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LOC: O Tribunal de Contas da União identificou situações de risco nas finanças das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, as EFPC, patrocinadas por órgãos públicos federais.
O monitoramento analisou dados de 2022 a 2025 e envolveu 31 entidades, responsáveis por 74 planos de benefícios previdenciários.
Entre os problemas identificados pelo TCU estão as perdas em ativos de crédito privado, planos com déficit e ativos de maior volatilidade, dificuldades na avaliação de investimentos que não têm preço de mercado e rentabilidade abaixo das metas atuariais.
Segundo o Tribunal, esses fatores podem aumentar o risco de não recuperação total de valores investidos e dificultar o pagamento de benefícios no futuro, especialmente nos planos que já apresentam déficit atuarial e mantêm investimentos de maior risco.
As entidades analisadas administravam, juntas, cerca de SEISCENTOS E SETENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS em investimentos e reuniam aproximadamente NOVECENTOS E NOVENTA E CINCO MIL participantes, entre ativos, aposentados e pensionistas.
Apesar dos riscos apontados, os investimentos das EFPC tiveram rentabilidade acumulada de 47,5% entre 2022 e 2025, sendo superior à meta de referência.
O monitoramento identificou que a situação atuarial oscilou. Em 2022, havia um déficit de R$ 18,7 bilhões. Em 2023, o resultado passou para um superávit de R$ 4,5 bilhões. Em 2024, o déficit voltou e chegou a R$ 15 bilhões. Já em 2025, houve superávit de 5 bilhões e 100 milhões de reais.
O TCU ressaltou, porém, que os déficits estão concentrados em poucos planos de grande porte. Por isso, é necessário ter atenção, já que o saldo positivo geral pode, segundo o Tribunal – ABRE ASPAS “disfarçar problemas localizados” – FECHA ASPAS;
O processo é relatado pelo ministro Bruno Dantas. E o Tribunal concluiu que o monitoramento foi eficaz para identificar riscos e orientar ações de controle, mas afirmou que a metodologia pode ser aprimorada nos próximos ciclos.
Com informações do Tribunal de Contas da União, Bianca Mingote