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LOC.: A universalização do saneamento na Amazônia Legal pode gerar mais de TREZENTOS E TRINTA BILHÕES DE REAIS em benefícios socioeconômicos, aponta estudo do Instituto Trata Brasil, em parceria com a Ex Ante Consultoria.
Segundo a presidente executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, o acesso ao saneamento melhora a saúde da população, impactando a educação, a produtividade e o desenvolvimento econômico e social da região.
Entre os principais benefícios estão: aumento da produtividade no trabalho, redução de gastos com saúde, valorização imobiliária e do turismo.
Luana Pretto afirma que para alcançar a universalização do saneamento na Amazônia Legal é necessário que o tema seja tratado como prioridade pelo Congresso Nacional.
TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil
“Nosso objetivo é que a gente enxergue que a Amazônia ainda convive com problemas do século passado em relação ao saneamento, a falta do acesso ao saneamento básico, que isso deteriora o meio ambiente de uma maneira geral. E que o investimento em saneamento, a priorização desse tema na agenda pública vai fazer com que haja benefícios enormes para a população que ele reside, benefícios tanto do ponto de vista econômico, social e ambiental.”
LOC.: A pesquisa mostra que, entre 2024 e 2040, os benefícios totais da universalização podem chegar a MAIS DE QUINHENTOS BILHÕES DE REAIS. Destes, DUZENTOS E SETENTA E TRÊS BILHÕES são diretos, ligados à renda e impostos, e DUZENTOS E QUARENTA E DOIS BILHÕES relacionados à redução de perdas e impactos ambientais.
As capitais com maior ganho por habitante com a universalização do saneamento são: Rio Branco, Porto Velho e Macapá.
Além dos impactos econômicos, o estudo projeta redução de doenças gastrointestinais e respiratórias, menos horas de trabalho perdidas e maior produtividade. A valorização ambiental também deve impulsionar o turismo, com ganhos estimados em VINTE E DOIS BILHÕES até 2040.
Segundo Luana Pretto, o investimento médio atual na região Norte é abaixo da média nacional e do necessário para alcançar a universalização:
TEC./SONORA: Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil
"Na região norte, o investimento médio em saneamento básico é de R$ 66,52 por ano para habitante, quando a gente deveria estar investindo em média para alcançar as metas do Marco Legal, de acordo com o plano SAB, R$ 223 por ano para habitante. Então o investimento em saneamento básico na região Norte está bastante abaixo da média do Brasil que é de R$ 126 reais por ano por habitante."
LOC.: O estudo do Trata Brasil mostra que, entre 2024 e 2040, o valor dos investimentos no setor deve alcançar CENTO E TRINTA E QUATRO BILHÕES DE REAIS nos municípios da Amazônia Legal.
Reportagem, Bianca Mingote