Foto: Marquezan Araújo/Brasil 61
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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

Recursos da CFEM foram arrecadados em julho e distribuídos na última semana pela Agência Nacional de Mineração

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Mais de R$ 400 milhões arrecadados com a exploração mineral foram repassados recentemente a estados, ao Distrito Federal e a municípios produtores. Os recursos correspondem à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalty da mineração, arrecadada em julho e distribuída pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Do valor total, cerca de R$ 90 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios ficaram com mais de R$ 350 milhões. Entre os estados, Minas Gerais lidera o recebimento dos recursos, com mais de R$ 40,3 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 37,5 milhões.

Um relatório divulgado pela ANM disponibiliza a relação completa dos valores distribuídos por estados e municípios.

Nova plataforma

O mês de julho deu início à transição do sistema de arrecadação da CFEM, que passou a ser operado pela Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM) no dia 7 de julho de 2026. Segundo a ANM, a nova plataforma foi responsável por 88,92% da arrecadação total.

A modernização também incluiu o Pagtesouro, sistema para pagamento de pix, como modalidade de pagamento disponível. A ferramenta registrou 1.129 operações, o que representa 11,55% das transações do período.

Regras para a utilização dos recursos da CFEM

Pela legislação, os recursos da CFEM não podem ser empregados no pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas junto à União ou a entidades federais. Além disso, os valores também não podem ser usados para custear despesas permanentes com pessoal.

No entanto, há uma exceção para a área da educação. Nesse caso, os recursos podem ser aplicados em despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, principalmente os que atuam na educação básica em tempo integral.

A norma também determina que, preferencialmente, pelo menos 20% da arrecadação seja utilizada em iniciativas voltadas à diversificação econômica, à exploração mineral sustentável e ao desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas.

Transparência 

Estados, Distrito Federal e municípios que recebem a compensação devem divulgar anualmente a forma como os recursos foram utilizados. A exigência segue as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

Os valores detalhados dos repasses podem ser consultados nos portais da Agência Nacional de Mineração e do Banco do Brasil.
 

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LOC.: Estados, Distrito Federal e municípios produtores receberam recentemente mais de QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS em recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, a CFEM, conhecida como royalty da mineração.

Do valor total, cerca de R$ 90 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios ficaram com mais de R$ 350 milhões. 

Entre os estados, Minas Gerais lidera o recebimento dos recursos, com mais de R$ 40,3 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 37,5 milhões.

O mês de julho deu início à transição do sistema de arrecadação da CFEM, que passou a ser operado pela Plataforma de Gestão de Recursos Minerais.

A modernização também incluiu o Pagtesouro, sistema para pagamento de pix, como uma nova modalidade de pagamento disponível. 

Segundo a ANM, os recursos não podem ser utilizados para quitar dívidas, exceto aquelas mantidas com a União ou órgãos federais. Também é proibido usar os valores para custear despesas permanentes com pessoal.

Uma exceção é a área da educação. Nesse caso, os recursos podem ser destinados ao pagamento de despesas educacionais, como salários de professores da rede pública, principalmente na educação básica em tempo integral.

A norma também estabelece que, preferencialmente, pelo menos 20% da arrecadação seja aplicada em ações de diversificação econômica, desenvolvimento sustentável da atividade mineral e pesquisas científicas e tecnológicas.

Além disso, estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar todos os anos como os recursos foram usados, conforme a Lei de Acesso à Informação.

Os valores detalhados dos repasses podem ser consultados nos portais da Agência Nacional de Mineração e do Banco do Brasil.

Reportagem, Bianca Mingote