Covid - Covid-19·03 de novembro de 2021

Covid-19: outubro registrou o menor número de óbitos desde abril de 2020, no Brasil

No mês passado, o Ministério da Saúde registrou 11 mil mortes pela Covid-19, sendo que em abril de 2020 foram 5,7 mil. Além disso, o número de casos e mortes caiu 90% nos últimos sete meses, resultados da Campanha de Vacinação

Por Paloma Custódio
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O Brasil fechou o mês de outubro com o menor número de mortes pela Covid-19 desde abril de 2020. Segundo o Ministério da Saúde, 11 mil pessoas morreram pela doença no mês passado. Já em abril de 2020 foram registrados 5,7 mil óbitos pela doença. 

De acordo com a pasta, a redução no número de mortes pela Covid-19 vem sendo registrada desde junho deste ano, com o avanço dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. 

Durante a conferência “As ações do Brasil no enfrentamento da Covid-19”, que aconteceu em Portugal, no início da semana passada, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga destacou a força do SUS no combate à pandemia.

"Nesse período de sete meses em que estou à frente do Ministério da Saúde, nós tivemos uma redução de 90% dos casos e de 90% dos óbitos. Isso não é uma ação desse ministro, é uma ação do Sistema Único de Saúde, que tem como principal política a Campanha de Vacinação contra Covid-19", comentou.

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Vacinação

Segundo informações mais recentes do Ministério da Saúde, de 03 de novembro, a pasta enviou 334.915.512 doses de vacinas contra o coronavírus a todas as Unidades da Federação; quantidade suficiente para vacinar todos os grupos prioritários e todos os adultos com pelo menos uma dose. O MS segue agora com novas etapas para aplicar a terceira dose do imunizante em idosos com mais de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais da saúde, além da imunização dos adolescentes e a segunda dose da população em geral.

O Vacinômetro do Ministério da Saúde mostra que 87,6% do público-alvo, cerca de 155 milhões de brasileiros, já foram imunizados com a primeira dose. Outros 120,7 milhões tomaram a segunda dose ou a dose única, o que representa cerca de 68,1% da população vacinável.

O ministro também falou sobre a estratégia do governo federal para aquisição de vacinas. “Os esforços para imunizar a população brasileira não são do ano de 2021. Eles começaram em maio de 2020, através de uma encomenda tecnológica feita à farmacêutica Astrazeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, que desenvolveu a vacina Astrazeneca. O Brasil alocou cerca de R$ 2 bilhões de reais com essa encomenda tecnológica e hoje já é possível produzir vacinas com insumo farmacêutico ativo produzido na Fundação Oswaldo Cruz", afirmou Queiroga.

Este ano, o governo federal encomendou mais de 550 milhões de vacinas, a serem entregues até o final de 2021, suficientes para imunizar toda a população brasileira com as duas doses. A relação das doses adquiridas e contratadas, bem como seus respectivos laboratórios, está disponível no portal Vacinômetro.

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Números Covid-19

Nesta quarta-feira (03), o Brasil registrou mais 16.661 casos e 164 óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.835.785  milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,17%,). O índice médio de letalidade do País está em 2,78%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,45%
  • AM    3,22%
  • PE    3,17%
  • MA    2,83%
  • PA    2,80%
  • GO    2,67%
  • AL    2,62%
  • PR    2,60%
  • CE    2,60%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,43%
  • RS    2,42%
  • PI    2,18%
  • BA    2,17%
  • SE    2,17%
  • ES    2,13%
  • DF    2,12%
  • AC    2,10%
  • PB    2,07%
  • RN    1,98%
  • TO    1,70%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

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