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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Agência Brasil

Covid-19 dá sinais de desaceleração em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas se aproxima do pico em Minas Gerais

Brasil 61 fez um levantamento do panorama da pandemia da Covid-19 em cada um dos estados. Confira.


Ao passo em que dá sinais de desaceleração em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a pandemia da Covid-19 avança sobre o estado de Minas Gerais, que pode passar pelo pico da curva de contaminação nesta semana, de acordo com estimativa das autoridades locais.

Para te ajudar a entender qual o panorama da Covid-19 nos quatro estados da região Sudeste, o Brasil 61 fez um levantamento dos principais indicadores e dos posicionamentos recentes dos governadores locais sobre o tema. Especialistas apontam que a situação de Minas Gerais e a interiorização da doença em solo paulista são as preocupações do momento.

São Paulo

Dados apontam que a pandemia da Covid-19 está desacelerando em São Paulo. De acordo com o governo estadual, já são três semanas seguidas de queda no número de mortes por causa do novo coronavírus. Na última semana, foram 1.706 vítimas, 27 a menos do que na anterior. Os índices, no entanto, indicam a preocupação com o avanço da doença no interior do estado que, ao contrário da capital e da Região Metropolitana, teve crescimento de 12% no número de óbitos.
 
Campinas exemplifica a situação. Recentemente, a cidade foi reclassificada e, agora, está na fase vermelha do plano, que proíbe o funcionamento de todos os serviços e atividades considerados não essenciais. O mesmo ocorre nas regiões de Ribeirão Preto e Araçatuba, por exemplo. Na última semana, outras regiões, como Presidente Prudente, Bauru e Marília conseguiram sair da fase e avançaram para a laranja.

Segundo Valdes Roberto Bollela, professor de Infectologia da Universidade de São Paulo (USP), a Covid-19 vem se alastrando pelo interior paulista após atingir a Grande São Paulo com mais força nos meses anteriores. “A gente estava vendo um grande número de casos em São Paulo e, no interior, as coisas estavam bem devagar. De repente começou a aumentar e nas últimas duas, três semanas, nós estamos com leitos de enfermaria e de CTI bem próximos do limite, inclusive porque houve abertura de vários serviços no momento em que a doença estava crescendo aqui”, explica.

Desde junho, o governo paulista põe em prática o “Plano São Paulo”, que estabeleceu a retomada da atividade econômica. Os 17 Departamentos Regionais de Saúde estão divididos segundo uma escala de cinco níveis de abertura. Os critérios para a retomada são a ocupação dos leitos de UTI, o número de novas internações e de óbitos. A capital está na fase 3 (amarela) do plano de retomada, o que permite que bares, restaurantes, salões de beleza e barbearias funcionem, por exemplo, além dos shoppings centers e comércio de rua, liberados ainda na fase 2 (laranja).

De acordo com o último boletim epidemiológico, São Paulo tem 393.176 ocorrências da Covid-19 e 18.640 óbitos. Na última sexta-feira (10), o governador João Dória afirmou que o estado está entrando no platô, ou seja, na estabilização da curva de casos que antecede a diminuição das ocorrências. “Estamos ingressando numa fase de platô, depois de um longo período enfrentando o pico, não apenas na capital, como em todo o Estado de São Paulo. Isso não significa relaxamento, distensão total e absoluta.”

A taxa de ocupação de leitos para pacientes com a Covid-19 está em 66,5%. Ao todo, São Paulo já gastou R$ 2,16 bilhões em ações de combate ao coronavírus, maior valor entre todas as unidades da federação.

Rio de Janeiro

Assim como em São Paulo, o estado do Rio de Janeiro vive dias mais tranquilos em relação à pandemia da Covid-19. Nas últimas semanas, a capital fluminense e municípios do interior registraram queda no número de casos confirmados e no de óbitos.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação de leitos na rede estadual é de 49% em enfermaria e de 35% em UTIs. Até aqui, são 134.449 casos e 11.757 mortes pela Covid-19.

O governador Wilson Witzel decretou na terça-feira (7) que algumas medidas restritivas seguem valendo até o dia 21. Praias, lagoas, rios, piscinas públicas e clubes continuam vetados. Setores do comércio e da indústria podem funcionar, além de igrejas e shoppings.

Já a capital tem um plano de reabertura próprio, dividido em seis fases. Atualmente, está na chamada fase “3B”. No último fim de semana, além de todos os comércios, incluindo salões de beleza, bares e restaurantes — que já estavam abertos — as praças e parques da cidade do Rio voltaram a funcionar.

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Minas Gerais

O pior da pandemia ainda está por acontecer em Minas Gerais, infelizmente. É o que estimam os técnicos da administração estadual e o próprio governador, Romeu Zema. Em seu perfil no Twitter, o chefe do executivo local escreveu: "Nesta semana, Minas Gerais passará pelo pico da curva de casos da Covid-19. Estou monitorando de perto, com reuniões diárias no Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, a situação em todas as macrorregiões do estado, para que não falte atendimento a nenhum mineiro".
 
O pico da Covid-19 foi previsto, mais precisamente, para esta quarta-feira (15). No entanto, os especialistas apontam que só será possível ter essa confirmação após o número de casos começar a cair. É o que explica Unaí Tupinambás, infectologista e membro do Comitê de Combate à Covid-19 em Belo Horizonte.
 
“Prever um pico de uma doença é sempre muito complicado, porque trabalhamos com números e algumas questões imponderáveis. Nós já temos aumento nos casos e só vamos ver se chegamos ao pico da Covid em Minas, quando os mesmos começarem a estabilizar em um patamar por alguns dias e, a partir disso, houver queda”, avalia.

Segundo estado mais populoso do país, Minas Gerais conseguiu adiar a ascensão da curva de contaminação, diferente de São Paulo, por exemplo. Para o infectologista, isso permitiu que os gestores tivessem mais tempo para estruturar o sistema de saúde mineiro para o momento de maior estresse. “Esse tempo que nós ganhamos foi fundamental para nos prepararmos de forma mais adequada. Tanto é que Belo Horizonte é uma das capitais com menor número de mortes por 100 mil habitantes. Com certeza, a pessoa que interna hoje no CTI tem muito menos chance de morrer do que se internasse em março, por exemplo”, avalia.

A taxa de ocupação de leitos no estado é de 70,4%, mas em algumas macrorregiões, como no Triângulo do Norte e Vale do Aço, o indicador está próximo de 90%. Segundo o Portal da Transparência do estado, já foram gastos R$ 261 milhões no Programa de Enfrentamento à Covid-19.

Devido ao avanço do coronavírus vírus em solo mineiro, Zema não descarta decretar um bloqueio total em algumas cidades, onde apenas serviços e atividades essenciais poderiam funcionar.

Espírito Santo

No Espírito Santo, o número de mortes cai há um mês. Na semana epidemiológica nº 28 foram 214 novas mortes contra 239 na semana nº 27. Nos sete dias anteriores foram 245 e na semana epidemiológica nº 25 foram 269 óbitos. Apesar de o número de casos por semana estar crescendo, há uma queda evidente na letalidade da doença, uma vez que menos pessoas estão morrendo por Covid-19.

Os hospitais do estado estão com cerca de 78% dos leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus ocupados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, são 66.352 casos confirmados, dos quais 2.097 evoluíram para óbito. Para, Nésio Fernandes, chefe da pasta, a Região Metropolitana de Vitória estaria entrando num platô, devido à estabilização da curva de contaminação.

O governador Renato Casagrande ainda não apresentou um plano de retomada da atividade econômica. Para minimizar o impacto econômico da crise sobre as empresas do estado, o governo adotou medidas que vão desde a oferta de linhas de crédito para micro e pequenos empreendedores à prorrogação de prazos para o cumprimento de obrigações relacionadas aos impostos. Além disso, o governo capixaba já gastou mais de R$ 220 milhões em ações de enfrentamento à pandemia desde o dia 12 de março.

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Foto: Agência Brasil

Segundo especialistas, desburocratização de processos pode ser, inclusive, ferramenta contra corrupção

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Uma gestão engessada e onerosa para empreendedores locais. Foi assim que o atual prefeito de Dianópolis (TO) encontrou a cidade quando assumiu a cadeira no Executivo local, em 2016. Segundo relatos do atual gestor, os processos de abertura de empresas eram realizados em um ambiente de estrutura física precário. O cenário era caótico: não havia um espaço específico para acolher empreendedores interessados em desenvolver atividades empresariais no município e todos os processos eram realizados em uma pequena sala: ia desde requerimento para alvará de funcionamento, guias de pagamento e negociações de IPTU até emissão de certidões, avaliação imobiliária e vistoria, entre outros.

E os problemas não paravam por aí. Ainda segundo os relatos, todos os processos eram armazenados em pilhas de papéis que se acumulavam e, com isso, não era possível manter uma ordem no cronograma de atendimentos. Foi aí que surgiu a pressão de empreendedores locais para tornar esse trâmite mais fácil e digital. 

A prefeitura, com ajuda da população, implementou dez soluções consideradas determinantes para implementar os processos de desburocratização. Entre elas, estrutura física mais adequada para cada tipo de serviço; tratamento individualizado e diferenciado a contribuintes e empreendedores, de acordo com cada demanda; capacitação dos colaboradores para atender demandas do portal Simplifica e parcerias com entidades e instituições que apoiassem iniciativas na criação de pequenos negócios para organização de eventos e feiras de pequenos negócios locais.

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O resultado foi a redução de 30% no índice de inadimplência; aumento de 63% na arrecadação municipal; controles automatizados e redução de 90% das filas para atendimento presencial. Na lista, o prefeito Padre Gleibson, um dos vencedores do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor com a proposta “Desburocratizar para agilizar”, ainda conseguiu reduzir 70% nos custos operacionais da prefeitura em emissão e impressão de documentos e deu mais agilidade, eficácia e transparências nos processos de abertura, alteração e baixa de empresas. 

Para o gerente da unidade de Políticas Públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, a desburocratização pode ser, inclusive, uma ferramenta contra o crime. “Toda vez que você traz uma ferramenta de desburocratização informatizada, você derruba as paredes da burocracia e possibilidade até de corrupção.” 

Ainda segundo Silas, os prefeitos que enxergarem esse cenário favorável à desburocratização para micro e pequenos negócios e para microempreendedores individuais (MEIs) podem conseguir bons resultados. “Os prefeitos enxergaram que se pavimentarem o caminho para o empreendedorismo vão colher frutos. Se enxergarem o empreendedor em potencial como um parceiro para o município, como uma pessoa que pode trazer resultados, se deixarem a estrada aberta para o empreendedorismo, vão ter bons resultados”, garante.

Empreendedorismo nas eleições

Incluir essa pauta na agenda de futuros gestores, a partir das eleições municipais de 2020, é um dos objetivos propostos do guia “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, lançado em setembro. 

Para o coordenador de Articulação Política da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jeconias Rozendo Júnior, a retomada da economia será um tema central no ano que vem, quando prefeitos (as) e vereadores (as) estiverem assumindo o comando dos municípios após as eleições. “Será preciso uma grande estratégia, eficaz e eficiente, para que a economia local e empreendedores de micro e pequenos negócios possam desenvolver todo seu potencial e, assim, mitigar os efeitos da crise econômica ainda bastante presente por conta da pandemia”, avalia. 

Dentro da pauta do empreendedorismo, Rozendo Júnior acrescenta a desburocratização para esse segmento como algo essencial para o novo momento. “É estratégico para os municípios tratar da questão da desburocratização, simplificando todos os processos e retirando da frente do empreendedor todos os obstáculos desnecessários, para que ele possa tanto se formalizar quanto desenvolver sua atividade econômica da melhor maneira possível e da forma mais simples possível.”  

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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LOC.: A pandemia do novo coronavírus dá sinais de desaceleração em São Paulo e no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. O número de mortes diminuiu nos três estados nas últimas semanas. No entanto, a Covid-19 avança sobre Minas Gerais, que pode passar pelo pico da curva de contaminação ainda nesta semana, de acordo com estimativa das autoridades locais.

O Brasil 61 fez um levantamento dos principais indicadores e conversou com especialistas, que apontam a situação de Minas Gerais e a interiorização da doença em solo paulista como as preocupações do momento. Em São Paulo, já são três semanas seguidas de queda no número de mortes por causa do novo coronavírus. Na última semana, foram 1.706 vítimas, 27 a menos do que nos sete dias anteriores.

No entanto, ao contrário do que ocorreu na Região Metropolitana e na capital, o interior do estado teve crescimento de 12% no número de óbitos. Segundo Valdes Roberto Bollela, professor de Infectologia da Universidade de São Paulo (USP), a Covid-19 vem se alastrando pelo interior paulista após atingir a Grande São Paulo com mais força nos meses anteriores.

TEC./SONORA: Valdes Roberto Bollela, professor de Infectologia da Universidade de São Paulo (USP)

“A gente estava vendo um grande número de casos em São Paulo e, no interior, as coisas estavam bem devagar. De repente começou a aumentar e nas últimas duas, três semanas, nós estamos com leitos de enfermaria e de CTI bem próximos do limite, inclusive porque houve abertura de vários serviços no momento em que a doença estava crescendo aqui.”

 

LOC.: São Paulo tem mais de 393 mil ocorrências da Covid-19 e 18.640 óbitos. Na última sexta-feira (10), o governador João Dória afirmou que o estado está entrando no platô, ou seja, na estabilização da curva de casos que antecede a diminuição das ocorrências. A taxa de ocupação de leitos para pacientes com a Covid-19 está em 65%.

A exemplo do que ocorreu em São Paulo, o Rio de Janeiro registrou queda no número de casos confirmados e no de óbitos, tanto na capital quando no interior do estado nas últimas semanas. De acordo com a Secretaria de Saúde estadual, a taxa de ocupação de leitos é de 49% em enfermaria e 35% em UTIs. Até aqui, são 134.449 casos e 11.757 mortes pela Covid-19. Há pouco mais de dois meses, esse índice chegou a bater os 90%.

Em Minas Gerais, a situação é oposta. As autoridades de saúde estaduais previam que o pico da Covid-19 ocorreria nesta quarta-feira (15). No entanto, Unaí Tupinambás, infectologista e membro do Comitê de Combate à Covid-19 em Belo Horizonte, afirma que só vai ser possível saber se o estado chegou ao pico depois que os casos se estabilizarem por alguns dias e começarem a cair. 

O que pode tranquilizar os mineiros é de que, ao contrário de outros estados que enfrentaram o pico de casos menos preparados, Minas Gerais teve tempo para estruturar o sistema de saúde e fortalecer a capacidade de atendimento. Hoje, a taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 70,4%, é o que explica Unaí Tupinambás.

TEC./SONORA: Unaí Tupinambás, infectologista e membro do Comitê de Combate à Covid-19 em Belo Horizonte

“Esse tempo que nós ganhamos foi fundamental para nos prepararmos de forma mais adequada. Tanto é que Belo Horizonte é uma das capitais com menor número de mortes por 100 mil habitantes. Com certeza, a pessoa que interna hoje no CTI tem muito menos chance de morrer do que se internasse em março, por exemplo.”

 

LOC.: No Espírito Santo, a pandemia parece se estabilizar. A boa notícia fica por conta da quarta semana consecutiva de queda no número de mortes pela Covid-19 no estado. Se há cerca de um mês, 269 pessoas morreram por causa do coronavírus na semana epidemiológica nº 25, o informe epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES-ES) mais recente apontou 214 óbitos nos últimos sete dias.

Os hospitais do estado estão com cerca de 78% dos leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus ocupados. De acordo com o órgão, são 66.352 casos confirmados, dos quais 2.097 morreram.

Reportagem, Felipe Moura.