Saúde - Gripe·03 de julho de 2024

Vacina da gripe não deixa gripado, explica médica sanitarista

Unidades de saúde do SUS continuam mobilizadas em todo o País para vacinação contra a gripe

Por Paloma Custódio
Ouvir · 00:02:50

Unidades de saúde do SUS continuam mobilizadas em todo o País para vacinação contra a gripe - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

As unidades de saúde do SUS continuam mobilizadas em todo o País para vacinação contra a gripe. Agora, todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem se vacinar. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção provocada pelo vírus da influenza.

Mas, segundo a doutora Melissa Palmieri, médica da Coordenadoria da Vigilância em Saúde de São Paulo, muitas pessoas deixam de procurar a imunização porque acreditam no mito de que a vacina contra a gripe pode deixá-las doentes. Ela explica os motivos para essa teoria estar errada.

“Temos o vírus como se fosse uma laranja. Eu vou cortar essa laranja no meio e eu tenho o bagaço. Eu vou tirar o bagaço, ou seja, jogar fora o que é o material genético do vírus, e eu fico com a casca da laranja, seria a casca do vírus. Nessa casca do vírus, eu vou espetar alfinetes verde e amarelo. Nesse sentido, esses alfinetes são as proteínas de reconhecimento do vírus. A vacina é feita com esses alfinetes e é por isso que ela não tem a capacidade de ocasionar a doença, ela não tem mais aquele material genético que seria o bagaço da laranja.”

A médica sanitarista explica outra razão para se acreditar que a vacina pode provocar a doença:

“Se eu tomar a vacina agora, e já estão circulando em alto percentual os vírus influenza, eu posso entrar em contato amanhã com alguém que estava tossindo, espirrando do meu lado, não usando máscara e essa pessoa ter me passado o vírus. Eu não tive tempo hábil de produzir os meus anticorpos, porque usualmente a proteção acontece depois de uma semana. Então fica parecendo que eu tomei a vacina e ela me causou a doença, mas foi por acaso uma coincidência infeliz de eu ter encontrado alguém que já estava com o vírus e me passou a doença.”

A doutora Melissa Palmieri explica ainda que a vacina pode provocar efeitos adversos:10% das pessoas vão ter uma dor no local da aplicação, com ou sem vermelhidão; e menos de 3% podem ter dor muscular, dor de cabeça e febre baixa. Segundo ela, esses eventos duram no máximo 72 horas após a vacinação.

O Ministério da Saúde ressalta que a vacina contra a gripe é uma das ferramentas mais eficazes para evitar surtos e garantir a saúde da população durante o outono e o inverno. 

Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/vacinacao.

VSR: Fiocruz alerta para o aumento nas internações por infecções respiratórias

Casos de SRAG registram aumento contínuo no Brasil; alerta Fiocruz

Brasil registra sinalização de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

Ver todas as matérias
CONTINUE LENDO

Mais sobre Gripe

Ver editoria completa
Gripe14 de outubro de 2026

Fiocruz alerta para crescimento de casos graves de síndrome respiratória em AL, RR e SE

Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz no último dia 8, aponta os três estados com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência de seis semanas; aumento é puxado por crianças e adolescentes

Gripe03 de outubro de 2026

InfoGripe: casos de SRAG aumentam em crianças no Rio de Janeiro e em Sergipe

Novo Boletim InfoGripe da Fiocruz alerta para crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças nessas localidades e para indícios de avanço dos casos graves de Covid-19 no Acre e em São Paulo, mas em níveis ainda baixos de incidência

Gripe29 de agosto de 2026

InfoGripe: três estados têm incidência de SRAG com sinal de crescimento

Boletim da FioCruz aponta que AL, MT e RR apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas; pesquisadora aponta que casos podem estar sendo implicados pelo rinovírus

t-page