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LOC.: Até o último dia 7 de agosto, QUINZE municípios brasileiros estavam bloqueados para recebimento do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. A maioria dessas cidades está localizada em Minas Gerais, que conta com cinco entes impedidos. Na sequência aparece Goiás, com três. O próximo repasse está previsto para esta segunda-feira, 10 de agosto.
As prefeituras de todo o país partilham, neste decêndio, a primeira parcela de agosto do FPM. O total é de R$ 8,9 bilhões.
O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que o bloqueio pode ocorrer por diferentes motivos, como dívidas com a União, parcelas atrasadas de empréstimos ou a falta de prestação de contas.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Devem procurar saber, inicialmente, qual é o motivo do bloqueio se por algum débito junto ao INSS ou mesmo parcelas em atraso de empréstimos contraídos com o aval da União ou, ainda, o que é muito comum e muito simples de se resolver: a não entrega dos relatórios obrigatórios pela lei de responsabilidade fiscal – que é a aplicação mínima em recursos de saúde e educação."
LOC.: Os municípios que estão impedidos de receber os repasses são: Taperoá, na Bahia; Barra de São Francisco, no Espírito Santo; Araguapaz, Estrela do Norte e Planaltina, em Goiás; Campanário, Caparaó, Cataguases, Iguatama e Unaí, em Minas Gerais; Caarapó, em Mato Grosso do Sul; Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso; Nova América da Colina, no Paraná; Porto Real, no Rio de Janeiro; e Paranã, no Tocantins.
Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, precisa conhecer o motivo e regularizar a situação.
Em caso de inclusão na lista de bloqueadas do FPM, a prefeitura não perde os recursos de forma definitiva, os quais ficam apenas congelados enquanto as pendências não são regularizadas.
Reportagem, Bianca Mingote