Ciência & Tecnologia - Cidades·25 de novembro de 2020

Carta Brasileira sobre Cidades Inteligentes deve ser lançada pelo MCTI em dezembro

Para André Gomyde, da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, projetos de Cidades Inteligentes devem abordar o conceito denominado CHICS - Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis

Por Flávio Macedo
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) deve lançar no mês de dezembro a chamada Carta Brasileira sobre Cidades Inteligentes. Trata-se de um documento que apresenta uma agenda pública para investimentos em tecnologia e inovação nos municípios brasileiros a partir de 2021. A iniciativa também conta com a parceria de outros ministérios e instituições.

A informação foi dada recentemente pela coordenadora-geral de Transformação Digital do MCTI, Eliana Emediato, para o portal RDC em uma entrevista. Na ocasião, ela destacou que o maior desafio será levar o conceito aos municípios distantes.

Nesse contexto, André Gomyde, da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, entende que esse tipo de trabalho tem que levar em conta aspectos diferentes, mas que contribuam para a formação de um conteúdo viável. Assim, ele explica que uma das ideias é abordar o conceito denominado CHICS - Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis.

“Você tem que levar em conta o aspecto do desenvolvimento das pessoas naquela cidade. Cidade inteligente porque, de fato, se usa tecnologia na integração dos serviços, por exemplo. Cidade criativa porque é preciso trabalhar as vocações econômicas de cada cidade de uma maneira específica e particular. E, cidade sustentável porque, além de todo o cuidado que é preciso ter com o meio ambiente, é necessário que o modelo criado permita que a cidade se desenvolva de maneira sustentável”, destaca.

Dentro do contexto do aspecto humano, Gomyde explica que é natural que haja uma infraestrutura voltada para mobilidade urbana. Dessa forma, ele destaca que entre os grupos da população os mais beneficiados com esses projetos estão os idosos e as pessoas com deficiência.

“Quando se pensa a cidade em todas as dimensões, ela será criada com a melhor mobilidade urbana, por exemplo, com calçadas nas quais as pessoas não vão encontrar buracos e nem postes no meio do caminho. Tudo isso ajuda as pessoas com deficiência e os idosos a se deslocarem com mais segurança. Sem contar nos serviços que passam a ser oferecidos sem que haja necessidade de sair de casa, como consultas médicas por meio de aplicativos”, exemplifica.

A carta

De acordo com o Governo Federal, a Carta foi construída de maneira coletiva em março de 2019. O conteúdo “expressa uma agenda pública brasileira sobre o tema da transformação digital nas cidades do País.” Durante a formulação, foram desenvolvidas diversas atividades, como por exemplo, três oficinas colaborativas de trabalho.

Ao todo, são mais de 200 pessoas participantes até o momento e que representam diversos setores da sociedade, em diferentes áreas do conhecimento e campos de atuação.

Torneio de robótica (CIDADES INTELIGENTES)

No início deste ano, o Festival SESI de Robótica, considerado o maior campeonato de robótica do Brasil, exigiu a elaboração de projetos que ajudassem a melhorar o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios. Ou seja, algo que torne as cidades inteligentes.

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“O tema Cidades Inteligentes foi muito interessante e pertinente, de globalização e integração do cidadão com o meio urbano e do meio urbano com a natureza. Devido as grandes estruturas das famosas ‘selvas de pedra’ foi preciso criar novas tendências e tipos de economia para tentar fazer com que a sustentabilidade local seja cada vez mais verde e que surja novos tipos de economia para trazer renda e desenvolvimento para as cidades”, explica Thulyo Menezes, professor técnico da equipe vencedora do torneio deste ano.

A equipe que conquistou o primeiro lugar foi a Turma do Bob, da Escola SESI de Governador Valadares (MG). O grupo desenvolveu um projeto para transformar cabines telefônicas em cadeiras e lixeiras, por exemplo. Durante o processo de identificação de problemas na cidade, os jovens descobriram quatro depósitos de armazenamento de cabines de proteção de telefones públicos e tiveram a ideia de dar uma nova utilidade aos objetos.  

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SOBRE

Flávio Macedo

Flávio Macêdo faz parte da produção de reportagem do Brasil 61 desde janeiro de 2020. Antes disso, teve passagem como freelancer pelo SBT Brasília, Prezz Comunicação e fez estágio na redação da TV Band, em Brasília.

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