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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta quinta-feira, 20 DE AGOSTO, QUASE UM BILHÃO E NOVECENTOS MILHÕES DE REAIS do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O valor é cerca de 26% maior do que o repassado no segundo decêndio de agosto de 2025, quando as prefeituras receberam cerca de UM BILHÃO E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS.
O especialista em orçamento Cesar Lima avalia que o resultado positivo do repasse, aliado à desaceleração da inflação, pode garantir um ganho real aos municípios ao longo do ano.
Ele também orienta que os gestores apliquem os recursos de forma coordenada.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“É um valor 26% maior que no mesmo período do ano passado, o que indica o bom desempenho deste componente de transferência legal para os municípios. Tivemos um mês com uma inflação muito baixa, então temos uma inflação decrescente, o que pode no final do exercício nos dar, realmente, um ganho real do FPM para os municípios. É muito importante que os gestores saibam aplicar muito bem esses recursos, uma vez que eles não têm uma função definida, eles não são atrelados a nenhum tipo de gasto
LOC: Entre os estados, São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de agosto, com mais de DUZENTOS E TRINTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Araçatuba, Campinas e Pindamonhangaba, com valores superiores a UM MILHÃO DE REAIS CADA.
Minas Gerais aparece na sequência, com pouco mais de DUZENTOS E TRINTA E DOIS MILHÕES. Entre os municípios mineiros que recebem os maiores valores estão Betim, Contagem e Divinópolis, todos acima de UM MILHÃO DE REAIS.
Apesar do repasse, 25 municípios estão temporariamente impedidos de receber recursos do FPM. A lista inclui cidades de todas as regiões do Brasil, em estados como Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins, entre outros. Já entre os municípios com repasses bloqueados estão Unaí, em Minas Gerais; Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, e Taperoá, na Bahia.
Conforme o Tesouro Nacional, os bloqueios ocorrem por vários motivos, como falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias com o INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União e ausência de informações no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde, o SIOPS.
A suspensão é temporária e o repasse volta a ser feito depois que o município regulariza a pendência.
O FPM é uma transferência obrigatória da União para as prefeituras, formada por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI.
Os repasses são feitos aos municípios a cada dez dias, e podem ser usados pelas prefeituras em áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Reportagem, Bianca Mingote