Saúde - Gripe·01 de julho de 2024

ESPÍRITO SANTO: Mobilização contra a gripe continua no estado

Meta do Ministério da Saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários, como gestantes, idosos, crianças e povos indígenas

Por Paloma Custódio
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Cerca de 50% do grupo prioritário ainda não se imunizou contra a gripe no ES - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Unidades de saúde do SUS continuam campanha de vacinação contra a gripe em todo estado do Espírito Santo. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção causada pelo vírus da influenza.

A mobilização dos municípios capixabas pela Campanha de Vacinação Contra a Gripe já contabiliza mais de 879 mil doses aplicadas. Até o momento, quase 50% do grupo prioritário da ação – composto por 1,5 milhão de pessoas – receberam a dose da vacina no estado. Os dados são do painel de imunizações do Ministério da Saúde. 

A meta das autoridades de saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários — como gestantes, idosos, crianças e povos indígenas. Mas, por conta da disponibilidade de doses, o Ministério autorizou, no começo de maio, a ampliação da imunização para todas as pessoas acima dos seis meses de idade. 

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a medida busca garantir uma maior cobertura vacinal e, consequentemente, uma redução nas complicações e internações causadas pela gripe.

“Então, se há disponibilidade da vacina e o vírus da influenza – da gripe – está circulando, nós devemos ampliar o acesso das pessoas para que elas se vacinem, diminuam seu risco de adoecimento de formas graves da doença e diminuam a circulação do vírus na comunidade."

Informações da Secretaria da Saúde do Espírito Santo revelam que esse é o segundo ano consecutivo que o estado fica abaixo dos 90% de cobertura vacinal contra a gripe idealizada pelo Ministério da Saúde. Em 2023, 54% dos capixabas tomaram o imunizante.

Nos anos anteriores, o Espírito Santos chegou aos melhores resultados de cobertura vacinal do país, alcançando a 8ª posição em 2022, com 71%; o segundo lugar em 2021, com quase 90%; e o primeiro lugar em 2020, com 106%. A Secretaria informa que a baixa adesão à campanha de gripe nos últimos anos é resultado da disseminação de desinformação.

Segundo o doutor André Prudente, diretor-geral do Hospital Giselda Trigueiro — unidade pública referência no tratamento de doenças infectocontagiosas — é fundamental a divulgação de informações corretas sobre as vacinas, para que as pessoas não caiam em fake news.

"Os municípios devem divulgar o máximo possível sobre os benefícios de proteger os grupos vulneráveis, de evitar que a pessoa tenha que se ausentar das suas atividades trabalhistas [por conta da doença].” 

 O economista Fábio Finardi, de 36 anos, morador do Bairro Santa Lúcia, na capital Vitória, tomou a vacina contra a gripe, como costuma fazer todos os anos. Para ele, tomar a vacina regularmente é fundamental como estratégia de imunização.

“É essencial porque reduz a chance da gente ter um agravante de saúde com relação a uma doença que pode ser minimamente prevenida com a vacina. As vacinas mais do que se provaram seguras e úteis ao longo dos anos no Brasil. Inclusive é um dos países que tem a maior rede de imunização do mundo. Então, especialmente aqui, a gente deveria ser referência na questão de cobertura de aplicação de vacina em criança, idoso, adulto, todo mundo deveria se vacinar todos os anos nas campanhas que a gente tem.”

O painel do Ministério aponta que foram aplicadas, até o momento, 86 mil doses na capital Vitória. A cobertura vacinal do público prioritário está em mais de 51%. 

Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

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SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

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