
Voltar
LOC: A indústria química brasileira já conta com uma base diversificada de mercados internacionais que pode ser ampliada diante do novo cenário do comércio exterior.
A avaliação é da Associação Brasileira da Indústria Química, a Abiquim, ao analisar o Plano de Diversificação de Exportações “Caminhos + Negócios”, lançado pela ApexBrasil, em meio ao aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Em 2025, o setor exportou 15 bilhões e meio de dólares. Desse total, cerca de 2 bilhões e 130 milhões de dólares tiveram os Estados Unidos como destino. O montante representa 14¨% do total.
Segundo a Abiquim, apesar da importância do mercado norte-americano, a indústria química brasileira já possui relações comerciais consolidadas com outros países, como China, Colômbia, Chile, México e Uruguai, além de mercados europeus como Espanha, Itália e França.
Para a entidade, essa presença internacional pode ser utilizada para impulsionar o processo de diversificação.
A estratégia é aprofundar relações comerciais já existentes e ampliar a participação de produtos que hoje estão mais concentrados nos Estados Unidos, como químicos orgânicos, aditivos industriais e materiais médico-hospitalares.
Entre as ações do Plano “Caminhos + Negócios” avaliadas positivamente pela Abiquim estão as rodadas de negócios, a consultoria especializada, a Bolsa Exportação e o Painel de Diversificação.
A entidade também defende a continuidade das negociações em Washington para ampliar as isenções tarifárias para produtos brasileiros.
Segundo a Abiquim, a combinação entre a defesa dos interesses do Brasil no mercado norte-americano e a abertura de novas oportunidades pode ajudar a indústria química brasileira a preservar mercados e ampliar sua presença no comércio internacional.
Com informações da Associação Brasileira da Indústria Química, Bianca Mingote