Brasil - undefined·17 de junho de 2020

SENAI oferece mentoria gratuita para indústrias ampliarem produção de EPIs

Mentorias on-line serão oferecidas até 30 de junho; no RN, 18 indústrias já conseguiram vagas para aumentar fabricação de máscaras, capotes e propés

Por Jalila Arabi
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De acordo com o edital, as mentorias vão até dia 30 de junho e a indústria pode receber auxílio de algum Instituto SENAI de Inovação, de Tecnologia ou de outra unidade. A duração de cada mentoria é de oito horas, com recursos de até R$ 400 mil distribuídos nas 250 vagas disponíveis. Não haverá contrapartida financeira dos participantes selecionados.

Dezoito indústrias do Rio Grande do Norte, localizadas em 15 municípios, abocanharam uma vaga nessas oficinas virtuais. As empresas selecionadas optaram pela fabricação de materiais em tecido, como máscaras comuns e cirúrgicas, capotes e propés.

“Isso vai ampliar cada vez mais a capilaridade de atuação do SENAI no combate ao novo coronavírus”, afirma o gerente regional da entidade no estado, Emerson Batista. Para ele, foi motivo de orgulho ver tantas empresas locais procurando mentoria. “A participação foi louvável. Apesar de termos uma grande massa e fama na área de confecção, não temos tantas indústrias de grande porte nesse setor”, pontua.

Com a pandemia, o gerente observa que o setor se mostrou uma área importante, mas deficitária. “Agora, pode ser um novo nicho de mercado para o futuro das empresas de confecções, independentemente de pandemia. Elas poderão se especializar na produção não só de tecido, mas de materiais hospitalares”, sugere.

Batista acredita que essa iniciativa pode, inclusive, voltar a movimentar a economia local. “Isso vai permitir que as empresas possam se capacitar, mesmo que remotamente, de maneira a gerar produtos e receitas. Dependendo do porte e das condições, elas podem negociar diretamente no mercado ou por meio de parcerias”, completa.

As empresas podem optar pela comercialização ou pela doação das peças produzidas com o apoio da equipe do SENAI. As indústrias potiguares serão atendidas no Centro de Educação e Tecnologias Clóvis Motta, em Natal, e no Centro de Educação e Tecnologias Aluísio Bezerra, em Santa Cruz. 

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SOBRE

Jalila Arabi

Jornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.

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