Foto: Wenderson Araújo/Trilux
Foto: Wenderson Araújo/Trilux

Atualização do Simples Nacional: CACB pressiona pela aprovação do PLP 108/2021

Projeto amplia limite do MEI para R$ 145 mil e corrige tabela congelada desde 2018

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Parlamentares e representantes do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira (17), em Brasília (DF), com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir as pautas prioritárias da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) para 2026. 

Durante o encontro, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) solicitou que fosse colocada em votação a urgência do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, já aprovado pelo Senado, que trata da atualização do Simples Nacional.

Atualização: 
Ainda na noite de terça-feira, horas após a reunião, a Câmara aprovou, por unanimidade, o requerimento de urgência para votação do PLP. O regime de urgência dará celeridade à apreciação, que passa a ser direto pelo Plenário, reduzindo o tempo de tramitação.

Segundo Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, o projeto é urgente para aliviar a pressão sobre micro e pequenos negócios. “Precisamos avançar com o Simples. Somos mais de 2 milhões de micro e pequenas empresas pedindo que o senhor paute e aprove a atualização do Simples. Isso dará um grande alívio para quem enfrenta tantas dificuldades. Estamos falando de 27% do PIB nacional e 55% dos empregos formais”, afirmou.

No encontro, Motta reconheceu a defasagem nos valores do regime e afirmou que a urgência seria pautada, ao destacar o amplo apoio parlamentar para avançar com a proposta. “Nós entendemos que o valor do Simples está, sim, defasado. Essa foi uma pauta trazida por vários parlamentares e as frentes que estão ligadas ao empreendedorismo têm defendido esse reajuste do valor. E nós vamos hoje votar a urgência”, disse.

“Nós sabemos que são 12 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs), alguns levantamentos já apontam 14 milhões. É uma quantidade muito considerável de cidadãos que serão beneficiados com esse reajuste”, complementou o presidente da Câmara.

Atualização do Simples: o que muda?

O Simples Nacional, regime tributário criado para simplificar a burocracia e reduzir custos das micro e pequenas empresas, está com a tabela congelada desde 2018. O PLP 108/2021, de autoria do senador Jayme Campos (DEM-MT), propõe corrigir os limites de enquadramento pela inflação acumulada, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e prevê atualização automática anual.

O texto amplia o teto de faturamento do MEI para R$ 145 mil por ano, além de permitir a contratação de até dois empregados. Atualmente, esse limite é de R$ 81 mil e só é possível ter um funcionário.

De acordo com o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da FPE, a atualização do Simples não deve ser vista como um aumento de benefícios, mas como uma correção necessária diante da defasagem acumulada. “O que nós pedimos não é aumento, nós pedimos realinhamento. Queremos recuperar as mesmas condições que tínhamos há oito anos, para continuar desenvolvendo esse setor que mais emprega no Brasil”, ressaltou.

Representantes da CACB pressionam pela aprovação

Na ocasião, participaram do encontro André Amaral Filho, presidente da Associação Comercial da Paraíba (ACPB); Roberto Mateus Ordine, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP); e Ricardo Anderson, vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

A CACB tem se mobilizado para pressionar pela aprovação da medida, ao argumentar que a atualização do Simples Nacional é essencial para recuperar a competitividade e reduzir distorções no regime.

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LOC.: Parlamentares e representantes do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira, 17 de março, em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir as prioridades da Frente Parlamentar do Empreendedorismo para 2026.

Na reunião, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, pediu que fosse votada com urgência a atualização do Simples Nacional, já aprovada pelo Senado. 

Para Alfredo Cotait Neto, presidente da entidade, a medida é essencial para aliviar a pressão sobre micro e pequenas empresas.

Segundo Cotait, o setor representa mais de VINTE E SETE POR CENTO do PIB nacional e CINQUENTA E CINCO POR CENTO dos empregos formais.

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“Precisamos avançar com o Simples. Somos mais de 2 milhões de micro e pequenas empresas dizendo pra você, presidente Hugo Motta; paute, sem dúvida nenhuma, paute a urgência que já está na sua aprovação. Mas vamos em frente, discutir e aprovar de vez a atualização do limite do Simples, não apenas pro MEI, que é o projeto que veio do Senado. Acho que convém a gente olhar também o da micro empresa e o da pequena empresa.”


LOC.: O presidente da Câmara, Hugo Motta, reconheceu a defasagem nos valores do regime e garantiu que a urgência será pautada ainda nesta terça-feira. 

Motta destacou ainda que mais de CATORZE MILHÕES de microempreendedores individuais, os MEIs, podem ser beneficiados pela medida.

TEC./SONORA: Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

“Nós entendemos que o valor do Simples está, sim, defasado. As frentes parlamentares que estão ligadas ao empreendedorismo têm defendido esse reajuste do valor. E nós vamos hoje votar a urgência. Pelo levantamento, são 12 milhões de MEIs. Eu já tenho um levantamento que são 14 milhões. Enfim, é uma quantidade de pessoas e de cidadãos brasileiros beneficiados com esse reajuste muito considerável. Então é uma pauta que deve ter amplo apoio à aprovação da urgência.”


LOC.: O Simples Nacional, regime tributário criado para simplificar a burocracia e reduzir custos das micro e pequenas empresas, está com a tabela congelada desde 2018.

O PLP 108/2021 amplia o limite de faturamento do MEI de OITENTA E UM MIL reais para  CENTO E QUARENTA E CINCO MIL reais por ano e permite a contratação de DOIS empregados.

A CACB tem se mobilizado para pressionar pela aprovação da medida, ao argumentar que a atualização do Simples Nacional é essencial para recuperar a competitividade e reduzir distorções no regime.

Reportagem, Maria Clara Abreu