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LOC.: Parlamentares e representantes do setor empresarial seguem pressionando o Congresso para atualizar a tabela do Simples Nacional.
A iniciativa busca corrigir os limites de faturamento das micro e pequenas empresas, congelados desde 2018.
Na mobilização empresarial, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, trata o tema como prioridade.
O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, afirma que sem a correção empresas podem deixar o regime simplificado ou até migrar para a informalidade.
O Projeto de Lei Complementar, o PLP 108 de 2021, que aborda a atualização do Simples Nacional, está em tramitação na Câmara dos Deputados.
Na última terça-feira, 17 de março, os parlamentares aprovaram o regime de urgência da proposta, medida que leva o texto direto para votação em Plenário.
A PLP eleva para CENTO E TRINTA MIL reais o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual, o MEI, e autoriza a contratação de até DOIS empregados.
O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais, Valmir Rodrigues, classificou como histórica a aprovação do regime de urgência.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues, presidente da Federaminas
“As empresas do Simples pagam muito mais impostos do que deveriam estar pagando. Por isso, esse momento é histórico. Conseguir a urgência na votação se torna histórico. E vamos continuar a nossa luta para que nós possamos, sim, concretizar esse grande desejo e essa necessidade de corrigir o limite do Simples Nacional.”
LOC.: O Simples Nacional foi criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo.
Hoje, os limites de faturamento são de OITENTA E UM MIL reais por ano para o MEI, TREZENTOS E SESSENTA MIL para microempresas e QUATRO MILHÕES E OITOCENTOS MIL para empresas de pequeno porte.
Esses valores estão congelados há cerca de SETE anos e, segundo entidades empresariais, não acompanham a inflação acumulada.
Nesse cenário, a CACB defende novos tetos: aproximadamente CENTO E QUARENTA E CINCO MIL reais para o MEI; cerca de OITOCENTOS E SETENTA MIL reais para microempresas; e cerca de OITO MILHÕES E SETECENTOS MIL reais para empresas de pequeno porte.
De acordo com o deputado federal Domingos Sávio, do PL de Minas Gerais, a atualização dos limites do Simples Nacional permite que empresas continuem no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento, além de incentivar a formalização.
TEC./SONORA: Deputado Domingos Sávio (PL-MG)
“O advento do Simples trouxe muitos informais para a formalidade. Quando você tira da informalidade e traz para a formalidade, o que você gera? Uma cadeia de ganha-ganha. Se um produto entra com nota fiscal em uma empresa, ele precisa sair também com nota. Isso gera um ciclo virtuoso de riqueza.”
LOC.: A CACB afirma que continuará a articular apoio no Congresso para levar a proposta à votação.
Projetos voltados ao setor produtivo tramitam na Câmara dos Deputados e compõem propostas que alteram o Estatuto da Micro e Pequena Empresa.
Reportagem, Maria Clara Abreu