Economia - Sustentabilidade·04 de novembro de 2020

Fórum discute desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

A iniciativa visa mapear perspectivas e buscar soluções concretas para temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na região

Por Rafaela Gonçalves
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Ocorreu nesta quarta-feira (4) o primeiro dia do Fórum Mundial Amazônia+21. A iniciativa visa mapear perspectivas e buscar soluções concretas para temas relacionados ao desenvolvimento sustentável da região e melhoria da qualidade de vida na área da Amazônia Legal.  A abertura do evento contou com painéis com uma abordagem sobre a agenda de projetos e ações do Governo Federal.

Os debates sobre os desafios e as soluções para a Amazônia se darão a partir de quatro eixos temáticos: negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas e ciência, tecnologia e inovação. Participaram da abertura o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (FIERO) e da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Marcelo Thomé. 

O presidente da CNI destacou que um plano consistente de desenvolvimento econômico e social da Amazônia precisa conciliar a conservação da floresta e melhoria da qualidade de vida. “Os desafios são enormes, são complexos, mas nós temos que fazer as escolhas certas e nesse caso o Brasil poderá ser o líder mundial da economia de baixa emissão de carbono e da bioeconomia”, destacou Robson. 

Esteve presente representando o ministro do Meio Ambiente o Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, Joaquim Álvaro Pereira Leite. Para tratar do desenvolvimento do agronegócio na região, em nome do Ministério da Agricultura, a apresentação foi conduzida pelo secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke. 

A agenda de preservação e desenvolvimento do governo prevê cinco pontos. O primeiro é a regularização fundiária, seguido pelo zoneamento econômico e ecológico que permite a escolha das áreas que podem ser exploradas. O terceiro, é o pagamento por serviços ambientais, como o programa Floresta+. O quarto ponto é a Bioeconomia e o quinto a fiscalização e o controle das áreas. 

Em painel que antecede Fórum Amazônia+21, participantes debatem papel das cidades no desenvolvimento sustentável da Amazônia

Em último encontro antes do Fórum Mundial Amazônia+21, moradores defendem desenvolvimento com participação dos povos tradicionais

Outro ponto discutido nos debates foi a segurança jurídica para atração de novos investimentos. A regularização fundiária foi apontada como um dos grandes gargalos que atrasa e inibe investimentos na região amazônica. Também foi abordada a questão da infraestrutura, tanto em modais, quanto em energia e telecomunicações.

As realidades do povo amazônico, empresas locais e o desenvolvimento das cidades igualmente foram temas discutidos durante os debates prévios do evento que se estende até o final desta semana. 

Fórum de Cidades Pan-Amazônicas

O segundo bloco contou com o lançamento do Fórum de Cidades Pan-Amazônicas, uma plataforma de diálogo e troca de informações de governos locais para o desenvolvimento sustentável. Anuska Soares, coordenadora de projetos do Programa Regional de Segurança Energética e Mudança Climática para a América Latina, da Fundação Konrad Adenauer (KAS), destacou a relevância da nova iniciativa.   

“Essa troca de experiências, boas práticas e conhecimento entre os governos locais, para promover o desenvolvimento sustentável das cidades localizadas na Amazônia é importantíssimo. Pois só eles têm o conhecimento efetivo do que passa em cada cidade”, afirmou. 

Além disso, painéis abordaram também o capital humano e novas demandas de economia sustentável, com foco na educação em áreas que se apresentam como oportunidade riquezas e renda na Amazônia, com plena proteção do bioma. Foi explorado um novo olhar sobre a formação profissional para a promoção do desenvolvimento da região.

Sobre o Fórum

Desta vez acontecendo de forma híbrida, virtual e presencial, em razão da pandemia de Covid-19, o evento está programado para ocorrer até o dia 6 de novembro. Com uma agenda técnica e encontros preparatórios, foram realizadas reuniões temáticas prévias nos meses de agosto a outubro. 

O Fórum conecta governos, empreendedores, cientistas, pesquisadores, setor produtivo, investidores e sociedade a fim de dialogarmos sobre a geração de riquezas na região amazônica, com proteção plena ao bioma.

O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Agência de Desenvolvimento de Porto Velho e Prefeitura de Porto Velho. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL) são correalizadores. O evento conta ainda com apoio do governo do estado. A programação completa e os painéis podem ser acompanhados ao vivo pelo site amazonia21.org. 

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SOBRE

Rafaela Gonçalves

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.

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