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LOC.: Sondagem da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, mostra que 97% das indústrias brasileiras seriam impactadas por uma eventual redução da jornada de trabalho. Além disso, 73% dos empresários do setor são contrários à adoção da medida por lei.
Entre as principais preocupações apontadas pelas empresas estão o aumento dos custos, a perda de competitividade e a redução da capacidade produtiva.
A sondagem também mostra ampla resistência às propostas em discussão no Congresso Nacional. Três em cada quatro indústrias são contrárias à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas; e seis em cada dez empresas rejeitam o fim da escala 6x1.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que a discussão sobre a redução da jornada e o fim da escala 6x1 seja conduzida com profundidade, responsabilidade e com base em dados técnicos, para que eventuais mudanças gerem benefícios para trabalhadores, empresas e para o país.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Todo o setor produtivo também tem interesse que isso seja uma conquista. Também tem interesse que o nosso trabalhador possa ter mais tempo, até mesmo para consumir. Mais tempo para a sua família, mais tempo para o seu lazer, mais tempo para a sua cultura.”
LOC.: O presidente da CNI ressalta que o debate deve considerar o atual cenário econômico e geopolítico para evitar efeitos adversos sobre a atividade produtiva.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Não estamos nas mesmas variáveis que existiam quando foi reduzido de 48 horas para 44. As variáveis econômicas e a conjuntura geopolítica são outras. Então nós temos que trabalhar com responsabilidade para que essa conquista aconteça da forma certa, no tempo certo.”
LOC.: Segundo Alban, a CNI tem levado a visão da indústria aos diferentes fóruns de debate e diálogo sobre o tema.
Reportagem, Paloma Custódio. Locução, Bianca Mongote.