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LOC.: Representantes do setor produtivo voltaram a cobrar do Congresso Nacional a atualização da tabela do Simples Nacional. O regime tributário, que reúne diversos impostos em uma única guia e facilita a vida de micro e pequenas empresas, não tem os limites de faturamento reajustados desde 2018.
Entidades empresariais afirmam que a defasagem já ultrapassa sete anos e defendem a correção dos valores pela inflação. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, é uma das organizações que lideram esse pleito.
Segundo o presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, a atualização é essencial para evitar que pequenos negócios deixem o regime simplificado.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Hoje, o limite anual de faturamento do MEI é de 81 mil reais. Para microempresas, o teto é de 360 mil reais por ano, e para empresas de pequeno porte, 4 milhões e 800 mil reais.
Na última terça-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar 108/21. A proposta eleva para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual para enquadramento como MEI e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados.
Para a CACB, a atualização deve ir além do teto do MEI e alcançar também todas as faixas de enquadramento do Simples Nacional.
O presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro, Igor Baldez, afirma que a atualização da tabela do Simples Nacional é a votação mais relevante do ano no Congresso Nacional.
TEC./SONORA: Igor Baldez, presidente da ACIERJ
“É a votação da empregabilidade, do empreendedorismo, de quem produz. Nosso sistema reivindica que o teto anual do MEI passe de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil, das micro e pequenas empresas, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e das empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões, gerando uma empregabilidade muito grande. São quase R$ 81,2 milhões injetados na economia.”
LOC.: No Congresso Nacional, parlamentares também discutem o tema. Para o deputado federal Hugo Leal, do PSD do Rio de Janeiro, a atualização dos limites do Simples Nacional pode impulsionar a geração de empregos no país.
TEC./SONORA: Hugo Leal, PSD-RJ
“Esse é um grande desafio que nós temos e vamos continuar acompanhando, porque isso vai ser um grande avanço para a economia do país. Mais de 80% das nossas empresas são micro e pequenas empresas, que obviamente fazem a diferença na empregabilidade e no desenvolvimento.”
LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.
Reportagem, Paloma Custódio