Saúde - Gripe·01 de julho de 2024

RIO DE JANEIRO: Unidades de saúde continuam mobilizadas na vacinação contra gripe no estado

Meta do Ministério da Saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários, como gestantes, idosos, crianças e povos indígenas

Por Paloma Custódio
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Mais de 70% do público-alvo ainda não se imunizou no RJ - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Unidades de saúde do SUS continuam campanha de vacinação contra a gripe em todo o estado do Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção causada pelo vírus da influenza.

A mobilização dos municípios fluminenses pela Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, iniciada em março, já contabilizou mais de 2,8 milhões de doses aplicadas. Até o momento, quase 35% do grupo prioritário da ação – composto por 6,6 milhões de pessoas – receberam a dose da vacina no estado. Os dados são do painel de imunizações do Ministério da Saúde. 

A meta das autoridades de saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários — como gestantes, idosos, crianças e povos indígenas. Mas, por conta da disponibilidade de doses, o Ministério autorizou, no começo de maio, a ampliação da imunização para todas as pessoas acima dos seis meses de idade. 

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a medida busca garantir uma maior cobertura vacinal e, consequentemente, uma redução nas complicações e internações causadas pela gripe.

“Então, se há disponibilidade da vacina e o vírus da influenza – da gripe – está circulando, nós devemos ampliar o acesso das pessoas para que elas se vacinem, diminuam seu risco de adoecimento de formas graves da doença e diminuam a circulação do vírus na comunidade."

A superintendente de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Gislani Mateus, afirma que a vacina da gripe pode ser administrada junto de outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, inclusive a da covid-19.

“A única vacina que não está sendo administrada junto é a da dengue, para os adolescentes de 10 a 14 anos. Mas a vacina da gripe pode ser administrada sem nenhum problema com as outras vacinas. Elas protegem e estimulam a proteção da mesma forma, sem nenhum problema por estar sendo administrado junto.”

O carioca Tomaz Pedroza Borges, de 58 anos, tem diabetes — doença crônica não transmissível — e, por isso, faz parte do público-alvo da campanha. Recentemente, ele tomou a dose no bairro de Ramos, onde mora, na cidade do Rio de Janeiro.

“Essa campanha [de vacinação contra a gripe] tem sido bastante veiculada aqui, no Rio de Janeiro, por meio dos meios de comunicação e foi muito fácil para me vacinar. Fui atendido por profissionais qualificados, educados e foi uma coisa muito rápida. Sou diabético há quase vinte anos, e a gente precisa se cuidar para evitar maiores complicações. Acredito que a melhor forma da gente se proteger contra o vírus da gripe é vacinando.”

O painel de imunizações do Ministério da Saúde mostra que 42% das pessoas dos grupos prioritários foram imunizados na capital do estado. 

A superintendente de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro informa que, além das unidades básicas de saúde, há pontos de vacinação espalhados pela cidade, nas estações de metrô, locais de grande movimentação e em unidades referências, como o Super Centro Carioca de Vacinação, que funciona até às dez horas da noite.

Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao. 

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SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

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