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LOC.: Com o fim do registro de candidaturas no último sábado, o Tribunal Superior Eleitoral contabilizou 7.620 concorrentes ao cargo de deputado federal nas eleições deste ano. Quase 20% a menos do que em 2022.
A disputa em outubro é de aproximadamente 15 candidatos para cada uma das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, mas a relação varia de acordo com cada estado. No entanto, todas essas diferenças e proporções podem mudar, já que a Justiça Eleitoral ainda vai analisar os pedidos de candidatura.
A baixa procura deve impulsionar candidatos à reeleição, e pode explicar também o fenômeno da pouca renovação no Legislativo. Dos 513 deputados em exercício, 437 devem disputar a renovação por mais quatro anos no cargo, 85% do total. Em 2022, foram 448, 87%.
Uma análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar avalia que os parlamentares em exercício possuem vantagens ainda mais proeminentes do que em anos anteriores, como alto valor de emendas parlamentares individuais e de verba de gabinete para despesas do mandato, contratação de assessores, recursos do Fundo Eleitoral, além de mais acesso a grupos políticos de grande influência.
Apesar da diminuição da concorrência, o perfil dos candidatos também mudou. A representatividade das mulheres saiu de 35% para 37% em relação a 2022, aumentou de 68% para 71% a proporção de candidatos com nível superior, o número de candidatos indígenas cresceu de 50 para 75 e há 24 pessoas transgênero candidatas ante 19 na última eleição.
Reportagem, Álvaro Couto.