Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Mais de 500 municípios têm risco alto de fogo previsto até novembro, aponta governo

Boletim publicado em agosto revela que a classe "Atenção" abrange 2.482 municípios

ÚLTIMAS SOBRE MEIO AMBIENTE


Mais de 500 municípios estão sob “alerta alto” do governo federal para o risco de incêndios florestais até novembro. A previsão é de que a combinação entre estiagem prolongada, baixa umidade do ar e os efeitos do El Niño eleve a possibilidade de queimadas, principalmente na Região Norte. 

A chuva registrada de forma atípica em algumas áreas no início de setembro não alterou, até o momento, o cenário projetado pelos meteorologistas. A condições previstas para os próximos meses ainda podem manter o período entre os mais críticos para o fogo. 

O Norte concentra a maior quantidade de municípios classificados no nível máximo de alerta. Parte do Centro-Oeste também conta com alerta. Boletim publicado em agosto ainda revela que a classe "Atenção" mostra uma ampla distribuição, abrangendo 2.482 municípios.

Os níveis mais altos de risco de fogo estão concentrados em Mato Grosso, sul do Amazonas, Pará e em áreas adjacentes. No Sul do país, porém, as condições são menos críticas.

VEJA MAIS:

No fim de julho, o governo anunciou um pacote de R$ 1,3 bilhão para medidas de preparação e resposta aos efeitos do El Niño. Desse total, R$ 337 milhões correspondem a crédito extraordinário destinado à fiscalização ambiental e à prevenção e ao combate aos incêndios. 

Outros R$ 521 milhões do Fundo Amazônia foram destinados à compra de equipamentos para os Corpos de Bombeiros de estados da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal.

Política de manejo ainda enfrenta desafios

O período de estiagem também coloca à prova a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, criada pela Lei nº 14.944, de 2024. A legislação distribuiu responsabilidades entre União, estados, Distrito Federal, municípios, sociedade civil e setor privado e estabeleceu instrumentos como planos de manejo integrado do fogo e programas de brigadas florestais.

Um levantamento do Centro Brasil no Clima (CBC) aponta que apenas quatro unidades da federação têm planos de manejo integrado do fogo formalmente aprovados. Entre elas está Mato Grosso do Sul. Além disso, só oito estados têm fundos climáticos estruturados.

O diagnóstico mostra ainda que muitos estados continuam concentrando esforços na resposta a emergências, em vez de estruturar medidas permanentes de prevenção. 
 

Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC.: Mais de QUINHENTOS municípios brasileiros estão classificados em “alerta alto” para risco de incêndios florestais até novembro. A previsão faz parte do monitoramento do governo federal e considera fatores como a estiagem, a baixa umidade do ar e os efeitos do El Niño.

Mesmo com chuvas fora do padrão em algumas regiões no início de setembro, o cenário para os próximos meses não mudou. A expectativa é de manutenção de condições favoráveis à ocorrência de queimadas.

Os maiores níveis de risco estão concentrados em Mato Grosso, no sul do Amazonas, no Pará e em áreas próximas. O Norte reúne a maior quantidade de municípios nessa classificação. No Centro-Oeste, também há áreas sob alerta. Já a categoria “Atenção” alcança DOIS MIL QUATROCENTOS E OITENTA E DOIS municípios.

Diante desse cenário, o governo federal anunciou, no fim de julho, um planejamento de UM BILHÃO, TREZENTOS E TRINTA E CINCO MILHÕES DE REAIS para ações de preparação e resposta aos possíveis impactos do El Niño.

Desse valor, TREZENTOS E TRINTA E SETE MILHÕES DE REAIS são de crédito extraordinário para fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios florestais.

Outros QUINHENTOS E VINTE E UM MILHÕES DE REAIS do Fundo Amazônia foram destinados à compra de equipamentos para os Corpos de Bombeiros de estados da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal.

O período de estiagem também testa a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, criada em 2024.

A legislação prevê planos de manejo integrado e programas de brigadas florestais. Mas, segundo levantamento do Centro Brasil no Clima, apenas QUATRO unidades da Federação têm planos formalmente aprovados. Entre elas está Mato Grosso do Sul. O diagnóstico aponta ainda que apenas OITO estados têm fundos climáticos estruturados.

A avaliação é de que parte dos estados ainda concentra esforços no combate às ocorrências, enquanto medidas permanentes de prevenção seguem como desafio.

Reportagem, Marquezan Araújo