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LOC.: A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2025 caiu para 4,43% segundo Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central.
Para 2026, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo também recuou, passando de 4,18% para 4,17%. É a terceira semana consecutiva de queda. Para 2027 e 2028, as previsões se mantêm estáveis em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Com o novo ajuste, a previsão para 2026 volta ao intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — o que estabelece um limite mínimo de 1,5% e máximo de 4,5%.
A taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária. A decisão reflete o recuo da inflação e a desaceleração da atividade econômica, fatores que levaram à manutenção da taxa pela terceira vez consecutiva.
No entanto, o Copom não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros. Em nota, o Banco Central afirmou que pode voltar a elevar os juros se necessário, diante de um cenário internacional incerto e influenciado pela política econômica dos Estados Unidos. No Brasil, mesmo com a desaceleração da atividade econômica, a inflação segue acima da meta, o que indica que os juros devem permanecer elevados por um período prolongado.
Segundo estimativas do mercado, a Selic deve encerrar 2025 no atual patamar de 15% ao ano. Para 2026, a expectativa é de queda para 12% ao ano. Em 2027 e 2028, as projeções apontam novas reduções, para 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.
Já as projeções para o crescimento do PIB são de 2,16% em 2025; 1,78% em 2026; 1,83% em 2027; e 2,00% em 2028.
Reportagem, Paloma Custódio