Foto: Amazônia Conectada
Foto: Amazônia Conectada

Governo vai instalar 10 mil km de fibra ótica na região Norte, levando internet a 59 municípios

Programa Norte Conectado vai passar os cabos por dentro de rios. Iniciativa levará conectividade a escolas e hospitais


A região Norte do Brasil tem sofrido nos últimos anos pela falta de infraestrutura de rede que permita o acesso à internet. Visando combater esse problema, o Governo Federal lançou na última terça-feira o programa Norte Conectado. O objetivo é expandir a estrutura de telecomunicações na região Amazônica a partir da instalação de 10 mil quilômetros de fibra ótica ligando 59 cidades. No total, 9 milhões de pessoas serão beneficiadas.

O projeto será executado em seis fases. Na primeira, serão instalados cabos para interligar a capital amapaense, Macapá, às cidades paraenses de Alenquer, Almeirim e Santarém. Serão 650 quilômetros de cabos, que vão alcançar órgãos públicos, como tribunais, além de hospitais e 165 escolas. O governo estima que a etapa seja finalizada em 2021, beneficiando 950 mil pessoas. Em seguida, o trecho será conectado com Manaus.

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“O acesso à internet traz conhecimento, através de educação, da conexão com o restante do planeta. Traz mais eficiência nos serviços oferecidos pelo governo, mais possibilidades para o atendimento na saúde e na Justiça. Isso traz o Brasil para dentro desses lugares”, defendeu o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. 

Cabos submersos

Para levar internet até regiões isoladas, a estrutura de fibra ótica será subfluvial, ou seja, vai passar por dentro dos rios. A instalação dos cabos é feita por meio de balsas especializadas, que depositam os cabos de fibra ótica no fundo dos cursos d’agua. O procedimento começou a ser feito em 2016 por meio do programa Amazônia Conectada, sob os cuidados do Exército Brasileiro.

Os militares lançaram 600 quilômetros de cabos no rio Solimões, passando por Manaus, Manacapuru e Coari, além do rio Negro, ligando Manaus a Novo Airão. O objetivo do Amazônia Conectada, agora unificado com o Programa Norte Conectado, era distribuir para outras cidades a internet que chegava até Manaus. De acordo com os planos do novo projeto, além da expansão da rede, a estrutura antiga vai precisar passar por reparos, já que está rompida em dois pontos.


Ancoragem do cabo óptico em Manacapuru (AM), em 2017. Foto: Exército Brasileiro

O ministro das comunicações, Fábio Faria, explica que a maior conectividade também terá impacto na melhoria da segurança pública.

“O Brasil é um país continental e na região Norte nós temos fronteira com vários países que são produtores e exportadores de drogas. Nós precisamos levar comunicação às polícias, fazendo a integração entre as corporações e melhorar o combate ao tráfico de drogas”, destacou.

Financiamento conjunto

A verba para a execução do projeto virá de várias fontes: o Ministério das Comunicações vai empregar R$ 25,2 milhões, enquanto R$ 7,7 milhões vão vir do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e R$ 6,15 milhões são de emendas parlamentares de senadores. O Ministério da Educação (MEC) também participa com R$ 3 milhões.

 

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LOC.: A região Norte do Brasil tem sofrido nos últimos anos pela falta de infraestrutura de rede que permita o acesso à internet. Visando combater esse problema, o Governo Federal lançou na última terça-feira o Programa Norte Conectado. O objetivo é expandir a estrutura de telecomunicações na região Amazônica a partir da instalação de dez mil quilômetros de fibra ótica ligando cinquenta e nove cidades. No total, 9 milhões de pessoas serão beneficiadas.

O projeto será executado em seis fases. Na primeira, serão instalados cabos para interligar a capital amapaense, Macapá, às cidades paraenses de Alenquer, Almeirim e Santarém. Serão 650 quilômetros de cabos, que vão alcançar órgãos públicos, como tribunais, além de hospitais e 165 escolas. O governo estima que a etapa seja finalizada em 2021, beneficiando 950 mil pessoas. Em seguida, o trecho será conectado com Manaus.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, defendeu que a conexão vai ajudar a melhorar a prestação de serviços públicos na região.

TEC/SONORA: Marcos Pontes, ministro de Ciência e Tecnologia

“O acesso à internet traz conhecimento, através de educação, da conexão com o restante do planeta. Traz mais eficiência nos serviços oferecidos pelo governo, mais possibilidades para o atendimento na saúde e na Justiça. Isso traz o Brasil para dentro desses lugares”

LOC.: Para levar internet até regiões isoladas, a estrutura de fibra ótica será subfluvial, ou seja, vai passar por dentro dos rios. A instalação dos cabos é feita por meio de balsas especializadas, que depositam os cabos de fibra ótica no fundo dos rios. O procedimento começou a ser feito em 2016 por meio do Programa Amazônia Conectada que era tocado pelo Exército Brasileiro.

Os militares lançaram 600 quilômetros de cabos no rio Solimões, passando por Manaus, Manacapuru e Coari, além do rio Negro, ligando Manaus a Novo Airão. O objetivo do Amazônia Conectada, agora unificado com o Programa Norte Conectado, era distribuir para outras cidades a internet que chegava até Manaus. De acordo com os planos do novo projeto, além da expansão da rede, a estrutura antiga vai precisar passar por reparos, já que está rompida em dois pontos.

O ministro das comunicações, Fábio Faria, explica que a maior conectividade também terá impacto na melhoria da segurança pública.

TEC/SONORA: Fábio Faria, ministro das comunicações

“O Brasil é um país continental e na região Norte nós temos fronteira com vários países que são produtores e exportadores de drogas. Nós precisamos levar comunicação às polícias, fazendo a integração entre as corporações e melhorar o combate ao tráfico de drogas”

LOC.: A verba para a execução do projeto virá de várias fontes: o Ministério das Comunicações vai empregar 25 milhões de reais, enquanto 7 milhões de reais vão vir do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e 6 milhões de reais são de emendas parlamentares de senadores. O Ministério da Educação (MEC) também participa com 3 milhões de reais. 

Reportagem, Daniel Marques