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LOC.: Parlamentares e representantes do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira, 17 de março, em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir as prioridades da Frente Parlamentar do Empreendedorismo para 2026.
Na reunião, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, pediu que fosse votada com urgência a atualização do Simples Nacional, já aprovada pelo Senado.
Para Alfredo Cotait Neto, presidente da entidade, a medida é essencial para aliviar a pressão sobre micro e pequenas empresas.
Segundo Cotait, o setor representa mais de VINTE E SETE POR CENTO do PIB nacional e CINQUENTA E CINCO POR CENTO dos empregos formais.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Precisamos avançar com o Simples. Somos mais de 2 milhões de micro e pequenas empresas dizendo pra você, presidente Hugo Motta; paute, sem dúvida nenhuma, paute a urgência que já está na sua aprovação. Mas vamos em frente, discutir e aprovar de vez a atualização do limite do Simples, não apenas pro MEI, que é o projeto que veio do Senado. Acho que convém a gente olhar também o da micro empresa e o da pequena empresa.”
LOC.: O presidente da Câmara, Hugo Motta, reconheceu a defasagem nos valores do regime e garantiu que a urgência será pautada ainda nesta terça-feira.
Motta destacou ainda que mais de CATORZE MILHÕES de microempreendedores individuais, os MEIs, podem ser beneficiados pela medida.
TEC./SONORA: Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
“Nós entendemos que o valor do Simples está, sim, defasado. As frentes parlamentares que estão ligadas ao empreendedorismo têm defendido esse reajuste do valor. E nós vamos hoje votar a urgência. Pelo levantamento, são 12 milhões de MEIs. Eu já tenho um levantamento que são 14 milhões. Enfim, é uma quantidade de pessoas e de cidadãos brasileiros beneficiados com esse reajuste muito considerável. Então é uma pauta que deve ter amplo apoio à aprovação da urgência.”
LOC.: O Simples Nacional, regime tributário criado para simplificar a burocracia e reduzir custos das micro e pequenas empresas, está com a tabela congelada desde 2018.
O PLP 108/2021 amplia o limite de faturamento do MEI de OITENTA E UM MIL reais para CENTO E QUARENTA E CINCO MIL reais por ano e permite a contratação de DOIS empregados.
A CACB tem se mobilizado para pressionar pela aprovação da medida, ao argumentar que a atualização do Simples Nacional é essencial para recuperar a competitividade e reduzir distorções no regime.
Reportagem, Maria Clara Abreu