Em 2021, o Distrito Federal registrou 3.800 casos de dengue, uma redução de 70 por cento em relação ao ano anterior. A região norte do DF foi a responsável pela maior incidência, mas apenas a cidade de Planaltina teve aumento de casos, o que reforça a necessidade da população continuar tomando medidas de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Para o diretor de Vigilância em Saúde do Distrito Federal, Jadir Costa, os números são resultado de ações frequentes no combate ao mosquito. “No DF a gente tem a atuação da sala distrital de controle das arboviroses. São vários órgãos unidos nessa sala para ações. Por exemplo, nós temos o DER, o DF Legal, que seria a nossa agência de fiscalização; então se tem algum tipo de veículo abandonado que possa ter foco, os outros órgãos atuam também, fazem a remoção do veículo. Isso aí foi feito ao longo de todo o ano de 2021. E continuaremos com as ações ao longo de 2022.”
Para que os números continuem em queda, apesar do controle público, é importante que a população também se mantenha vigilante. Medidas simples, que não exigem muito esforço nem tempo, podem ser adotadas. Jadir Costa lembra que é necessário fazer uma inspeção semanal em casa, pelo menos uma vez por semana, observando possíveis focos de água parada, limpeza de calhas e caixas d´água.
Para quem tem animais domésticos em casa, até os recipientes de comida e água devem ser vistoriados, e mantidos sempre limpos. O diretor de vigilância também destaca que no caso de dores de cabeça ou dores pelo corpo, é preciso procurar o serviço de saúde para um correto diagnóstico e tratamento adequado.
Situação do País
O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.
O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.
Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos
Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:
- Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
- Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
- Feche bem os sacos e lixo.
- Guarde os pneus em locais cobertos.
- Tampe bem a caixa-d´água.
- Limpe as calhas.
Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.