Saúde - Mosquito·21 de janeiro de 2022

Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul monitora doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Estado realiza levantamentos frequentes para evitar proliferação do mosquito e aumento de casos de doenças

Por Tatiana Azevedo
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O estado do Mato Grosso do Sul tem promovido ações preventivas e de caráter emergencial para conter o aumento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nos seus 79 municípios, e assim evitar que a população contraia dengue, zika e chikungunya.

O assessor militar da Secretaria de Saúde, coronel Marcelo Fraia, destaca que as medidas envolvem o estado e entidades que formam o Comitê de Combate às Arboviroses, com a entrega de insumos,  equipamentos de proteção individual e campanhas de sensibilização de moradores e comerciantes, lembrando que a limpeza é fundamental para conter o mosquito.

Para adoção das medidas, o estado realiza o Levantamento Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, que consiste num mapeamento da infestação do mosquito Aedes aegypti. O Lira é dado pelo percentual do número de imóveis com focos do mosquito, entre os escolhidos de uma região em avaliação.

Com base nesses registros, o coronel Marcelo informa os pontos de alerta na região “As regiões mais críticas, ou seja, aquelas com maior risco no estado, conforme o último Lira, estados e municípios de Rio Negro, Ladário, Caracol, Brasilândia e Antônio João.”

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

https://brasil61.com/n/dengue-mais-de-70-dos-casos-se-concentram-em-cerca-de-200-municipios-nas-demais-cidades-tambem-devem-agir-aede223000

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes. Portanto, cada um deve assumir a responsabilidade dentro de sua casa, do seu local de trabalho”, incentiva o  coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. Ele lembra que o mosquito da dengue é um vetor muito adaptado ao meio urbano. Cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti estão dentro das casas. 

Colocar areia nos pratinhos de planta é uma boa alternativa. Se precisar guardar potes e garrafas, vire-os de cabeça para baixo. É importante que ralos tenham telas de proteção ou sejam fechados quando não estiverem em uso. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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