da resolução, para incorporar as diretrizes da ANA aos próprios atos normativos.

A norma estabelece, ainda, que caberá a cada ERI definir a periodicidade de envio das informações contábeis e patrimoniais, seguindo suas condições operacionais e contratuais. Pelo normativo, as entidades reguladoras também poderão exigir ou dispensar auditoria independente, com base em critérios de risco, materialidade e relevância. Segundo a ANA, o acesso aos dados contábeis detalhados ficará restrito às ERIs.

Contabilidade regulatória

A norma foi relatada pela diretora-presidenta interina Cristiane Battiston. Em nota, ela pontuou que a medida deve proporcionar maior uniformidade e segurança ao setor por meio de práticas homogêneas, transparentes, padronizadas e comparáveis. 

O documento começou a ser elaborado no início em 2022 e teve duas rodadas de consulta pública. Ao longo do processo, a ANA recebeu 621 contribuições, posteriormente desdobradas em 628 manifestações analisadas pela área técnica. Além disso, foram realizados sete webinários destinados a diferentes públicos do setor e uma audiência pública.

Saneamento básico

A legislação prevê que, até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% conte com coleta e tratamento de esgoto. Para avançar no objetivo, é preciso que haja expansão das redes, novas estruturas de tratamento e investimentos contínuos nos municípios. 

Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon), divulgado no início de agosto, revelou que o setor registrou investimentos de cerca de R$ 29,1 bilhões em 2024. Apesar da ampliação dos aportes, o país ainda enfrenta desafios para universalizar os serviços de água e esgoto.

Atualmente, nove projetos que preveem melhorias para o setor estão em fase de estruturação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e podem beneficiar mais de 18 milhões de brasileiros em 625 municípios.

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LOC: Empresas de saneamento terão até 2032 para adotar práticas de contabilidade regulatória.A medida está prevista em uma norma de referência aprovada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a ANA.

O objetivo é padronizar os procedimentos contábeis dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário e melhorar o acompanhamento econômico-financeiro do setor.A norma também busca aumentar a confiabilidade das informações financeiras e evitar distorções em processos de indenização.

As Entidades Reguladoras Infranacionais terão três anos, a partir da publicação da resolução, para incorporar as diretrizes da ANA aos próprios atos normativos. Cada entidade também poderá definir a periodicidade para o envio das informações contábeis e patrimoniais, de acordo com as condições operacionais e contratuais.

A ANA informa, ainda, que os dados contábeis detalhados ficarão restritos às entidades reguladoras.

A norma começou a ser elaborada em 2022 e passou por duas consultas públicas. Ao todo, foram recebidas SEISCENTAS E VINTE E UMA contribuições, que resultaram em SEISCENTAS E VINTE E OITO manifestações analisadas pela área técnica, além de sete webinários e uma audiência pública.

A medida ocorre em meio ao desafio de universalizar o saneamento básico no país. Pela legislação, até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% deve contar com coleta e tratamento de esgoto.

Em 2024, os investimentos no setor chegaram a cerca de 29 bilhões e 100 milhões de reais, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento, a Abcon.

Atualmente, nove projetos de saneamento estão em fase de estruturação pelo BNDES. As iniciativas podem beneficiar mais de DEZOITO MILHÕES  de brasileiros em SEISCENTOS E VINTE E CINCO municípios.

Com informações da  Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico , Bianca Mingote